{"id":3777,"date":"2020-09-15T08:49:04","date_gmt":"2020-09-15T11:49:04","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=3777"},"modified":"2020-09-15T09:10:11","modified_gmt":"2020-09-15T12:10:11","slug":"e-insuportavel-porto-alegre-sem-o-cheiro-do-churrasco-do-acampamento-farroupilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2020\/09\/15\/e-insuportavel-porto-alegre-sem-o-cheiro-do-churrasco-do-acampamento-farroupilha\/","title":{"rendered":"\u00c9 insuport\u00e1vel Porto Alegre sem o cheiro do churrasco do Acampamento Farroupilha"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-default\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"3778\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2020\/09\/15\/e-insuportavel-porto-alegre-sem-o-cheiro-do-churrasco-do-acampamento-farroupilha\/farroupilha1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/farroupilha1.jpg?fit=275%2C183&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"275,183\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"farroupilha1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/farroupilha1.jpg?fit=275%2C183&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/farroupilha1.jpg?resize=610%2C406&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3778\" width=\"610\" height=\"406\"\/><figcaption>O cheiro do churrasco assado  no Acampamento Farroupilha \u00e9 uma das marcas de Porto Alegre  em setembro. Foto: Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Setembro costuma ser um m\u00eas de ventos\u00a0persistentes em Porto Alegre. E dependendo do lado que eles\u00a0sopram, uma vasta \u00e1rea da cidade\u00a0\u00e9\u00a0invadida pelo cheiro da carne assando nos braseiros do Acampamento Farroupilha. Pairando acima do acampamento h\u00e1 uma nuvem de fuma\u00e7a\u00a0que emana\u00a0da lenha queimada pelos churrasqueiros. Durante todo\u00a0o\u00a0m\u00eas,\u00a0correm\u00a0para o acampamento gente de\u00a0todos os\u00a0cantos do\u00a0estado e das terras do outro lado do Rio Uruguai,\u00a0das fronteiras agr\u00edcolas\u00a0desbravadas\u00a0pela gauchada\u00a0Brasil afora. No ano passado, entre acampados e visitantes,\u00a0l\u00e1\u00a0estiveram mais de 1,5 milh\u00e3o\u00a0de pessoas. No papel, o evento \u00e9 para durar duas semanas. Mas vai mais longe. O ponto alto \u00e9 o 20 de setembro, data da Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha, uma luta dos ga\u00fachos contra o governo do Brasil que durou de 1835 at\u00e9 1845.\u00a0\u00c9\u00a0quando as fam\u00edlias ga\u00fachas desfilam a cavalo pelas avenidas da cidade. O acampamento come\u00e7ou em 1981.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas&nbsp;foi&nbsp;nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas que se tornou uma grande atra\u00e7\u00e3o. Claro, devido&nbsp;\u00e0&nbsp;emerg\u00eancia sanit\u00e1ria imposta ao pa\u00eds pela Covid-19, o acampamento e o desfile deste ano foram cancelados. As comemora\u00e7\u00f5es s\u00e3o virtuais. Mas o sil\u00eancio \u00e9 real no local do acampamento, uma \u00e1rea no&nbsp;interior do&nbsp;Parque Maur\u00edcio Sirostsky Sobrinho, a poucos metros das margens do Gua\u00edba. Nos anos passados dava para ouvir de longe o toque de gaita, viol\u00e3o e a gritaria da gauchada. \u00c9 tradi\u00e7\u00e3o fazer uma homenagem na Semana Farroupilha (14 a 20&nbsp;de setembro).&nbsp;Este&nbsp;ano&nbsp;\u00e9&nbsp;dedicado ao \u201cGa\u00facho sem Fronteira\u201d,&nbsp;aqueles que&nbsp;deixaram&nbsp;o&nbsp;Rio Grande do Sul&nbsp;em busca de&nbsp;outro&nbsp;lugar para viver.&nbsp;\u00c9&nbsp;sobre isso que quero falar com os meus colegas rep\u00f3rteres, especialmente os mais jovens que est\u00e3o na correria maluca das reda\u00e7\u00f5es. Eu acompanhei a hist\u00f3ria do maior grupo que&nbsp;j\u00e1&nbsp;migrou do&nbsp;estado, os agricultores que povoaram as fronteiras agr\u00edcolas do Brasil nos anos 50, 60, 70 e parte dos 80. A minha ideia inicial era&nbsp;escrever&nbsp;<em>O&nbsp;<\/em><em>M<\/em><em>undo de&nbsp;<\/em><em>B<\/em><em>ombachas<\/em>&nbsp;\u2013&nbsp;refer\u00eancia \u00e0 indument\u00e1ria t\u00edpica&nbsp;do ga\u00facho. Foi convencido&nbsp;de&nbsp;que era um exagero. Ent\u00e3o sugeri&nbsp;<em>As Am\u00e9ricas de Bombacha<\/em>. Tamb\u00e9m acharam um exagero. Da\u00ed fechamos no&nbsp;<em>Brasil de Bombachas<\/em>. Escrevi&nbsp;tr\u00eas livros,&nbsp;fiz&nbsp;v\u00e1rias reportagens&nbsp;e&nbsp;v\u00eddeos e&nbsp;mantive um&nbsp;blog sobre as conversas que tive com&nbsp;os migrantes e seus descendentes. O primeiro&nbsp;livro,&nbsp;<em>O Brasil de Bombachas<\/em>,&nbsp;foi publicado&nbsp;em 1996.&nbsp;Seguiram-se o&nbsp;<em>Brasil de Bombachas \u2013 As novas fronteiras da saga ga\u00facha<\/em>,&nbsp;em 2011,&nbsp;e, por&nbsp;\u00faltimo,&nbsp;<em>De Pai para&nbsp;<\/em><em>F<\/em><em>ilho na Migra\u00e7\u00e3o Ga\u00facha<\/em>,&nbsp;lan\u00e7ado em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu tive a sorte de encontrar vivos muitos dos pioneiros que povoaram as fronteiras agr\u00edcolas. Eles \u201ccomeram o p\u00e3o que o diabo amassou\u201d, como diz o dito popular para descrever dificuldades extremas. Na \u00e9poca, as estradas eram prec\u00e1rias, a&nbsp;assist\u00eancia m\u00e9dica ficava muito distante e os telefones&nbsp;eram escassos e muito ruins. Ali\u00e1s, hoje existe uma cidade no norte do Mato Grosso chamada Sorriso que tem esse nome gra\u00e7as&nbsp;\u00e0&nbsp;precariedade da linha telef\u00f4nica. Para l\u00e1 foram muitos colonos ga\u00fachos descendentes de italianos. Sempre&nbsp;que&nbsp;ligavam para suas&nbsp;fam\u00edlias no Rio Grande do Sul eram&nbsp;questionados sobre&nbsp;que&nbsp;tipo de cultura&nbsp;dava para plantar. Eles respondiam: \u201cS\u00f3 riso\u201d (riso&nbsp;significa&nbsp;arroz em um dos dialetos italianos). Em Ji-Paran\u00e1, Rond\u00f4nia, encontrei&nbsp;um ga\u00facho que, para tomar vinho tinto, ligava o ar-condicionado&nbsp;no frio m\u00e1ximo. Sempre digo que, quando o rep\u00f3rter&nbsp;deixa&nbsp;a reda\u00e7\u00e3o, certos&nbsp;assuntos o acompanham para sempre e vez ou outra o emocionam.&nbsp;Em&nbsp;v\u00e1rias fam\u00edlias de migrantes que entrevistei ouvi uma conversa que nunca vou esquecer. \u201cMas vai me dizer que vieste l\u00e1 do Rio Grande para me entrevistar aqui?\u201d. Aqui, eu quero falar com os jovens rep\u00f3rteres. O lado mais nobre da nossa profiss\u00e3o \u00e9 resgatar a hist\u00f3ria que foi deixada de lado pelos historiadores.<\/p>\n\n\n\n<p>O apego&nbsp;dos migrantes&nbsp;ao modo de vida ga\u00facho os ajudou a sobreviver. \u00c9 a conclus\u00e3o&nbsp;a&nbsp;que cheguei depois das tr\u00eas viagens que fiz escrevendo o&nbsp;<em>Brasil de Bombachas \u2013&nbsp;<\/em>viagens que somam 60 mil quil\u00f4metros&nbsp;e 55 dias&nbsp;de estrada,&nbsp;entrevistando&nbsp;dezenas de fam\u00edlias espalhadas&nbsp;pelas&nbsp;terras ao norte do Rio Uruguai&nbsp;e&nbsp;pelos pa\u00edses vizinhos. Creio que n\u00e3o \u00e9 por outro&nbsp;motivo&nbsp;que existem 2,2 mil Centros de Tradi\u00e7\u00e3o Ga\u00facha (CTG) fora do Rio do Grande do Sul. Em v\u00e1rias das cidades povoadas pelos&nbsp;ga\u00fachos&nbsp;h\u00e1&nbsp;desfiles&nbsp;na Semana Farroupilha. Para esse pessoal, o Acampamento Farroupilha de Porto Alegre \u00e9 um orgulho. Eles acompanham tudo que se publica a respeito do assunto. Ontem, recebi uma liga\u00e7\u00e3o de um amigo de S\u00e3o Gabriel do Oeste, pequena cidade agr\u00edcola no Mato Grosso do Sul. Foi ele que me perguntou se eu estava com saudade do cheiro do churrasco do&nbsp;acampamento. Lembrei que era comum,&nbsp;nessa \u00e9poca,&nbsp;encontrar&nbsp;piquetes (grupos) cavalgando em dire\u00e7\u00e3o ao acampamento. Tamb\u00e9m era comum ver nos mercados, principalmente no com\u00e9rcio ao redor do&nbsp;acampamento, pessoas comprando carne para o churrasco e outros v\u00edveres.<\/p>\n\n\n\n<p>No meio da d\u00e9cada de 80 eu estava no interior do Paraguai fazendo mat\u00e9ria sobre os brasiguaios \u2013 agricultores brasileiros que migram para l\u00e1. Em um final de tarde cheguei a um povoado chamado Santa Rita \u2013 hoje \u00e9 uma cidade estruturada \u2013 para conversar com o pessoal. N\u00e3o lembro o nome. Mas me foi apresentado um ga\u00facho que havia se estabelecido por l\u00e1. Conversa vai, conversa vem ele me contou que havia organizado o CTG \u00cdndio Jos\u00e9. Lembro o que ele falou: \u201cVi que a gauchada estava vivendo aqui meio sem rumo. Ent\u00e3o fizemos o CTG para lembrar das nossas dan\u00e7as, m\u00fasica e do churrasco\u201d. O \u00cdndio Jos\u00e9 \u00e9 hoje uma organiza\u00e7\u00e3o enorme. Lembro os meus colegas rep\u00f3rteres que cada frase que for escrita sobre a Semana Farroupilha \u00e9 lida com grande interesse pelos que vivem no Brasil de Bombachas. Mesmo que o Acampamento Farroupilha seja virtual, ele vai deixar uma hist\u00f3ria. N\u00e3o podemos esquecer disso. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setembro costuma ser um m\u00eas de ventos\u00a0persistentes em Porto Alegre. E dependendo do lado que eles\u00a0sopram, uma vasta \u00e1rea da cidade\u00a0\u00e9\u00a0invadida pelo cheiro da carne assando nos braseiros do Acampamento Farroupilha. Pairando acima do acampamento h\u00e1 uma nuvem de fuma\u00e7a\u00a0que emana\u00a0da lenha queimada pelos churrasqueiros. 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