{"id":3103,"date":"2019-11-28T09:39:51","date_gmt":"2019-11-28T12:39:51","guid":{"rendered":"http:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=3103"},"modified":"2019-11-28T09:39:51","modified_gmt":"2019-11-28T12:39:51","slug":"o-monumento-gaucho-a-impunidade-da-violencia-contra-a-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2019\/11\/28\/o-monumento-gaucho-a-impunidade-da-violencia-contra-a-mulher\/","title":{"rendered":"O monumento ga\u00facho \u00e0 impunidade da viol\u00eancia contra a mulher"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"3104\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2019\/11\/28\/o-monumento-gaucho-a-impunidade-da-violencia-contra-a-mulher\/desaparecidas\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/desaparecidas.jpg?fit=329%2C153&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"329,153\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"desaparecidas\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/desaparecidas.jpg?fit=329%2C153&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/desaparecidas.jpg?resize=640%2C298\" alt=\"\" class=\"wp-image-3104\" width=\"640\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/desaparecidas.jpg?w=329&amp;ssl=1 329w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/desaparecidas.jpg?resize=300%2C140&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption>Professora Cl\u00e1udia (esquerda), Sirlene (centro) e a menina Luana gr\u00e1vida de sete meses s\u00e3o  procuradas vivas ou mortas , elas s\u00e3o v\u00edtimas de feminic\u00eddio,<br><br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>H\u00e1 duas verdades na rotina policial: sem um corpo \u00e9 dif\u00edcil provar a culpa do suspeito e sempre que acontece alguma coisa com um dos membros de um casal o outro tem que provar a sua inoc\u00eancia. Essa \u00e9 a primeira li\u00e7\u00e3o que o rep\u00f3rter envolvido com a cobertura policial aprende na conviv\u00eancia e nas conversas nas delegacias. Existem tr\u00eas casos na hist\u00f3ria recente da Pol\u00edcia Civil do Rio Grande do Sul que se encaixam nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro, e mais antigo, aconteceu em julho de 2005. A comerciante Sirlene de Freitas Moraes, 42 anos, e seu filho Gabriel, sete anos, sa\u00edram de casa para se encontrar com um m\u00e9dico com quem ela teve um relacionamento extraconjugal. Sirlene e a crian\u00e7a nunca mais foram vistos. Na ocasi\u00e3o, o m\u00e9dico ficou preso durante 50 dias e foi libertado por falta de provas. Trabalhei no caso. Conversei com todas as partes envolvidas, incluindo o delegado do caso, Jo\u00e3o Carlos Diogo, que mant\u00e9m a cren\u00e7a de que o m\u00e9dico \u00e9 o culpado.\u00a0Em 2011, a menina Cintia Luana Ribeiro Moraes, 14 anos, gr\u00e1vida de sete meses, saiu para se encontrar com um jovem brasiguaio \u2013 como s\u00e3o chamados os agricultores brasileiros que migraram para o Paraguai \u2013 em uma das ruas de Tr\u00eas Passos, cidade agr\u00edcola onde residia com a fam\u00edlia no norte do Rio Grande do Sul, fronteira com a Argentina. Nunca mais foi vista. O brasiguaio era casado com uma mulher que morava no Paraguai  e apontado como pai do filho da Luana. Conversei demoradamente com ele e com pessoas amigas dele e, portanto, suspeitas de estarem envolvidas no desaparecimento.\u00a0Em 9 de abril de 2015, Cl\u00e1udia Hartleben, 47 anos, professora do curso de Biotecnologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), terminou uma aula, foi visitar uma amiga e desapareceu a caminho de casa. O ex-marido e o filho foram apontados como suspeitos. A Justi\u00e7a n\u00e3o aceitou a den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual e a investiga\u00e7\u00e3o policial parou. Enquanto esses casos n\u00e3o foram resolvidos, os suspeitos ser\u00e3o sempre suspeitos e as fam\u00edlias continuar\u00e3o vivendo na expectativa de encontrar as mulheres desaparecidas vivas ou mortas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses casos se perfilam como aqueles que vez ou outra brotam na mem\u00f3ria de velhos rep\u00f3rteres como eu, 69 anos de idade, 40 na lida da reportagem. E a gente acorda no meio na noite pensando que n\u00e3o fez o suficiente para ajudar a esclarec\u00ea-los. Ontem (27\/11), escutei no r\u00e1dio do carro a not\u00edcia de que a Pol\u00edcia Civil estava nas ruas de 22 cidades com a Opera\u00e7\u00e3o Marias, cujo objetivo era apurar crimes praticados contra mulheres. Pelos menos 117 agentes cumpriam 61 mandados de busca e apreens\u00e3o e 19 de pris\u00e3o preventiva. Pensei nas fam\u00edlias da Sirlene, da Cintia e da Cla\u00fadia. Sempre que acontece uma opera\u00e7\u00e3o desse tipo, disse-me um parentes de uma delas, a fam\u00edlia fica com esperan\u00e7a de que apare\u00e7a alguma informa\u00e7\u00e3o que conduza ao esclarecimento do caso. Claro n\u00e3o tem como a pol\u00edcia incluir essas ocorr\u00eancias em uma opera\u00e7\u00e3o que tem como foco o cotidiano do crime contra a mulher. Mas fica a pergunta:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 N\u00e3o seria poss\u00edvel a Pol\u00edcia Civil designar um delegado para cuidar dos casos n\u00e3o resolvidos, como os dessas tr\u00eas mulheres? Elas n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas. H\u00e1 uma longa lista de crimes envolvendo o sumi\u00e7o de pessoas \u00e0 espera de solu\u00e7\u00e3o. A designa\u00e7\u00e3o de um delegado para cuidar exclusivamente desses casos seria uma demonstra\u00e7\u00e3o de respeito do Estado para com toda a comunidade ga\u00facha, especialmente com as fam\u00edlias das v\u00edtimas. E tamb\u00e9m um recado forte para quem aposta que o desaparecimento do corpo decreta a vala comum para o inqu\u00e9rito policial.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o Estado demonstrar interesse em solucionar esses tipos de caso ele ir\u00e3o se consolidando no imagin\u00e1rio popular como monumentos \u00e0 impunidade da viol\u00eancia contra a mulher. A n\u00f3s, rep\u00f3rteres, cabe o compromisso de nunca esquec\u00ea-los e, sempre que puder, atirar uma pedra no ocupante do Pal\u00e1cio Piratini para lembr\u00e1-lo que \u00e9 poss\u00edvel fazer alguma coisa. O jovem rep\u00f3rter que est\u00e1 come\u00e7ando na carreira um dia poder\u00e1 cruzar com um caso desses. Se acontecer, nunca esque\u00e7a.<br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 duas verdades na rotina policial: sem um corpo \u00e9 dif\u00edcil provar a culpa do suspeito e sempre que acontece alguma coisa com um dos membros de um casal o outro tem que provar a sua inoc\u00eancia. 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