Categoria: candidato

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Que relação há entre os três episódios que aconteceram em Porto Alegre entre a madrugada e a tarde desta segunda-feira e paralisaram a campanha eleitoral para a prefeitura? O atentado a tiros ao comitê do PSDB, o incêndio criminoso em uma sala do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) onde eram guardados documentos relativos a uma apuração de fraude, e a morte violenta de um dos coordenadores da campanha do candidato do PMDB, na sede do próprio partido, se entrelaçam em um ambiente fértil para a disseminação de teorias conspiratórias que desafiam não apenas a polícia, mas também um bom repórter investigativo.

É um dever do repórter apurar cada um destes fatos e, à luz das informações apuradas e da razão, explicá-los aos seus leitores, mostrando ou afastando eventuais ligações que possam existir entre eles. Mesmo nadando contra a correnteza e resistindo à enorme pressão que existe em coberturas deste tipo, quando a correria já habitual das redações ganha redobrada velocidade devido à exigência (e urgência) na produção de conteúdos para abastecer os sites e outras mídias. Dentro deste contexto, quem pensar diferente é “patrolado” – lhe passam por cima. Geralmente, os conteúdos são informações oficiais.

É bom lembrar que esses três acontecimentos têm como pano de fundo uma disputada da eleição para prefeito entre o PMDB e o PSDB. Portanto, o trabalho do repórter acontece em um ambiente contaminado pela paixão, pela intriga, pela busca pelo poder e por muitas “verdades” absolutas. Mas no meio dessa confusão existe uma oportunidade de ouro para o repórter “se puxar” e conseguir a matéria exclusiva. Lembro que ela não é propriedade dos velhos reporteiros e do grande jornal. Muito pelo contrário. A exclusiva é democrática e qualquer um pode consegui-la e publicá-la nas dezenas de mídias que existem à disposição. Para os jovens repórteres digo que é uma ótima oportunidade de ocupar um lugar ao sol.