{"id":1261,"date":"2018-03-09T08:49:19","date_gmt":"2018-03-09T11:49:19","guid":{"rendered":"http:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=1261"},"modified":"2018-03-09T15:05:41","modified_gmt":"2018-03-09T18:05:41","slug":"como-o-mst-ajudou-a-consolidar-o-agronegocio-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2018\/03\/09\/como-o-mst-ajudou-a-consolidar-o-agronegocio-no-brasil\/","title":{"rendered":"Como o MST ajudou a consolidar o agroneg\u00f3cio no Brasil"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_1262\" aria-describedby=\"caption-attachment-1262\" style=\"width: 897px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Douglas-Mansur.jpg\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1262\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2018\/03\/09\/como-o-mst-ajudou-a-consolidar-o-agronegocio-no-brasil\/douglas-mansur\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Douglas-Mansur.jpg?fit=400%2C276&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"400,276\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Douglas Mansur\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Douglas-Mansur.jpg?fit=400%2C276&amp;ssl=1\" class=\"wp-image-1262\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Douglas-Mansur-300x207.jpg?resize=640%2C442\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Douglas-Mansur.jpg?resize=300%2C207&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Douglas-Mansur.jpg?w=400&amp;ssl=1 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1262\" class=\"wp-caption-text\">As primeiras ocupa\u00e7\u00f5es de terra em Cruz Alta. Foto: Douglas Mansur \/MST<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Foi na luta pela reforma agr\u00e1ria, pressionando o governo federal com ocupa\u00e7\u00f5es de fazendas, que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) abriu caminho para a consolida\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio no Brasil, considerado um exemplo do capitalismo bem sucedido no campo. Por estarem em trincheiras ideol\u00f3gicas opostas, o agroneg\u00f3cio empunhando a bandeira do capitalismo, e o MST, a do socialismo, essa hist\u00f3ria foi convenientemente esquecida pelos dois lados. Mas ela aconteceu. Eu estava l\u00e1 e a registrei. N\u00e3o existe um registro contextualizado do que aconteceu. O que h\u00e1 s\u00e3o fragmentos escritos no meio de cap\u00edtulos de livros e de reportagens. Hoje a principal vitrine do agroneg\u00f3cio s\u00e3o as feiras, como a Expodireto, da Cotrijal, em N\u00e3o Me Toque, pequena cidade agr\u00edcola no Norte do ga\u00facho.\u00a0\u00a0Nesse tipo de evento s\u00e3o exibidos os \u00faltimos avan\u00e7os na tecnologia para aumentar a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria e os equipamentos de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Usando a linguagem dos agricultores para definir novidades: \u201co \u00faltimo grito em m\u00e1quinas\u201d. A vitrine do MST s\u00e3o as manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ao lado de outros movimentos sociais e pastorais. L\u00e1 se pode ouvir o grito de guerra dos Sem Terra: \u201creforma agr\u00e1ria j\u00e1!\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Vamos juntar os fatos para contar essa hist\u00f3ria. Em 1973, houve uma explos\u00e3o no pre\u00e7o da soja nos mercados internacionais. Nas regi\u00f5es agr\u00edcolas do Brasil, principalmente no Sul, as lavouras de soja come\u00e7aram a se expandir usando tecnologia de ponta \u2013 equipamentos e produtos qu\u00edmicos. Esses insumos modernos causaram um enorme desemprego entre os trabalhadores rurais. E a valoriza\u00e7\u00e3o da terra acabou, fascinando os pequenos e m\u00e9dios propriet\u00e1rios, que venderam as suas glebas. Os pequenos propriet\u00e1rios e os trabalhadores rurais desempregados formaram o maior contingente da hist\u00f3ria de \u00eaxodo rural no pa\u00eds. No contingente do \u00eaxodo rural, nasceu o MST. E o plantador de soja deu origem ao agroneg\u00f3cio, como \u00e9 conhecido hoje. Nos anos 80, os sem terra eram, praticamente, um movimento clandestino, porque o Brasil era governado pelo pessoal das For\u00e7as Armadas, que havia dado um golpe de Estado em 1964, derrubando o presidente da Rep\u00fablica Jo\u00e3o Goulart (do antigo PTB). Para os militares, reforma agr\u00e1ria era coisa de comunista. Logo depois do golpe, eles destro\u00e7aram todas as organiza\u00e7\u00f5es camponesas que lutavam pela terra, tipo o Movimento dos Agricultores Sem Terra (Master) . Toda essa fase da hist\u00f3ria contei no livro A Saga do Jo\u00e3o Sem Terra.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em 1985, as For\u00e7as Armadas deixam o poder para os civis, e nasceu a Nova Rep\u00fablica, que ter\u00e1 o seu ponto alto em 1988, com publica\u00e7\u00e3o da nova Constitui\u00e7\u00e3o. Com a democratiza\u00e7\u00e3o do pais, o MST, que havia nascido em 1979 no Acampamento dos Sem Terra da Encruzilhada Natalino, na beira da estrada que liga Ronda Alta a Passo\u00a0\u00a0Fundo , tornou-se um movimento de massa e nacional. O agroneg\u00f3cio se expande, consolidando as novas fronteiras agr\u00edcolas, regi\u00f5es povoadas por agricultores, principalmente ga\u00fachos, no sert\u00e3o brasileiro. Conto a hist\u00f3ria em dois livros: O Brasil de Bombachas, publicado em 1995, que descreve o trabalho dos pioneiros nas novas fronteiras agr\u00edcolas. Outro publicado em 2011, onde descrevo a vida dos filhos dos pioneiros. Da metade para o fim da d\u00e9cada de 80, o MST e o agroneg\u00f3cio tinham um inimigo em comum: os propriet\u00e1rios de grandes extens\u00f5es de terra, que eram do tempo em que o poder de uma fam\u00edlia era medido pela extens\u00e3o da fazenda. Esses fazendeiros tradicionais tinham sido um dos esteios do golpe de Estado de 1964. Eles odiavam o MST por quest\u00f5es ideol\u00f3gicas. E n\u00e3o gostavam dos plantadores de soja por consider\u00e1-los pessoas sem educa\u00e7\u00e3o , sem tradi\u00e7\u00e3o de fam\u00edlia e uns novos ricos exibidos. Na \u00e9poca, existiam duas maneiras de o sojicultor plantar nas terras de um fazendeiro tradicional: casando-se com a filha dele ou pagando um arrendamento com pre\u00e7os absurdos e sem garantia jur\u00eddica. S\u00f3 para se ter uma ideia de como as coisas eram. Nessa \u00e9poca, a maioria dos parlamentares estaduais e federais do Rio Grande do Sul eram de origem de fam\u00edlias de fazendeiros. Os plantadores de soja s\u00f3 chegam ao parlamento nos anos 90. Pouco antes da constitui\u00e7\u00e3o de 1988, a Nova Rep\u00fablica lan\u00e7ou o Programa Nacional de Reforma Agr\u00e1ria, que continha um artigo que dava poderes ao governo federal de desapropriar \u2013 pagando em b\u00f4nus \u2013 toda a terra ociosa para assentar colonos. Eu lembro que fiz dezenas de reportagens sobre esse artigo, que causou um baita rolo por ter sido mal redigido e incluir at\u00e9 cidades como terras ociosas. O MST aproveitou a oportunidade e focou a sua a\u00e7\u00e3o no que foi chamado de \u201co cora\u00e7\u00e3o do latif\u00fandio\u201d, regi\u00f5es onde os fazendeiros tradicionais tinham grandes extens\u00f5es de terras.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O MST agiu no interior de S\u00e3o Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No territ\u00f3rio ga\u00facho, aconteceu a primeira grande invas\u00e3o no \u201ccora\u00e7\u00e3o do latif\u00fandio\u201d, que teve repercuss\u00e3o em v\u00e1rios pa\u00edses. A ocupa\u00e7\u00e3o foi em uma fazenda em Cruz Alta, eu estava l\u00e1. E passei muito tempo explicando para os meus colegas rep\u00f3rteres estrangeiros, principalmente os europeus, o que estava acontecendo. Houve confrontos entre os colonos, os fazendeiros e as tropas da Brigada Militar (BM) \u2013 como os ga\u00fachos chamam a pol\u00edcia militar. Para escapar da desapropria\u00e7\u00e3o, os fazendeiros tradicionais come\u00e7aram a maquiar as suas terras, alugando tropas de gado e fazendo lavouras da noite para o dia. O truque n\u00e3o durou muito tempo. A a\u00e7\u00e3o do MST derrubou o pre\u00e7o dos arrendamentos de terra.\u00a0\u00a0A oportunidade foi aproveitada pelos plantadores de soja. Hoje a Regi\u00e3o de Cruz Alta \u00e9 uma das maiores produtoras de gr\u00e3os do Brasil. O que aconteceu em Cruz Alta se repetiu nos outros estados.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Portanto, a a\u00e7\u00e3o do MST contra os propriet\u00e1rios tradicionais de terra, al\u00e9m de ter barateado o custo do arrendamento, trouxe seguran\u00e7a jur\u00eddica para o arrendat\u00e1rio, porque toda a opera\u00e7\u00e3o era documentada em contratos. Antes era na palavra ou no fio do bigode, como se costuma dizer nos sert\u00f5es do Brasil. Ainda existe um epis\u00f3dio bem mais antigo que une o MST e o agroneg\u00f3cio. Em 1978, na reserva dos \u00edndios caingangues, em Nonoai, pequena cidade agr\u00edcola no Norte do Rio Grande do Sul. O cacique Nelson Xamgr\u00ea lidera uma rebeli\u00e3o ind\u00edgena para expulsar 1,5 mil fam\u00edlias de agricultores que viviam como intrusos nas terras caingangues. O caso repercutiu no pa\u00eds inteiro. Eu ainda n\u00e3o era rep\u00f3rter, mas estive l\u00e1. E a hist\u00f3ria do que aconteceu foi registrada no livro A Guerra dos Bugres, escrito em 1986, em parceria com os rep\u00f3rteres Andr\u00e9 Pereira e Humberto Andreatta. Os agricultores expulsos pelos \u00edndios formaram 34 acampamentos na beira das estradas, um deles na Encruzilhada Natalino, onde nasceu o MST e de onde partiram v\u00e1rios \u00f4nibus com agricultores levados pelo governo federal para povoar novas fronteiras agr\u00edcolas no Mato Grosso. Uma dessas fronteiras chamava-se Lucas do Rio Verde, hoje uma cidade s\u00edmbolo do agroneg\u00f3cio. Em 1995, eu encontrei e conversei com v\u00e1rios ex-acampados da Natalino que hoje s\u00e3o grandes produtores de soja em Mato Grosso. Aqui chamo a aten\u00e7\u00e3o dos meus colegas rep\u00f3rteres calejados e dos novatos. Hist\u00f3rias como essas precisam ser contadas. \u00c9 nossa obriga\u00e7\u00e3o encontr\u00e1-las.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi na luta pela reforma agr\u00e1ria, pressionando o governo federal com ocupa\u00e7\u00f5es de fazendas, que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) abriu caminho para a consolida\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio no Brasil, considerado um exemplo do capitalismo bem sucedido no campo. 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