Mês: novembro 2016

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Os dias seguintes nas coberturas jornalísticas sobre grandes tragédias merecem a reflexão das novas gerações de repórteres. A imprensa brasileira tem uma tecnologia e uma dedicação invejáveis na cobertura da hora em que ocorre a tragédia, estamos entre as melhores do mundo. Temos mais um exemplo agora no trabalho em torno da Chapecoense, a equipe catarinense dizimada na queda do avião que a levava para Medellín, na Colômbia. Grandes jornais não poupam recursos para coletar as informações que abastecem todas as suas plataformas de notícias – sites, blogs, jornais, rádios, TVs e outras mídias.
É normal que o passar dos dias reduza o fôlego da cobertura. Aqui está o ponto em que proponho a reflexão aos jovens repórteres. Não é normal que se perca o fôlego na apuração sobre os responsáveis pela tragédia. A persistência na busca pelos culpados é uma obrigação do jornal para com os seus leitores. A mídia é o mais eficaz instrumento à disposição da comunidade para se evitar que os casos fiquem emperrados nas gavetas dos tribunais. Temos o exemplo da Boate Kiss, com o incêndio que matou 242 pessoas e feriu outras 680, a maioria de universitários, na madrugada de 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria. No Brasil, é a segunda maior tragédia em número de vítimas em um incêndio, sendo superada apenas pelo sinistro no Gran Circus Norte-Americano, ocorrido em 1961, em Niterói, que vitimou 503 pessoas. O inquérito policial que deu origem ao processo da Boate Kiss é recheado de provas testemunhais, técnicas e dados coletados. A investigação da Polícia Civil apontou quatro pessoas como responsáveis pela tragédia, as quais aguardam julgamento em liberdade, o que é considerado uma afronta pelos familiares das vítimas e pela comunidade.
O processo Kiss se arrasta nos tribunais. E há o absurdo de pais das vítimas estarem sendo processados pelo Ministério Público. A lentidão, e os fatos exóticos que se sucedem, são apontados pela sociedade como resultado da postura de grandes jornais, que teriam virado as costas para o caso. Como repórter que viveu 40 anos em Redação e andando pelos sertões à procura de boas histórias, sei que o espaço nos noticiários é disputado de maneira ferrenha. E que sempre vence o fato mais relevante de hoje. Também sei que a comunidade sempre é muito grata ao repórter que se notabiliza em não deixar de fora dos noticiários a busca pelos culpados. Tenho lido trabalhos acadêmicos sobre a decadência econômica das grandes empresas de mídia. Como repórter, digo que virar as costas para um caso do calibre da Kiss se perfila entre os que afugentam assinantes e anunciantes. Os jovens repórteres devem refletir sobre os dias seguintes na cobertura de tragédias.

Sou um velho repórter que respeita o leitor. Em nome do respeito digo aos meus colegas que seria legal informar aos leitores o preço pago e a origem dos recursos usados pelo Geddel Vieira Lima para comprar o apartamento. Não estou levando nenhuma suspeita. Apenas falando em nome da exatidão da informação.

O ex-atacante do Grêmio e deputado estadual Mário Jardel não é um bandido do quilate do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, preso preventivamente pela Justiça Federal. Ele pode ser responsabilizado pelos crimes cometidos no exercício da vida parlamentar? Antes de decidir é necessário esclarecer se ele é uma pessoa sequelada pelo uso de drogas. Lembro que ser usuário não é crime no Brasil, é considerado doença.
Hoje, como se estivesse se esquivando com seus dribles dos zagueiros, Jardel tenta escapar do processo de cassação em andamento na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O cerco está se fechando, ele não conseguirá escapar da cassação.
Esta é a situação de Jardel. Não sou gremista. Sou colorado. Mas sou repórter e digo que cassá-lo sem esclarecer o seu vínculo com as droga é cometer uma injustiça, porque ele é uma vítima do sistema político brasileiro. Muito antes de se eleger deputado em 2014, Jardel admitiu, em um programa de TV, em 2008, que era usuário de cocaína. Sua ligação com as drogas era pública quando foi indicado para concorrer a deputado. Como repórter, aprendi uma coisa: ser drogado traz dois problemas. O primeiro são os danos na saúde. O segundo, mais grave, é que a droga, por ser ilegal, força o usuário a conviver com os fornecedores, que são bandidos. E essa convivência deixa sua marca.
A pergunta é pertinente. Ao indicar Jardel, seus padrinhos políticos não sabiam de seus problemas? Ou apostaram que, dando uma nova carreira para o ex-craque, estariam contribuindo para a sua recuperação?

Claro. Faltou acertar com Jardel. O cotidiano dele na Assembleia revelou o seu entendimento da situação: comportou-se como se tivesse sido contratado por um time que disputava um campeonato de várzea. Administrou o seu gabinete de maneira desastrada. Ninguém falou para ele. Mas, ao se eleger, ele passou a viver em um mundo diferente do vestiário, onde o craque é rei. Ele entrou no mundo dos cartolas, onde as aparências contam.

Como repórter não podemos sair escrevendo, ou falando, o que os comentaristas políticos estão dizendo  sobre Donald Trump  romper os seus compromissos de campanha contra as minorias para poder acalmar os mercados e governar em paz.  Mesmo sendo regra geral entre os candidatos mudarem de assunto depois de se elegerem, Trump não é um candidato tradicional. Para se fazer notar na disputa, ele audaciosamente elegeu bandeiras segregacionistas.
E ao elegê-las, ele se comprometeu com  as organizações da direita fundamentalistas dos Estados Unidos,  que hoje estão divididas em três grandes movimentos: o da supremacia branca, de anti-imigração e os que pregam a Islamofobia. Ao verem as suas principais bandeiras de luta serem defendidas, os racistas se atiraram de corpo e alma na campanha. Andei ligando para algumas pessoas e me convenci que esses grupos não ficarão de braços cruzados caso Trump rompa com seus compromissos. Esse
pessoal não costuma levar desaforos para casa. Eles têm organização, treinamento militar, armas e dinheiro para dar uma resposta. Um dos seus cartões de apresentação foi o atentado de Oklahoma City, em 19 de abril de 1995,
que teve como alvo o Edifício Federal Alfred P. Murrah que resultou em 168 mortos e mais de 500 feridos. O “Tio Google” é rico em informações sobre o  caso.
É consenso entre os especialistas que Trump não chega ao final do seu governo sem sofrer um atentado, se romper os seus compromissos de campanha com essa gente. O que escrevi não é uma opinião minha, mas uma conclusão que cheguei depois de falar com várias fontes. Lembro que, por escrever sobre conflitos agrários e crimes de fronteira ao longo dos meus 40 anos de repórter, eu sempre li muito, fiz fontes ao redor do mundo (entre cientistas sociais e gente dos serviços de inteligência) sobre movimentos e organizações. Aos jovens repórteres das redações alerto que é hora de começar a prestar atenção do que o Trump fala nas entrelinhas dos seus pronunciamentos. Têm coisas interessantes. Trump não tem palavra. Tem negócios.

Como repórter não podemos sair escrevendo, ou falando, o que os comentaristas políticos estão dizendo  sobre

 Donald Trump  romper os seus compromissos de campanha contra as minorias para poder acalmar os mercados e

governar em paz.  Mesmo sendo regra geral entre os candidatos mudarem de assunto depois de se elegerem,

Trump não é um candidato tradicional. Para se fazer notar na disputa, ele audaciosamente elegeu bandeiras segregacionistas.

E ao elegê-las, ele se comprometeu com  as organizações da direita

fundamentalistas dos Estados Unidos,  que hoje estão divididas em três grandes movimentos: o da supremacia

branca, de anti-imigração e os que pregam a Islamofobia. Ao verem as suas principais bandeiras de luta serem

defendidas, os racistas se atiraram de corpo e alma na campanha. Andei ligando para algumas pessoas e me

convenci que esses grupos não ficarão de braços cruzados caso Trump rompa com seus compromissos. Esse

pessoal não costuma levar desaforos para casa. Eles têm organização, treinamento militar, armas e dinheiro para

dar uma resposta. Um dos seus cartões de apresentação foi o atentado de Oklahoma City, em 19 de abril de 1995,

que teve como alvo o Edifício Federal Alfred P. Murrah que resultou em 168 mortos e mais de 500 feridos. O “Tio

Google” é rico em informações sobre o  caso. 

É consenso entre os especialistas que Trump não chega ao final do seu governo sem sofrer um atentado, se romper

os seus compromissos de campanha com essa gente.   O que escrevi não é uma opinião minha, mas uma

conclusão que cheguei depois de falar com várias fontes. Lembro que,  por escrever sobre conflitos agrários e

crimes de fronteira ao longo dos meus 40 anos de repórter, eu sempre li muito, fiz fontes ao redor do mundo (entre

cientistas sociais e gente dos serviços de inteligência) sobre movimentos e organizações. Aos jovens repórteres das

redações alerto que é hora de começar a prestar atenção do que o Trump fala nas entrelinhas dos seus

pronunciamentos. Têm coisas interessantes. Lembra de uma coisa: Trump não tem palavra. Tem negócios.

Sempre que uma notícia sacode o mundo, como foi o caso da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, o jovem repórter deve olhar ao redor para verificar se as condições que sustentaram o acontecimento não estão no seu cotidiano. O voto do trabalhador que perdeu o seu emprego para a globalização da economia foi importante para eleger Trump. No meio do mar de 12 milhões de desempregados no Brasil, temos centenas que há anos vêm perdendo as suas vagas por conta da globalização. Empregos que sumiram com a crise econômica podem voltar com a retomada do crescimento, mas os levados pela globalização não retornam mais por estarem espalhados pelo planeta. No Brasil, os desempregados atingidos pela globalização estão, principalmente, nos Estados do Sul. No Rio Grande do Sul, um dos exemplos foram os operários das fábricas de sapatos do Vale do Rio dos Sinos. A entrada massiva de produtos chineses, fabricados por mão de obra barata e com impostos baixíssimos, devastou os empregos no Vale. E as indústrias que sobreviveram acabaram se adaptando à globalização: umas foram para a China, outras para o Nordeste brasileiro, em busca de incentivos fiscais generosos e mão de obra menos valorizada. Em outros setores da economia nos Estados do Sul do Brasil, como o metal mecânico, centenas de empresas fecharam as portas devido à enxurrada de produtos estrangeiros.
Sobre o destino dos trabalhadores desempregados pela globalização nos Estados Unidos, lembro de uma conversa que tive, no final da década de 1990, com um repórter americano que estava em Ijuí, cidade agroindustrial do norte gaúcho. Ele fazia matéria sobre soja, eu sobre a ocupação de terra pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais (MST). O encontro foi articulado por um amigo meu, jornalista alemão que era correspondente no Rio de Janeiro. O papo foi à noite, em um boteco, tomando cerveja e comendo uma à la minuta. A conversa girou em torno da luta pela terra e a expansão das lavouras de soja. No meio do assunto, ele contou uma história que ficou gravada na minha cabeça. Disse que seu pai e vários amigos da família tinham perdido os empregos devido à transferência das empresas onde trabalhavam para a Ásia. Lembro que ele falou o seguinte:
– Conseguiram outro emprego. Mas recebendo metade do que ganhavam antes. O pai ficou uma pessoa de mal com a vida.
Nas conversas com colegas, sempre que falamos sobre os rolos da economia americana, recordo a história de Ijuí. E aqui, no Brasil, o que ocorreu com os trabalhadores demitidos pelos efeitos da globalização? Muito embora o número não seja conhecido, sabemos que é significativo. Nas fronteiras gaúchas, a globalização gerou um fato curioso trazido pelo acordo do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Em 1991, o Brasil e quatro países vizinhos fizeram o tratado com o objetivo de facilitar a globalização dos seus negócios. A enormidade de produtos argentinos e uruguaios que entra no Brasil levou à falência centenas de empresas. Também foi responsável pela quase extinção de uma figura típica: o chibeiro, pequeno contrabandista que vive de atravessar mercadorias pela fronteira. O Mercosul tornou livre o trânsito de mercadorias e decretou a morte do chibeiro.

A história do surgimento da PEC 241 – depois de aprovada pelos deputados federais foi enviada para o Senado e teve sua nomenclatura alterada para PEC 55/2016 – não chega a ser uma daquelas histórias mal contadas.

Ela entrou de mansinho no cotidiano dos jornalistas e se espalhou como fogo em palha seca. Como papagaios, repetimos para os nossos leitores a gêneses da medida contada pelo governo federal: segundo essa ótica, a PEC 241 é o remédio que irá acabar com a gandaia dos gastos públicos.

Se fossemos repórteres ETs, enviados de um distante planeta para produzir uma matéria sobre o assunto, poderíamos acreditar na versão oficial. Mas somos repórteres daqui do Brasil, uma terra de governantes que deixam os efeitos colaterais de suas decisões submergidos em sombras. A 241 nasceu em um berço onde não se fala português, concordam vários pensadores políticos.

E pela importância que 241 terá na vida de todos, os jovens repórteres têm uma oportunidade de alavancar suas carreiras investindo em descobrir quem são os construtores da medida e quais as suas intenções escritas. Uma dica para os reporteiros sobre como fazer a autópsia do assunto é se unir a jovens historiadores, economistas e advogados especializados em direito tributário.

Andei cavocando nos alicerces da PEC 241 e vi muitas áreas cobertas por sombras.
Vamos aos fatos. Comecei pensando no assunto lembrando uma conversa que tive com um repórter americano em 1990, num boteco, em Xapuri (AC), uma pequena cidade na ponta oeste da Selva Amazônica. Nós, e jornalistas de vários cantos do mundo, estávamos lá cobrindo o julgamento dos matadores do sindicalista e ambientalista Chico Mendes, tocaiado em 1988. Uma boa fonte para conhecer a tragédia do Chico é ler o que o repórter Zuenir Ventura publicou no Jornal do Brasil (JB), no Globo e nos seus livros, entre eles o Chico Mendes – Crime e Castigo, leitura obrigatória para a gente do nosso ramo.

Na época, eu era procurado pelos colegas estrangeiros por ser especializados em conflitos agrários envolvendo agricultores, fazendeiros, ambientalistas e índios no Brasil, assuntos do interesse dos jornais de fora do país. Além das minhas reportagens, eu publicava livros sobre o assunto, como a Saga do João Sem Terra. Portanto, minha conversa com o americano não era um papo entre dois repórteres desconhecidos e bêbedos no meio da selva. Mas entre dois caras que frequentemente trocavam informações. Ele me disse o seguinte:
– Ó Wagner, tu sabe que as leis ambientais brasileiras, em muitos aspectos, são mais duras que as dos Estados Unidos. Sabe por quê?
– Sei lá – respondi.
Ele explicou:
– Cara, um alemão de uma ONG me falou que se articula com os ecologista do Brasil e consegue fazer pressão no governo para aprovar as leis. Esta aprovação serve de argumento para os ambientalistas dos países desenvolvidos pressionaram seus governos. Para os ambientalistas o mundo não têm fronteiras, entendeu?
Não lembro o que respondi. Mas gravei o essencial do papo: países como o Brasil, onde as instituições estão se consolidando, são usados por grupos como laboratórios para experimentar teorias ambientais, econômicas e de controle de conflitos sociais. Somos um laboratório. Há livros e documentários que fazem esta relação. Um deles, que recomendo, é o documentário a Teoria do Choque, que mostra como economistas se articularam e começaram a fazer experimentos no Chile, em 1973 durante o golpe militar. Pode se visto em https://www.youtube.com/watch?v=Y4p6MvwpUeo.
Mas o que tudo isto tem a ver com a PEC 241? Tudo. Ela foi pensada para atrair e dar segurança jurídica ao capital especulativo internacional. Lembro o seguinte: hoje os fundos de pensão dos Estados Unidos e da Europa enfrentam dificuldades devido à baixa rentabilidade dos mercados de aplicação locais. Isso se deve a vários fatores, sendo um deles os juros baixos. Imagine a farra que farão aqui no Brasil, onde o juro é o mais alto do mundo. Somos repórteres e temos o dever de descobrir a verdade e contá-la para o nosso leitor.

Para os repórteres, ao que parece, é coisa do passado a história dos vencedores e dos perdedores no segundo turno das eleições para prefeito em Porto Alegre. Mas falta contar o capítulo sobre como os dois candidatos chegaram lá. Ele aconteceu ao longo do dia 18, uma segunda-feira. Durante a madrugada, uma ventania, confundida com um atentado a tiros, quebrou vidros e espalhou pânico na sede do comitê do PSDB. Paralelamente, ocorreu um incêndio criminoso em uma sala do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP), onde eram guardados documentos relativos a uma apuração de fraude. Na tarde do mesmo dia, foi encontrado morto Plínio Zalewski, coordenador da campanha do candidato do PMDB à prefeitura, na sede do próprio partido. Um episódio trágico que a polícia trata como suicídio e que, como era de se esperar, causou comoção suficiente para paralisar por 24 horas a campanha eleitoral.
O que aconteceu são fatos raros e intrigantes em uma acirrada disputa eleitoral, os quais semearam desconfiança entre os leitores. Cabe a nós esclarecer. E o que publicamos a respeito são notícias fragmentadas, que isolam qualquer tipo de ligação entre os três fatos. Se existe uma ligação, ou não, temos de esclarecer ao leitor. Há muita coisa solta no ar. Por exemplo: quando falaram que a ventania era um atentado a tiros, nós publicamos. Mas algum repórter foi até lá procurar marcas de bala nas paredes? Ou teria sido barrado à entrada do prédio e não contou isso? Nada sabemos.
E sobre o incêndio no DEP, a polícia já definiu uma linha de investigação? A respeito da morte de Zalewski, devemos explicar direitinho como alguém se degola, numa prática de suicídio esquisita, para se dizer o mínimo.
Nosso leitor exige saber o que ocorreu. E ele paga, muito caro, pela informação que consome. Não precisa ser gênio para dizer que a fuga de assinantes e de anunciantes dos jornais, sites e de outros noticiários tem a ver com a arrogância da indústria da comunicação.

Não somos deuses gregos, senhores. Somos repórteres, contadores de histórias. E sempre que publicamos alguma mal contada, ela se torna um fantasma a nos assombrar. Tenho fé de que os professores das faculdades de Jornalismo irão avaliar em sala de aula o que publicamos. Aliás, não existe melhor escola de jornalismo do que a autópsia do que escrevemos, falamos e das imagens que divulgamos sobre a vida das comunidades.