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A degola e o esquartejamento do inimigo, transformados em espetáculo nas redes sociais pelo Estado Islâmico (EI) para espalhar pavor entre seus inimigos, foram adotados como métodos de execução pelas facções criminosas brasileiras que estão em guerra aberta pelo controle do comércio de drogas (e das cadeias) no país.
A morte de maneira cruel foi a marca registrada dos recentes confrontos nas penitenciárias da Região Norte envolvendo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, e seus inimigos do Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro, estes aliados ao Famílias do Norte (FDN): foram 56 mortes no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compag) de Manaus (AM), e 31 mortes na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo (PAMC), em Boa Vista (RR).
A influência da maneira de agir do EI não começou agora. Ela pôde ser notada nos últimos 15 meses, por exemplo, em Porto Alegre (RS), onde o Diário Gaúcho (DG) têm noticiado casos de degola e de esquartejamento entre criminosos de quadrilhas rivais. Na edição de hoje do DG, o repórter Eduardo Torres publicou uma reportagem dando conta que no período foram 16 decapitações e apenas um inquérito concluído.
Há dezenas de vídeos das execuções feitas pelo Estado Islâmico nas redes. Ao assistir aos vídeos publicados sobre as mortes em Manaus e Boa Vista, a ligação com o EI é automática na cabeça de muitos, ouvi de um especialista.
O Estado Islâmico não inventou a degola ou o esquartejamento. São duas maneiras de matar seculares, presentes ao longo da trajetória da humanidade. No Rio Grande do Sul, nos tempos das revoltas civis, sobretudo na Revolução Federalista (1893-95), a degola foi amplamente utilizada por todos os lados em combate.
O que acontece é que o EI usa com muita competência as redes sociais para divulgar os seus massacres. E graças ao barateamento do uso da internet, os vídeos circulam o mundo com imensa rapidez, como foi o caso das mortes em Manaus e Boa Vista.
Também não é a primeira vez que criminosos brasileiros são influenciados por vídeos. Nos anos 2000 atuava nas estradas do Rio Grande do Sul um bando de assaltantes de carros-fortes liderado por José Carlos dos Santos, o Seco, um jovem de classe média nascido em Candelária, pequena cidade agrícola no Vale do Rio Pardo.
Como repórter, acompanhei de perto as ações ousadas do Seco. Ele inovou no assalto a carro-forte. Dirigindo um caminhão roubado, protegido por capacete de motoqueiro e com colchões enrolados no corpo, ele abalroava os carros-fortes e os jogava para fora da estrada. Terminava o serviço usando explosivos e armas pesadas. Foi preso e cumpre uma pena de mais de 100 anos no Rio Grande do Sul.
Depois que a quadrilha de Seco foi desbaratada, a investigação policial descobriu que os métodos por ele utilizados foram aprendidos em Fogo contra Fogo, um filme de ação de 1995, estrelado por Al Pacino e Robert De Niro, em que o enredo são as táticas de ataque do bando. (veja em www.youtube.com/watch?v=a51pQm1uSbQ). Mais ainda: no andar da investigação, os policiais descobriram que todo o bandido novo incorporado ao bando tinha como primeiro trabalho ver o filme.
Este filme influenciou na maneira de se organizarem as quadrilhas que agiam na primeira década de 2000 nas terras gaúchas. Mas os estúdios de cinema de Hollywood não são culpados por seus filmes serem usados como “aula” pelos bandidos. Desmantelar e prender as quadrilhas são trabalhos para a polícia brasileira.
Da mesma forma, o EI não pode ser apontado como culpado pelo que aconteceu em Manaus e Boa Vista. Mas sua influência no modo de agir das facções é um fato.

A história do surgimento da PEC 241 – depois de aprovada pelos deputados federais foi enviada para o Senado e teve sua nomenclatura alterada para PEC 55/2016 – não chega a ser uma daquelas histórias mal contadas.

Ela entrou de mansinho no cotidiano dos jornalistas e se espalhou como fogo em palha seca. Como papagaios, repetimos para os nossos leitores a gêneses da medida contada pelo governo federal: segundo essa ótica, a PEC 241 é o remédio que irá acabar com a gandaia dos gastos públicos.

Se fossemos repórteres ETs, enviados de um distante planeta para produzir uma matéria sobre o assunto, poderíamos acreditar na versão oficial. Mas somos repórteres daqui do Brasil, uma terra de governantes que deixam os efeitos colaterais de suas decisões submergidos em sombras. A 241 nasceu em um berço onde não se fala português, concordam vários pensadores políticos.

E pela importância que 241 terá na vida de todos, os jovens repórteres têm uma oportunidade de alavancar suas carreiras investindo em descobrir quem são os construtores da medida e quais as suas intenções escritas. Uma dica para os reporteiros sobre como fazer a autópsia do assunto é se unir a jovens historiadores, economistas e advogados especializados em direito tributário.

Andei cavocando nos alicerces da PEC 241 e vi muitas áreas cobertas por sombras.
Vamos aos fatos. Comecei pensando no assunto lembrando uma conversa que tive com um repórter americano em 1990, num boteco, em Xapuri (AC), uma pequena cidade na ponta oeste da Selva Amazônica. Nós, e jornalistas de vários cantos do mundo, estávamos lá cobrindo o julgamento dos matadores do sindicalista e ambientalista Chico Mendes, tocaiado em 1988. Uma boa fonte para conhecer a tragédia do Chico é ler o que o repórter Zuenir Ventura publicou no Jornal do Brasil (JB), no Globo e nos seus livros, entre eles o Chico Mendes – Crime e Castigo, leitura obrigatória para a gente do nosso ramo.

Na época, eu era procurado pelos colegas estrangeiros por ser especializados em conflitos agrários envolvendo agricultores, fazendeiros, ambientalistas e índios no Brasil, assuntos do interesse dos jornais de fora do país. Além das minhas reportagens, eu publicava livros sobre o assunto, como a Saga do João Sem Terra. Portanto, minha conversa com o americano não era um papo entre dois repórteres desconhecidos e bêbedos no meio da selva. Mas entre dois caras que frequentemente trocavam informações. Ele me disse o seguinte:
– Ó Wagner, tu sabe que as leis ambientais brasileiras, em muitos aspectos, são mais duras que as dos Estados Unidos. Sabe por quê?
– Sei lá – respondi.
Ele explicou:
– Cara, um alemão de uma ONG me falou que se articula com os ecologista do Brasil e consegue fazer pressão no governo para aprovar as leis. Esta aprovação serve de argumento para os ambientalistas dos países desenvolvidos pressionaram seus governos. Para os ambientalistas o mundo não têm fronteiras, entendeu?
Não lembro o que respondi. Mas gravei o essencial do papo: países como o Brasil, onde as instituições estão se consolidando, são usados por grupos como laboratórios para experimentar teorias ambientais, econômicas e de controle de conflitos sociais. Somos um laboratório. Há livros e documentários que fazem esta relação. Um deles, que recomendo, é o documentário a Teoria do Choque, que mostra como economistas se articularam e começaram a fazer experimentos no Chile, em 1973 durante o golpe militar. Pode se visto em https://www.youtube.com/watch?v=Y4p6MvwpUeo.
Mas o que tudo isto tem a ver com a PEC 241? Tudo. Ela foi pensada para atrair e dar segurança jurídica ao capital especulativo internacional. Lembro o seguinte: hoje os fundos de pensão dos Estados Unidos e da Europa enfrentam dificuldades devido à baixa rentabilidade dos mercados de aplicação locais. Isso se deve a vários fatores, sendo um deles os juros baixos. Imagine a farra que farão aqui no Brasil, onde o juro é o mais alto do mundo. Somos repórteres e temos o dever de descobrir a verdade e contá-la para o nosso leitor.

Fechou uma semana sem que a polícia tenha encontrado o fio da meada que una, ou descarte, os três acontecimentos ocorridos em Porto Alegre entre a madrugada e tarde do último dia 18, uma segunda-feira: o atentado a tiros ao comitê do PSDB, o incêndio criminoso em uma sala do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) onde eram guardados documentos relativos a uma apuração de fraude, e a morte de Plínio Zalewski, coordenador da campanha do candidato do PMDB à prefeitura, encontrado morto na sede do próprio partido, um trágico episódio que a polícia trata como suicídio e que, como era de se esperar, causou comoção suficiente para paralisar por 24 horas a campanha eleitoral.

Porto Alegre tem uma das mais acirradas disputas eleitorais da sua história recente. E os três casos têm um enorme potencial de causar danos às duas candidaturas que chegaram ao segundo turno. Porém, a maneira como os policiais estão conduzindo as investigações dificilmente irá responder ao quesito sobre a existência, ou não, de vínculo entre os três acontecimentos. Essa resposta é fundamental para a opinião pública.

Por que a descrença no trabalho policial? Vejamos: a Polícia Civil tem três delegados, de delegacias diferentes, trabalhando nos casos: um investiga a morte de Zalewski, outro a invasão das redes sociais do coordenador e um terceiro apura o incêndio no DEP. Já a Polícia Federal (PF) destacou um delegado para investigar o atentado à sede do PSDB. Todo repórter policial experiente sabe da tremenda resistência que existe entre policiais para a circulação de informações sobre casos em apuração. Investigadores da mesma delegacia dificilmente trocam informações entre si. Imaginem se pertencem a quatro delegacias diferentes, sendo uma delas da PF, ligada a outra esfera da administração pública.

A falta de comunicação entre os policiais abre uma importante porta para o trabalho do repórter. No que chamo de “Terra de Ninguém”, o repórter encontra o que eu descrevo como um lugar povoado por personagens que guardam informações valiosas sobre os casos, mas não despertaram o interesse da polícia, envolvida com outro foco da investigação. O caminho para encontrar esses personagens, ou um fato, é voltar no tempo e estabelecer o cotidiano da figura principal da história. É no dia a dia dela que orbitam pessoas e fatos descartados pelos investigadores, mas que podem nos dar uma matéria exclusiva. Já me aconteceu de descobrir em uma conversa com o jornaleiro da esquina a pista para uma reportagem inédita.

Lembro o seguinte: pelo fluxo de opiniões e informações circulando sobre os três episódios nas redes sociais, vejo que há um enorme interesse das pessoas em saber o que aconteceu. E esse interesse não deve acabar com a eleição do próximo fim de semana. O que deverá diminuir com o fim da campanha é a pressão sobre o trabalho dos policiais envolvidos com as investigações, que passarão a dividir seu tempo e sua atenção com dezenas de outras diligências em curso. Inclusive a imprensa, por carência de pessoal e recursos, deverá reduzir o número de repórteres envolvidos na cobertura.

Frente a está conjuntura surge uma oportunidade de ouro para as agências de conteúdos. Que tal montar um pool e financiar uma equipe de jovens repórteres para esmiuçar esses casos? Se conseguirem esclarecê-los, farão história.

Que relação há entre os três episódios que aconteceram em Porto Alegre entre a madrugada e a tarde desta segunda-feira e paralisaram a campanha eleitoral para a prefeitura? O atentado a tiros ao comitê do PSDB, o incêndio criminoso em uma sala do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) onde eram guardados documentos relativos a uma apuração de fraude, e a morte violenta de um dos coordenadores da campanha do candidato do PMDB, na sede do próprio partido, se entrelaçam em um ambiente fértil para a disseminação de teorias conspiratórias que desafiam não apenas a polícia, mas também um bom repórter investigativo.

É um dever do repórter apurar cada um destes fatos e, à luz das informações apuradas e da razão, explicá-los aos seus leitores, mostrando ou afastando eventuais ligações que possam existir entre eles. Mesmo nadando contra a correnteza e resistindo à enorme pressão que existe em coberturas deste tipo, quando a correria já habitual das redações ganha redobrada velocidade devido à exigência (e urgência) na produção de conteúdos para abastecer os sites e outras mídias. Dentro deste contexto, quem pensar diferente é “patrolado” – lhe passam por cima. Geralmente, os conteúdos são informações oficiais.

É bom lembrar que esses três acontecimentos têm como pano de fundo uma disputada da eleição para prefeito entre o PMDB e o PSDB. Portanto, o trabalho do repórter acontece em um ambiente contaminado pela paixão, pela intriga, pela busca pelo poder e por muitas “verdades” absolutas. Mas no meio dessa confusão existe uma oportunidade de ouro para o repórter “se puxar” e conseguir a matéria exclusiva. Lembro que ela não é propriedade dos velhos reporteiros e do grande jornal. Muito pelo contrário. A exclusiva é democrática e qualquer um pode consegui-la e publicá-la nas dezenas de mídias que existem à disposição. Para os jovens repórteres digo que é uma ótima oportunidade de ocupar um lugar ao sol.

Para as gerações que estão vindo aí, eu sugiro aos repórteres um profundo mergulho nos resultados das eleições para vereadores e prefeito de Santa Maria em busca de ligações com a tragédia da Boate Kiss – um incêndio que matou 242 pessoas e feriu outras 680, a maioria universitários, na madrugada de 27 de janeiro de 2013. O caso é descrito pela enciclopédia Wikipédia: ” a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio, sendo superado apenas pela tragédia do Gran Circus Norte-Americano, ocorrida em 1961, em Niterói, que vitimou 503 pessoas. E foi semelhante ao incêndio ocorrido na Argentina, em 2004, na discoteca República Cromañón. Classificou-se também como a quinta maior tragédia da história do Brasil, a maior do Rio Grande do Sul, a de maior número de mortos nos últimos cinquenta anos no Brasil e o terceiro maior desastre em casas noturnas no mundo.”
É uma tragédia grande demais para ter passada despercebida pelos eleitores, principalmente os parentes das vítimas que estão organizados e lutando para que se faça Justiça no caso – os quatro suspeitos pelo incêndio estão aguardando o julgamento em liberdade, o que é considerado uma afronta aos gaúchos. No mês passado, o prefeito da época trocou o cargo pelo de secretário da Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Aos jovens repórteres, eu faço um relato particular. É importante documentar a influência de acontecimentos relevantes locais com o andamento da política. O resultado da apuração é para o pesquisador da história uma informação muito valiosa. E para as autoridades um lembrete: o caso faz parte da agenda dos reporteiros.

desenho de jornaleiro antigo vendendo notíciasAproveitar uma grande oportunidade que surge é definido pelos acadêmicos como não deixar passar o trem da história. Já os repórteres costumam dizer que o cavalo encilhado não passa duas vezes. As duas frases servem para descrever um quadro que começa a ganhar contornos no cotidiano dos jornais do  interior do Brasil. Os leitores estão exigindo maior engajamento com os conteúdos da região.
A chance surgiu como o recuo na cobertura do interior pelos grandes jornais, que se engalfinharam em uma luta de vida e morte pelos anunciantes e assinantes com as novas mídias – sites, blogs e outras forma de comunicação. A competição resultou na diminuição do preço da publicidade e do número de assinantes. Para sobreviver, eles diminuíram a sua estrutura: demitiram centenas de jornalistas, fecharam sucursais.
Não foram só jornalões que saíram do interior. Pelos mesmos motivos, as emissoras de rádio e TV também reduziram fortemente a sua presença nas pequenas e médias cidades. E a grande imprensa passou a concentrar sua cobertura nas regiões metropolitanas e nos grandes centros de decisões políticas e econômicas do país.
Essa realidade fez com que as comunidades das pequenas e médias cidades do país se voltassem para os seus meios de comunicação locais. Hoje, a palavra de ordem nos jornais do interior é a qualificação de conteúdos, um processo que não simples. Mas que, pela primeira vez, faz parte da pauta daquelas redações.

Os donos do mundo
Os donos do mundo

Enormes e poderosos animais, os dinossauros dominaram a Terra por dezenas de milhões de anos. Mas foram extintos porque não conseguiram se adaptar às mudanças no meio ambiente causadas pela queda de um asteroide. O repórter não é poderoso e forte como foram os dinossauros. Mas sobreviveu ao avanço da tecnologia nos meios de comunicações, que não foram poucas. Assim como sobreviveu às mudanças na economia e na política, que alteram a todo instante o mapa geopolítico do planeta através de guerras e outros conflitos. Mudanças estas que fizeram desaparecer profissões centenárias e surgir outras jamais imaginadas.
Simplificando o assunto, eu costumo dizer nas minhas palestras para jovens repórteres e estudantes de jornalismo que nós sobrevivemos porque alguém precisa ficar vivo para contar a história. Mas as coisas que garantem a nossa sobrevivência através dos tempos não caem do céu de graça. Muito pelo contrário. No sábado, conversei sobre o assunto com o pessoal do jornal Bom Dia, de Erechim. O processo de se manter vivo na profissão requer o constante entendimento do significado das mudanças que acontecem ao nosso redor. O que, para o repórter, significa: se puxar, ler tudo (até bula de remédio), conversar com leitores, se atualizar nos novos equipamentos e tecnologias disponíveis, ampliar e qualificar constantemente a sua rede de fontes. E o essencial: manter a paixão pela profissão. Ela é exigente, ciumenta, pede dedicação 24 horas por dia. Certa vez ouvi de um repórter, durante uma bebedeira na beira da estrada, a seguinte frase:
– Já vi muita gente virar jornalista. Mas nunca vi um jornalista virar gente novamente.
Eu também não.

Tela de um videogame com supermário com a cara do Temer
Gamificar o jornalismo é a saída?

Pela primeira vez na minha vida, acompanhei uma história do outro lado do balcão — onde fica o nosso leitor. Tive o cuidado de ler os principais jornais, ver as TVs, ouvir as emissoras de rádios, assistir as  transmissões  ao “vivo”. E conversei muito com as pessoas — de todas as idade, mas principalmente com a turma dos 13 aos 17 anos – sobre as notícias  publicadas. Pelo meu modo de ver as coisas, é essa turma dos 13 aos 17 anos que vai conviver com as consequências do que aconteceu em Brasília. Por isso, investi nas conversas com eles. Perguntei a muitos deles qual a razão do desinteresse. A maioria respondeu com poucas palavras:

— Vocês (jornalistas) são uns chatos, não sabem explicar.

Confesso que também achei alguns colegas, principalmente comentaristas políticos,  muito chatos.  Uma das conclusões que tirei: talvez esses jovens se interessassem pelo desenrolar da história  do impeachment se o episódio fosse transformado em um jogo de videogame.  Fica a sugestão.

CWagner em frente ao computador/ foto: José Rocha
O primeiro site a gente não esquece

Na vida de repórter, eu sempre perdi o sono com as histórias que escrevia e que lá pelas tantas descobria que ela poderia ter rendido mais. Eu ficava muito puto da cara. Não foi uma, nem duas: mais dezenas de vezes que consegui melhorar bastante o que  tinha publicado. A minha intenção com o blog é levar a inquietação sobre o rendimento das histórias – escritas, faladas e filmadas – para os seus autores e leitores.