{"id":13210,"date":"2025-12-16T06:29:21","date_gmt":"2025-12-16T09:29:21","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=13210"},"modified":"2025-12-16T06:29:21","modified_gmt":"2025-12-16T09:29:21","slug":"a-genialidade-de-paulo-santana-e-a-arte-de-contar-uma-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2025\/12\/16\/a-genialidade-de-paulo-santana-e-a-arte-de-contar-uma-historia\/","title":{"rendered":"A genialidade de Paulo Sant\u2019Ana e a arte de contar uma hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"396\" data-attachment-id=\"13211\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2025\/12\/16\/a-genialidade-de-paulo-santana-e-a-arte-de-contar-uma-historia\/image-23\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-4.png?fit=1084%2C670&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1084,670\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"image\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-4.png?fit=640%2C396&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-4.png?resize=640%2C396&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-13211\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-4.png?resize=1024%2C633&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-4.png?resize=300%2C185&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-4.png?resize=768%2C475&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/image-4.png?w=1084&amp;ssl=1 1084w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Hist\u00f3ria \u00e9 contada de maneira inovadora: texto, diagrama\u00e7\u00e3o e fotos conversam entre si Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Dei-me ao luxo de ler com a mesma tranquilidade de quem aprecia cada gole de um vinho tinto o livro&nbsp;<em>Paulo Sant\u2019Ana \u2013 o g\u00eanio indom\u00e1vel<\/em>, do escritor e jornalista M\u00e1rcio Pinheiro, 58 anos, publicado pela Editora AGE. Muitas das 284 p\u00e1ginas eu reli por duas ou mais vezes, na busca do detalhe utilizado pelo autor para emendar um ao outro os par\u00e1grafos e os cap\u00edtulos. M\u00e1rcio usa para fazer esta liga\u00e7\u00e3o uma novidade sobre a hist\u00f3ria, como se fosse uma not\u00edcia nova. Isso d\u00e1 \u00e0 narrativa a din\u00e2mica de um filme passando diante dos olhos do leitor. Essa maneira de contar a hist\u00f3ria n\u00e3o deixa o leitor entediado. Muito pelo contr\u00e1rio, ele fica curioso para saber o que vem pela frente. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil usar esta t\u00e9cnica para contar uma hist\u00f3ria. Exige um profundo conhecimento dos fatos. A maneira como M\u00e1rcio descreve o cotidiano do seu personagem d\u00e1 a ideia de um eletrocardiograma de um cora\u00e7\u00e3o agitado. Vou fazer um coment\u00e1rio para ajudar o leitor que n\u00e3o \u00e9 ga\u00facho a se contextualizar. A hist\u00f3ria do Rio Grande Sul \u00e9 cheia de epis\u00f3dios de revolu\u00e7\u00f5es paridas em brigas pol\u00edticas envolvendo fam\u00edlias de criadores de gado. Por muitos anos, elas guerrearam nas coxilhas ga\u00fachas divididas em dois grupos pol\u00edticos: os maragatos, que se identificavam pelo uso de len\u00e7os vermelhos em volta do pesco\u00e7o, e os chimangos, que usavam len\u00e7os brancos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as fam\u00edlias de chimangos e maragatos n\u00e3o existia namoro e muito menos casamento. Eles n\u00e3o caminhavam pela mesma cal\u00e7ada nas cidades. Nas lutas, os vencidos eram degolados. No Rio Grande do Sul, a disputa sempre foi polarizada: na pol\u00edtica, no futebol e em quase todos os setores do dia a dia. E era neste ambiente polarizado entre os dois principais times do estado, o Gr\u00eamio e o Colorado, que na d\u00e9cada de 70 Paulo Sant\u2019Ana usava os seus espa\u00e7os no jornal Zero Hora, na R\u00e1dio Ga\u00facha e na RBS TV para defender o seu time do cora\u00e7\u00e3o: o Gr\u00eamio. Ele foi muito corajoso. Eu e meus irm\u00e3os torcemos para o Colorado. Lembro-me que quando Sant\u2019Ana aparecia na tela, meus irm\u00e3os desligavam a TV ou mudavam de canal. Para ser justo. Ele defendia o seu time. Mas tamb\u00e9m era implac\u00e1vel quando apontava os erros do Gr\u00eamio. Como disse o M\u00e1rcio, o seu personagem era um g\u00eanio. E soube se fazer respeitar por todos. Era um homem da noite, amigo de Lupic\u00ednio Rodrigues (1914 \u2013 1974), que dispensa apresenta\u00e7\u00f5es. Ali\u00e1s, M\u00e1rcio descreve os botecos e os cabar\u00e9s da Porto Alegre antiga com uma incr\u00edvel riqueza de detalhes. Sant\u2019Ana tamb\u00e9m era viciado em jogo, cigarro, bebidas, belas mulheres e pela reda\u00e7\u00e3o dos jornais da \u00e9poca das m\u00e1quinas de escrever. O autor conta as hist\u00f3rias do seu personagem nestes diferentes mundos sem torn\u00e1-lo um her\u00f3i ou vil\u00e3o. Apenas o descreve como um passageiro destes diferentes mundos. A conclus\u00e3o que tirei \u00e9 que a genialidade do personagem o tornou respeitado pelos seus amigos e inimigos. Coisa rara no territ\u00f3rio ga\u00facho. A diagrama\u00e7\u00e3o do livro tamb\u00e9m ajudou a contar a hist\u00f3ria. \u00c9 atraente e facilita a vida do leitor. Os cap\u00edtulos n\u00e3o s\u00e3o longos e h\u00e1 um detalhe, o qual descrevo como uma grande sacada. Existe um quadrinho com t\u00edtulo, no canto da p\u00e1gina, chamado de \u201cDefini\u00e7\u00f5es de Paulo Sant\u2019Ana\u201d. Assim ele define Saudade. \u201cA saudade se situa numa faixa de terreno entre o deleite e o amargor na alma humana\u201d. E a Amizade: \u201cSe alguma coisa me consome e me envelhece \u00e9 que a roda furiosa da vida n\u00e3o me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente, os que s\u00f3 desconfiam ou talvez nunca v\u00e3o saber que s\u00e3o meus verdadeiros amigos\u201d. Esses quadrinhos d\u00e3o uma impulso muito legal \u00e0 narrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sou um rep\u00f3rter, portanto, um contador de hist\u00f3rias. Da\u00ed ter optado por falar do trabalho do M\u00e1rcio analisando a estrutura usada para apresentar ao leitor&nbsp;<em>Paulo Sant\u2019Ana \u2013 o g\u00eanio indom\u00e1vel<\/em>. O trabalho foi apresentado de uma maneira inovadora, tanto no texto quanto nas fotos e na diagrama\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00e3o estruturas diferentes, elas conversam entre si. No meu andar de rep\u00f3rter pelo mundo tenho conversado com professores de jornalismo, pesquisadores da arte da reportagem e muitos colegas nas mesas dos botecos sobre as transforma\u00e7\u00f5es que est\u00e3o acontecendo na maneira de se escrever uma hist\u00f3ria. Estas mudan\u00e7as n\u00e3o come\u00e7aram hoje, sempre existiram na nossa lida. S\u00f3 que, diferentemente do que aconteceu com a minha gera\u00e7\u00e3o de rep\u00f3rter (comecei em 1979), que teve tempo de amadurecer na reda\u00e7\u00e3o e aprender com as \u201cputas velhas\u201d, como cham\u00e1vamos os rep\u00f3rteres antigos e experientes, as \u201cmanhas\u201d da profiss\u00e3o, nos dias atuais isso n\u00e3o acontece mais. A carreira de um jovem rep\u00f3rter pode durar uma semana. Tal \u00e9 a enxurrada de trabalho que atiram no seu colo. A maneira como M\u00e1rcio conta a hist\u00f3ria \u00e9 interessante e pode ajudar os que est\u00e3o come\u00e7ando na profiss\u00e3o. Trabalhei como rep\u00f3rter especial de Zero Hora de 1983 a 2014. Ficava pouco na reda\u00e7\u00e3o porque me especializei em conflitos agr\u00e1rios, migra\u00e7\u00f5es e crime organizado nas fronteiras, o que me mantinha sempre viajando. Vou contar duas hist\u00f3rias em que usei o prest\u00edgio do Sant\u2019Ana em meu benef\u00edcio. Nos anos 80, sempre que acontecia uma ocupa\u00e7\u00e3o de terra pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Brigada Militar montava barreiras nas estradas. Eu tinha pressa para chegar \u00e0 \u00e1rea invadida porque representava o jornal local. Era uma quest\u00e3o de honra n\u00e3o levar um \u201cfuro\u201d de um colega de outro estado. Ali\u00e1s, por ser do jornal local, os policiais militares eram mais detalhistas comigo e a minha equipe. Naquela \u00e9poca n\u00e3o existia internet. Logo, o que sa\u00eda nos jornais de fora do estado n\u00e3o interessava muito. Foi em uma dessas correrias que um jovem oficial da BM me perguntou se eu conhecia o Sant\u2019Ana. Assim respondi ao jovem oficial: \u201c\u00c9 meu amigo, falamos quase todos os dias. Vou dizer para ele que falei com o senhor\u201d. Depois que comecei a usar o prest\u00edgio do Sant\u2019Ana a minha vida foi facilitada nas barreiras policiais. A outra hist\u00f3ria, n\u00e3o lembro exatamente o ano, mas creio que foi em 1988, aconteceu no interior do munic\u00edpio de Taquari, a pouco mais de 100 quil\u00f4metros de Porto Alegre. Fui l\u00e1 fazer uma reportagem sobre um grupo de crian\u00e7as que dizia ter visto uma apari\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora, perto de uma pequena \u00e1rvore chamada ch\u00e1 de bugre. A hist\u00f3ria rolou a semana inteira. Um dia, eu estava na reda\u00e7\u00e3o fechando uma mat\u00e9ria e o Sant\u2019Ana se aproximou e me perguntou sobre a hist\u00f3ria da santa. No domingo, logo cedo, eu e o fot\u00f3grafo est\u00e1vamos no local da suposta apari\u00e7\u00e3o para fazer a cobertura. Havia muita gente. No meio da multid\u00e3o estava o Sant\u2019Ana. De maneira discreta, fez as suas ora\u00e7\u00f5es e voltou para Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>Para arrematar a nossa conversa. A maneira como M\u00e1rcio conta a hist\u00f3ria do Sant\u2019Ana merece ser estudada e refletida, em especial pelos jovens rep\u00f3rteres. Ela pode ser usada tanto para fazer um livro quanto uma not\u00edcia do dia a dia. Apesar de todas as novas tecnologias que povoam o dia do jornalista, a maneira de contar a hist\u00f3ria faz a diferen\u00e7a entre o sucesso e o fracasso na profiss\u00e3o. Boa leitura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dei-me ao luxo de ler com a mesma tranquilidade de quem aprecia cada gole de um vinho tinto o livro&nbsp;Paulo Sant\u2019Ana \u2013 o g\u00eanio indom\u00e1vel, do escritor e jornalista M\u00e1rcio Pinheiro, 58 anos, publicado pela Editora AGE. 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Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Os roteiristas dos filmes de bang bang de Hollywood foram respons\u00e1veis por criar no imagin\u00e1rio popular a no\u00e7\u00e3o de que o M\u00e9xico era\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/ronaldinho.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/ronaldinho.jpg?resize=350%2C200 1x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/ronaldinho.jpg?resize=525%2C300 1.5x"},"classes":[]}],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13210","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13210"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13210\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13214,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13210\/revisions\/13214"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13210"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13210"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13210"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}