Categoria: Crise na economia

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Qual a relação entre a conspiração que derrubou Dilma e a continuada queda livre na economia na era Temer? Não estamos respondendo a esta pergunta ao nosso leitor. O caminho que o jovem repórter precisa percorrer para responder a pergunta começa com uma autópsia da situação. E uma boa e extensa leitura de conjuntura econômica atual.

A história mostra que não existe um modelo econômico 100% eficiente em uso em nenhum país do mundo. Todos eles têm o seu ponto frágil, que são identificados e usados para ganhar dinheiro pelos especuladores dos mercados. Foi o caminho dos especuladores que os conspiradores trilharam para derrubar Dilma. Era o caminho lógico. O governo tinha um forte apoio dos eleitores ancorado em uma série de políticas sociais, empregos em alta e salários em ascensão. Portanto, seria dar murros em ponta de faca tentar convencer o eleitor que ele estava errado em apoiar o governo.

Os conspiradores já tinham tentado no governo Lula e falharam. Mas a maioria das políticas sociais do governo eram financiadas por receitas temporárias, tipo valorização dos produtos exportados pelo país, como soja e outros. Houve uma queda nos mercados internacionais que exigia uma correção de rumo na economia brasileira. Foi aí que os conspiradores agiram: montaram uma aliança política que conseguiu barrar todas as medidas que o governo tentava para alinhar a economia nacional aos novos rumos dos mercados internacionais – um dos símbolos da época são as pautas bombas do ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha.
No período de agonia do governo Dilma, os especuladores de mercados, principalmente do mercado financeiro, ganharam fortunas. Eles tinham vivido um período de vacas magras durante a estabilidade da economia.

Derrubada a Dilma, os conspiradores alojam-se no governo e elegem a recuperação da economia como seu objetivo principal. Como se o mundo fosse parar para o Brasil se ajustar. Claro, o mundo não parou. E a economia brasileira está pagando o preço por não ter feito os ajustes na hora que era necessário. Nós, repórteres, temos que fazer a conta de quanto custou a conspiração e informar à população. Cabe a ela saber que uso dará a informação.