{"id":2700,"date":"2019-03-14T09:37:09","date_gmt":"2019-03-14T12:37:09","guid":{"rendered":"http:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=2700"},"modified":"2019-03-14T09:37:15","modified_gmt":"2019-03-14T12:37:15","slug":"por-que-ninguem-acreditou-no-menino-bernardo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2019\/03\/14\/por-que-ninguem-acreditou-no-menino-bernardo\/","title":{"rendered":"Por que ningu\u00e9m acreditou no menino Bernardo?"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"2701\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2019\/03\/14\/por-que-ninguem-acreditou-no-menino-bernardo\/bernardo5\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/bernardo5.jpg?fit=300%2C168&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,168\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"bernardo5\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/bernardo5.jpg?fit=300%2C168&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/bernardo5.jpg?resize=640%2C358\" alt=\"\" class=\"wp-image-2701\" width=\"640\" height=\"358\"\/><figcaption>A cultura do interior do Estado de respeito pelo trabalho do m\u00e9dico foi uma das respons\u00e1veis pelo grito de socorro do Bernardo n\u00e3o ter  ouvido. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o.<br><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 parte da cultura dos\nmoradores das pequenas e m\u00e9dias cidades ga\u00fachas serem respeitosos com quatro\npersonagens da comunidade: o delegado de pol\u00edcia, o padre, o pastor e o\nm\u00e9dico.&nbsp;&nbsp;Esse respeito vem de longe, e n\u00e3o \u00e9 raro encontrar, nessas\ncidades, ruas, pra\u00e7as, escolas e bibliotecas que levam os nomes desses\npersonagens, em um reconhecimento ao seu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas Passos se inclui entre\nessas cidades. E foi justamente esse respeito \u00e0 figura do m\u00e9dico que protegeu\npor muito tempo a imagem de Leandro Boldrini, um filho de pequenos e pobres\nagricultores do interior do munic\u00edpio que, por seus m\u00e9ritos pessoais, conseguiu\ncursar a Faculdade de Medicina em Santa Maria. E depois se estabeleceu com uma\nbem-sucedida cl\u00ednica m\u00e9dica na cidade. Em 2010, a&nbsp; mulher &nbsp;de Boldrini, Odilaine Uglione,&nbsp;\nentrou no consult\u00f3rio dele e se suicidou com um tiro da cabe\u00e7a. Em\nlinhas gerais, a morte foi atribu\u00edda a problemas emocionais dela e a\ninvestiga\u00e7\u00e3o policial concluiu e a Justi\u00e7a aceitou que realmente foi um\nsuic\u00eddio. O casal tinha um filho chamado Bernado Uglione Boldrini, na \u00e9poca com\nsete anos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 registro de que algum\ndos pacientes de Boldrini tenha deixado de ir ao seu consult\u00f3rio devido ao\nsuic\u00eddio da Odilaine. O caso foi esquecido e elei seguiu na sua bem-sucedida\ncarreira de m\u00e9dico. Hoje Boldrini est\u00e1 sentado no banco dos r\u00e9us respondendo\npela morte do filho Bernardo, em 2014, em cumplicidade com a madrasta do\nmenino, Graciela Ugulini, e os irm\u00e3os Edelv\u00e2nia e Evandro Wirgnovicz. Os quatro\naguardaram o julgamento presos.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria desse menino poderia\nter tido outro final. N\u00e3o teve porque, muito embora a maioria dos moradores da\ncidade soubesse dos maus tratos a que ele era submetido pelo pai e pela madrasta,\npoucos levaram suas queixas a s\u00e9rio \u2013 todos os fatos constam na investiga\u00e7\u00e3o da\ndelegada Caroline Bamberg e nos processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu trabalhei nesse caso como\nrep\u00f3rter e tenho um bom conhecimento do perfil dos 23 mil moradores de Tr\u00eas &nbsp;Passos. Por conta de um dos focos da minha\ncarreira ter sido os conflitos agr\u00e1rios e a cidade ter fornecido os principais\ncontingentes de militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra\n(MST), sempre andei muito pela regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a cobertura da morte do\nmenino, escrevemos que a rede de prote\u00e7\u00e3o \u2013 Conselho Tutelar, Justi\u00e7a e outros\n\u00f3rg\u00e3os \u2013 n\u00e3o &nbsp;deu ouvidos aos pedidos de\nsocorro de Bernardo. Deixamos passar batido o fato de que esses \u00f3rg\u00e3os s\u00e3o\ndirigidos por pessoas da comunidade local, que est\u00e3o inseridas dentro da\ncultura do respeito \u00e0 figura do m\u00e9dico. Eu sou do interior, nasci em Santa Cruz\ndo Sul e me criei em Encruzilhada do Sul, e sei como esse sentimento em rela\u00e7\u00e3o\n\u00e0s figuras que a comunidade considera \u201crespeitosas\u201d funciona.<\/p>\n\n\n\n<p>O inqu\u00e9rito da delegada\nCaroline \u00e9 muito objetivo e recheado de provas contra Boldrini. Mostra como ele\narquitetou, em cumplicidade com Graciela, a morte do menino. Claro, o inqu\u00e9rito\n\u00e9 contra um m\u00e9dico. No m\u00e1ximo, pode servir de reflex\u00e3o sobre a quest\u00e3o\ncultural. Lembro que, na ocasi\u00e3o em que Boldrini foi preso, conversei com o\nConselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS) sobre o caso do\npai de Bernardo. Fui informado que caso uma das provas da condena\u00e7\u00e3o fosse o\nuso do seu conhecimento de medicina para praticar o crime, ele poderia perder a\nlicen\u00e7a de m\u00e9dico. Portanto, se assinatura na receita m\u00e9dica usada pela\nmadrasta para comprar a medica\u00e7\u00e3o que, ministrada em uma dose letal, matou o\nmenino, \u00e9 de Boldrini, ele pode ter problemas como CREMERS.&nbsp; A defesa\ndele&nbsp; afirma que a assinatura n\u00e3o \u00e9 dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Claro, a quest\u00e3o cultural foi\nconsolidada nos tempos que a figura do m\u00e9dico era rara no interior. Hoje n\u00e3o \u00e9\nmais. Tr\u00eas &nbsp;Passos conta com mais de 10\nprofissionais e anualmente as faculdades colocam um contingente respeit\u00e1vel de\nm\u00e9dicos no mercado de trabalho. Como rep\u00f3rteres, \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o come\u00e7ar a\nalertar as comunidades do interior de que as coisas mudaram. \u00c9 um trabalho\nlongo. Mas, se feito, dar\u00e1 a outras pessoas uma chance que o menino Bernardo\nn\u00e3o teve: &nbsp;de suas hist\u00f3rias serem\nlevadas a s\u00e9rio e salvarem suas vidas.&nbsp; E\nfoi apostando na cultura da imagem do m\u00e9dico nas comunidades do interior que &nbsp;durante o seu depoimento&nbsp; no j\u00fari, o m\u00e9dico se voltou para os jurados e\nfez a seguinte pergunta:&nbsp; \u201cvoc\u00eas acreditam\n&nbsp;que um pai vai planejar a morte de um\nfilho? \u201c.&nbsp; Todos sabem que ele o Dr.\nBoldrini. \u00c9 simples assim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 parte da cultura dos moradores das pequenas e m\u00e9dias cidades ga\u00fachas serem respeitosos com quatro personagens da comunidade: o delegado de pol\u00edcia, o padre, o pastor e o m\u00e9dico.&nbsp;&nbsp;Esse respeito vem de longe, e n\u00e3o \u00e9 raro encontrar, nessas cidades, ruas, pra\u00e7as, escolas e bibliotecas que levam os nomes desses personagens, em um reconhecimento <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2019\/03\/14\/por-que-ninguem-acreditou-no-menino-bernardo\/\">Read More&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[1468,1513,1508,1514],"class_list":["post-2700","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-bernardo","tag-dr-boldrini","tag-julgamento-em-tres-passos","tag-madrasta"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7Requ-Hy","jetpack-related-posts":[{"id":4343,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/04\/10\/por-que-a-mae-de-henry-protege-o-homem-que-torturou-e-matou-o-seu-filho\/","url_meta":{"origin":2700,"position":0},"title":"Por que a m\u00e3e de Henry protege o homem que torturou e matou o seu filho?","author":"Carlos Wagner","date":"10 de abril de 2021","format":false,"excerpt":"Pai do Henry acreditava que m\u00e3e (Monique Medeiros) fosse proteger o filho deles. 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