{"id":10409,"date":"2025-07-25T07:44:25","date_gmt":"2025-07-25T10:44:25","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=10409"},"modified":"2025-07-25T07:44:25","modified_gmt":"2025-07-25T10:44:25","slug":"por-que-os-velhos-reporteres-tem-medo-de-trocar-o-celular-por-um-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2025\/07\/25\/por-que-os-velhos-reporteres-tem-medo-de-trocar-o-celular-por-um-novo\/","title":{"rendered":"Por que os velhos rep\u00f3rteres t\u00eam medo de trocar o celular por um novo?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"299\" height=\"168\" data-attachment-id=\"10410\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2025\/07\/25\/por-que-os-velhos-reporteres-tem-medo-de-trocar-o-celular-por-um-novo\/trocacelularreporter5000\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/trocacelularreporter5000.jpg?fit=299%2C168&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"299,168\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"trocacelularreporter5000\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/trocacelularreporter5000.jpg?fit=299%2C168&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/trocacelularreporter5000.jpg?resize=299%2C168&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-10410\" style=\"width:598px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estresse com a seguran\u00e7a e exatid\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o s\u00e3o parte da vida\u00a0do\u00a0jornalista Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>N\u00e3o sei com precis\u00e3o qual \u00e9 o n\u00famero exato de pessoas envolvidas com o problema. Mas sei que fa\u00e7o parte de um grande contingente que empurra para frente a hora de trocar o telefone celular velho, desencorajadas pelo medo de perder dados na hora da transferi-los para o novo aparelho. Vivi a experi\u00eancia recentemente e acredito ser a minha obriga\u00e7\u00e3o como rep\u00f3rter fazer um relato do que aprendi para ajudar as pessoas a dar um drible de craque no medo. Para n\u00e3o escrever bobagens, n\u00e3o vou me aprofundar nas quest\u00f5es t\u00e9cnicas da opera\u00e7\u00e3o. Vamos conversar sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes vou fazer um relato para explicar ao leitor que n\u00e3o \u00e9 jornalista sobre os medos que acompanham a vida profissional dos rep\u00f3rteres. Comecei a trabalhar em reda\u00e7\u00e3o em 1979 e fiquei por l\u00e1 at\u00e9 2014. Logo nos primeiros passos na profiss\u00e3o entendi que era necess\u00e1rio se especializar em alguns assuntos para ser relevante para o leitor. Tornei-me refer\u00eancia em conflitos agr\u00e1rios, migra\u00e7\u00f5es e crime organizado nas fronteiras com os pa\u00edses vizinhos, em especial o Paraguai. Por conta disso, sempre viajei muito pelos rinc\u00f5es do Brasil e da Am\u00e9rica do Sul. E foi em uma destas viagens que bati de frente com \u201co maior de todos os medos\u201d presentes no cotidiano do rep\u00f3rter: perder o bloquinho de anota\u00e7\u00f5es. Na \u00e9poca, aprendi com os colegas mais experientes que cada bloco deveria ser numerado pela ordem em que fosse usado. E que as anota\u00e7\u00f5es deveriam ser escritas com uma letra que n\u00e3o deixasse d\u00favidas na hora de redigir a mat\u00e9ria. Porque, ao redigir a mat\u00e9ria, n\u00e3o tinha mais como entrar em contato com a maioria dos entrevistados. O celular ainda n\u00e3o existia e mesmo os telefones fixos eram raros. No meu caso, em uma viagem de tr\u00eas semanas eram preenchidos uns 30 blocos de 40 p\u00e1ginas. Nas viagens, fazia parte da rotina do rep\u00f3rter, antes de fechar a bagagem pela manh\u00e3 no hotel, verificar se todos os blocos de anota\u00e7\u00f5es estavam na mala. \u00c0 medida que o final da apura\u00e7\u00e3o se aproximava aumentava o estresse com a seguran\u00e7a das anota\u00e7\u00f5es. Vou contar um epis\u00f3dio que vivi em uma manh\u00e3, na hora de acertar as contas na recep\u00e7\u00e3o de um hotel em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Eram os dias finais de uma viagem de dois meses pelos sert\u00f5es do Brasil trabalhando em uma reportagem sobre as fam\u00edlias dos ga\u00fachos e seus descendentes que haviam migrado para as fronteiras agr\u00edcolas, como eram chamadas as regi\u00f5es escassamente povoadas do territ\u00f3rio brasileiro. Na hora de verificar a bagagem que tinha sido trazida do apartamento por um funcion\u00e1rio do hotel notei a aus\u00eancia das minhas botas, que eu usava na hora de transitar pelas lavouras. O carregador da bagagem voltou ao apartamento para verificar se as botas tinham ficado para tr\u00e1s. Instantes depois, ligou de l\u00e1 avisando a portaria que as botas n\u00e3o estavam no apartamento. A not\u00edcia causou uma pequena discuss\u00e3o minha com as funcion\u00e1rias do hotel. Foram poucos minutos de bate-boca, mas que na ocasi\u00e3o pareceram intermin\u00e1veis. Tudo acabou quando uma funcion\u00e1ria se debru\u00e7ou sobre o balc\u00e3o e me perguntou: \u201cPor acaso as suas botas n\u00e3o s\u00e3o estas nos seus p\u00e9s?\u201d Eram. \u201cS\u00e3o, me desculpem\u201d, respondi, envergonhado. Claro, o meu estresse com a bagagem era causado pelos bloquinhos de anota\u00e7\u00f5es. Com diferentes vers\u00f5es, a hist\u00f3ria das botas \u00e9 contada ainda hoje nas mesas dos botecos entre os jornalistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, al\u00e9m do bloquinho de anota\u00e7\u00f5es, os rep\u00f3rteres tinham uma agenda de papel onde eram anotados os nomes das fontes, seus telefones, endere\u00e7os e outras informa\u00e7\u00f5es \u00fateis na hora de redigir a mat\u00e9ria. Nos dias atuais, as anota\u00e7\u00f5es e a agenda de fontes est\u00e3o todas guardadas dentro do celular. Pelo que me lembro, desde que tive meus primeiros celulares sempre tive medo de perder informa\u00e7\u00f5es na hora de trocar o aparelho por um novo. Medo que foi aumentando \u00e0 medida que surgiam aperfei\u00e7oamentos t\u00e9cnicos que garantiam o armazenamento de novas e diversificadas informa\u00e7\u00f5es. Lembro de uma troca de aparelho que fiz em 2018. Foram duas semanas de caos na minha rotina de rep\u00f3rter. V\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es simplesmente desapareceram. Foi este medo que senti no in\u00edcio de julho, quando o meu celular simplesmente \u201cdeu os doces\u201d, g\u00edria de reda\u00e7\u00e3o para descrever pane. Tinha um compromisso agendado entre os dias 10 a 13, em S\u00e3o Paulo, no 20\u00ba Congresso Internacional de Jornalistas Investigativos, promovido pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Estavam dentro do meu celular todas as informa\u00e7\u00f5es sobre a minha participa\u00e7\u00e3o no evento (passagens a\u00e9reas, hospedagem, roteiro das palestras que participaria e outras). Al\u00e9m da minha agenda de fontes, informa\u00e7\u00f5es sobre um novo livro que comecei a escrever e do blog&nbsp;<em>Hist\u00f3rias Mal Contadas<\/em>. Uns quatro dias antes de viajar para S\u00e3o Paulo levei celular a uma loja de consertos da qual sou antigo fregu\u00eas. Em nome da minha fidelidade com a loja pedi ao t\u00e9cnico que me desse a real sobre o meu aparelho. Ele explicou: \u201cTem conserto. Mas n\u00e3o tem como garantir que o defeito n\u00e3o volte\u201d. Eu perguntei. \u201cPor que n\u00e3o tem garantia?\u201d. Ele respondeu: \u201cEle \u00e9 muito velho e tem um exagero de dados armazenados\u201d. No dia seguinte comprei um aparelho novo e me preparei para o pior. Fazendo v\u00e1rias anota\u00e7\u00f5es em um bloco de informa\u00e7\u00f5es para ter como garantia caso desaparecesse algum dado na transfer\u00eancia para o novo equipamento. Comprei o celular em uma das lojas da operadora da qual sou cliente. Fui atendido por um jovem que iniciou a conversa falando sobre a capacidade t\u00e9cnica do celular que tornava o seu pre\u00e7o uma barganha. A primeira pergunta que fiz foi sobre a transfer\u00eancia de dados. Ele respondeu: \u201cUma nova lei pro\u00edbe que a operadora fa\u00e7a a transfer\u00eancia dos dados entre os aparelhos. Agora, quem faz \u00e9 uma consultora do fabricante do aparelho. Ela vai estar na loja amanh\u00e3, \u00e0s 10h30min\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201camanh\u00e3\u201d era v\u00e9spera da minha viagem para S\u00e3o Paulo. Confesso que n\u00e3o dormi direito \u00e0 noite preocupado com a transfer\u00eancia de dados. Era confortado com a certeza de que, se desse errado, eu tinha as anota\u00e7\u00f5es que fiz no bloco. Faltando alguns segundos para as 10h30min eu estava na loja, onde fui recebido pela consultora. Relatei que era um velho rep\u00f3rter que tinha um drama com a transfer\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es. Ela disse: \u201cFica tranquilo, hoje \u00e9 feito por um aplicativo\u201d. Perguntei quanto tempo duraria a opera\u00e7\u00e3o. \u201cEm m\u00e9dia, duas horas\u201d, respondeu. A transfer\u00eancia de dados come\u00e7ou pelas 10h40min e foi terminar pelas 19h15min. Arredondando, durou 10 horas. Durante todo o tempo a consultora ficou conversando comigo, dizendo que tudo iria dar certo. Eu insistia na pergunta sobre o motivo da demora. Ela respondeu que era devido ao excessivo volume de informa\u00e7\u00f5es estavam sendo transferidas. Lembrei que havia feito uma faxina no aparelho. Ela perguntou: \u201cO senhor colocou no lixo?\u201d. Respondi que sim. \u201cLimpou o lixo?\u201d, foi a pr\u00f3xima pergunta. Respondi que n\u00e3o. \u201cDeveria ter limpado\u201d, ela explicou. \u201cSabe quantas fotos est\u00e3o sendo transferidas?\u201d Disse que n\u00e3o sabia. \u201cEst\u00e3o sendo transferidas 34.804 fotos\u201d, afirmou, me mostrando o n\u00famero no aplicativo de transfer\u00eancia. A minha preocupa\u00e7\u00e3o seguinte foi com as senhas dos aplicativos, como Facebook, WhatsApp, Uber e outros que eu n\u00e3o lembrava. Ela me disse para eu ficar tranquilo que o problema seria resolvido. No final da transfer\u00eancia, a consultora falou de uma maneira que me faz lembrar das minhas filhas. Ela disse: \u201cPosso dar um conselho para o senhor?\u201d Respondi que sim. \u201cO ideal \u00e9 trocar de celular de dois em dois anos para evitar dores de cabe\u00e7a na hora da transfer\u00eancia de dados\u201d. Pedi para uma das filhas fazer o check-in da passagem a\u00e9rea no meu novo celular. Ouvi dela umas dicas de como usar o novo aparelho. E fui \u00e0 luta. No fim, deu tudo certo em S\u00e3o Paulo. Talvez na pr\u00f3xima troca de celular j\u00e1 exista uma nova tecnologia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o sei com precis\u00e3o qual \u00e9 o n\u00famero exato de pessoas envolvidas com o problema. Mas sei que fa\u00e7o parte de um grande contingente que empurra para frente a hora de trocar o telefone celular velho, desencorajadas pelo medo de perder dados na hora da transferi-los para o novo aparelho. 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