{"id":130,"date":"2016-12-17T18:24:19","date_gmt":"2016-12-17T21:24:19","guid":{"rendered":"http:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=130"},"modified":"2016-12-17T18:24:19","modified_gmt":"2016-12-17T21:24:19","slug":"os-agiotas-e-os-cobradores-de-contas-estao-ganhando-dinheiro-com-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2016\/12\/17\/os-agiotas-e-os-cobradores-de-contas-estao-ganhando-dinheiro-com-crise\/","title":{"rendered":"Os agiotas e os cobradores de contas est\u00e3o ganhando dinheiro com crise"},"content":{"rendered":"<p>Como se fossem cavaleiros do apocalipse, dois personagens foram trazidos ao conv\u00edvio de in\u00fameras fam\u00edlias ga\u00fachas pela crise econ\u00f4mica que assola o Brasil, em particular o Rio Grande do Sul: o agiota e o cobrador de contas. <\/p>\n<p>Por serem crias da periferia do caos da economia, eles raramente frequentam os notici\u00e1rios, que s\u00e3o dominados por governo, empres\u00e1rios, sindicalistas, consultores e professores da academia. O agiota e o cobrador giram ao redor das fam\u00edlias, principalmente as de baixa renda. O desafio para o jovem rep\u00f3rter \u00e9 encontrar esses personagens an\u00f4nimos da crise e mostrar o cotidiano deles.<br \/>\nComo jornalista, esta n\u00e3o \u00e9 a primeira crise que estou vendo: tenho 66 anos, 40 como rep\u00f3rter estradeiro. Mas \u00e9 a primeira que estou vivendo fora da reda\u00e7\u00e3o de um jornal, portanto sem a press\u00e3o de precisar escrever apressadamente a reportagem e public\u00e1-la.<br \/>\nIsso tem me dado mais tempo para conversar com muitas pessoas. Sem me identificar, tenho me alongado nestas conversas. E o que tenho ouvido n\u00e3o tem compara\u00e7\u00e3o com o que aconteceu em outras crises. <\/p>\n<p>Por exemplo: o atraso no pagamento dos sal\u00e1rios dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos do Estado criou um ambiente totalmente novo na categoria. Na semana passada, encontrei no supermercado um velho professor de hist\u00f3ria do ensino m\u00e9dio p\u00fablico. Homem de saber invej\u00e1vel, conversa interessante e bom tomador de cerveja, n\u00f3s falamos durante mais de uma hora. Ele resumiu a situa\u00e7\u00e3o dele:<br \/>\n&#8211; O sal\u00e1rio vem fatiado, as contas, n\u00e3o. Para pag\u00e1-las, primeiro gastei a poupan\u00e7a, depois peguei dinheiro emprestado com amigos e parentes. E agora busquei aos agiotas.<\/p>\n<p>Liguei para um conhecido, um oficial da P2 &#8211; servi\u00e7o de intelig\u00eancia da Brigada Militar (BM) &#8211; e acertamos uma cerveja com batatinha frita no final da tarde. Depois de uma conversa fiada, perguntei-lhe sobre os efeitos do sal\u00e1rio fatiado nas tropas da BM.<br \/>\n&#8211; A merda n\u00e3o \u00e9 maior porque a tropa tem o bico (servi\u00e7o extra) e o agiota para pegar dinheiro &#8211;  resumiu.<\/p>\n<p>Como heran\u00e7a dos tempos de reda\u00e7\u00e3o, conhe\u00e7o v\u00e1rios agiotas &#8211;  eles s\u00e3o boas fontes. Liguei para tr\u00eas deles e conversamos sobre o momento atual. Contaram que os neg\u00f3cios est\u00e3o em alta. Mas, diferentemente de outras crises, os riscos s\u00e3o grandes devido ao enorme endividamento dos seus clientes. <\/p>\n<p>Os juros que o agiota cobra n\u00e3o tem tabela &#8211; pode ir de 20% a 40% ao m\u00eas. Um dos agiotas, um homem velho que opera em escrit\u00f3rio nos arredores da esta\u00e7\u00e3o rodovi\u00e1ria de Porto Alegre, disse uma coisa interessante. Ele cobra um juro menor dos seus clientes de longa data &#8211; pessoas que vez ou outra pegam dinheiro para pagar uma eventualidade.<\/p>\n<p>Uma cena a que tenho assistindo diversas vezes durante o m\u00eas: clientes com o limite do cart\u00e3o de cr\u00e9dito estourando na hora do pagamento das compras no caixa do  supermercado. Na semana passada, uma senhora n\u00e3o conseguiu esconder as l\u00e1grimas quando precisou retirar alguns produtos do rancho para adequar a despesa ao saldo do cart\u00e3o. Ela olhou para mim, eu comecei a mexer no celular para mostrar que n\u00e3o estava interessado no assunto. <\/p>\n<p>Estou procurando um caminhonete para comprar e, atento aos an\u00fancios, esbarrei em um que me chamou a aten\u00e7\u00e3o. Um revendedor &#8220;picareta&#8221; prometia comprar e pagar \u00e0 vista carros com d\u00edvida. Liguei para ele e o que ouvi me fez cair os buti\u00e1s dos bolsos, como costuma dizer o rep\u00f3rter Nilson Mariano. Ele quita o carro com o banco e n\u00e3o reembolsa as presta\u00e7\u00f5es j\u00e1 pagas pelo propriet\u00e1rio. Baita neg\u00f3cio, para o picareta.<\/p>\n<p>Andei conversando com os cobradores de contas &#8211; conhe\u00e7o alguns que s\u00e3o minhas fontes. Aqueles vinculados a escrit\u00f3rios de advocacia est\u00e3o ganhando dinheiro atuando no setor de ve\u00edculos e outros bens retomados. Os aut\u00f4nomos t\u00eam bastante trabalhando buscando os clientes dos mercadinhos que est\u00e3o em atraso com suas contas. Quem ganha dinheiro com a crise \u00e9 uma boa mat\u00e9ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como se fossem cavaleiros do apocalipse, dois personagens foram trazidos ao conv\u00edvio de in\u00fameras fam\u00edlias ga\u00fachas pela crise econ\u00f4mica que assola o Brasil, em particular o Rio Grande do Sul: o agiota e o cobrador de contas. 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