{"id":3996,"date":"2020-12-03T08:55:39","date_gmt":"2020-12-03T11:55:39","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=3996"},"modified":"2020-12-03T13:41:36","modified_gmt":"2020-12-03T16:41:36","slug":"o-desvio-de-funcao-do-ministerio-da-justica-ressuscitou-o-novo-cangaco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2020\/12\/03\/o-desvio-de-funcao-do-ministerio-da-justica-ressuscitou-o-novo-cangaco\/","title":{"rendered":"O desvio de fun\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a ressuscitou o Novo Canga\u00e7o"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"3997\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2020\/12\/03\/o-desvio-de-funcao-do-ministerio-da-justica-ressuscitou-o-novo-cangaco\/lampiao\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lampiao.jpg?fit=257%2C196&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"257,196\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"lampiao\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lampiao.jpg?fit=257%2C196&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/lampiao.jpg?resize=568%2C433&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3997\" width=\"568\" height=\"433\"\/><figcaption>\u00c9 tarefa do ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a  coordenar a troca de informa\u00e7\u00f5es entre as pol\u00edcias  no pa\u00eds,  ele n\u00e3o fez o seu trabalho e criou uma oportunidade para os criminosos. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Qualquer foca de jornal ou policial novato sabe que dezembro \u00e9 o m\u00eas que os bandos armados intensificam os ataques a bancos, caixas eletr\u00f4nicos e carros-fortes. Por ser a \u00e9poca do ano em que est\u00e3o abarrotados de dinheiro, devido ao pagamento do 13\u00aa sal\u00e1rio pelas empresas aos seus trabalhadores. Esse foi o motivo que levou bandidos armados at\u00e9 os dentes a atacarem e roubarem bancos em Crici\u00fama (1\/12), no sul de Santa Catarina, em Camet\u00e1 (2\/12), no leste do Par\u00e1, e em Flora\u00ed, no oeste do Paran\u00e1. Roubaram milh\u00f5es de reais, deixando um rastro de viol\u00eancia, um policial militar gravemente ferido em Crici\u00fama e um ref\u00e9m morto em Camet\u00e1. Entraram nas cidades atirando, explodindo cofres e encurralando os policiais locais em suas delegacias e quart\u00e9is. Como fazia Virgulino Ferreira da Silva, o Lampi\u00e3o, Rei do Canga\u00e7o, no interior do Nordeste, at\u00e9 ser tocaiado, morto e degolado pela Volante, como era conhecida a pol\u00edcia militar em 1938. Por essa raz\u00e3o, esses bandos que agem de maneira semelhante a Lampi\u00e3o ganharam o apelido de \u201cNovo Canga\u00e7o\u201d. Claro, as t\u00e9cnicas de \u201ctocar terror\u201d na popula\u00e7\u00e3o e na pol\u00edcia foram aperfei\u00e7oadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de seguir contando a hist\u00f3ria cabe uma explica\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o \u00e9 jornalista. Foca \u00e9 como se chama na reda\u00e7\u00e3o o rep\u00f3rter que rec\u00e9m saiu da faculdade. N\u00e3o sei quem inventou. Mas quando entrei na profiss\u00e3o, em 1979, ele j\u00e1 existia. Voltando \u00e0 hist\u00f3ria. O nome Novo Canga\u00e7o foi cunhado pela imprensa, \u00e9 claro. Uma coisa tem que ficar clara. Os cangaceiros que povoaram o interior do Nordeste, como Lampi\u00e3o, eram bandidos cru\u00e9is que tiveram as suas hist\u00f3rias romanceadas por conta de uma s\u00e9rie de fatores regionais. Hoje chamamos de Novo Canga\u00e7o a maneira do bando de agir. N\u00e3o tem nada a ver com a forma\u00e7\u00e3o das quadrilhas, que pode ser uma fac\u00e7\u00e3o, tipo o Primeiro Comando da Capital (PCC), de S\u00e3o Paulo, ou os milicianos do Rio de Janeiro. Dada as explica\u00e7\u00f5es que considero importantes, principalmente para os jovens rep\u00f3rteres. Os Novos Cangaceiros surgiram no final dos anos 90 e se consolidaram nos anos 2000. Na \u00e9poca, lembro de ter feito reportagens sobre prefeitos de pequenas e m\u00e9dias cidades agr\u00edcolas do Sul do Brasil, que reclamavam de danos \u00e0 economia local causados pelos ataques dos bandidos. Em 2017, eles come\u00e7aram a entrar em decad\u00eancia. Por qu\u00ea? Um das explica\u00e7\u00f5es, a mais s\u00f3lida, \u00e9 que em 2014 aconteceu a Copa do Mundo no Brasil, e em 2016, as Olimp\u00edadas no Rio de Janeiro. Nas duas ocasi\u00f5es houve, como nunca tinha acontecido antes na hist\u00f3ria do pa\u00eds, a montagem de um sistema de seguran\u00e7a p\u00fablica que incluiu uma troca de experi\u00eancias e informa\u00e7\u00f5es entre as pol\u00edcias civis, militares, Federal e as For\u00e7as Armadas. Tamb\u00e9m aconteceu uma moderniza\u00e7\u00e3o nos equipamentos de vigil\u00e2ncia eletr\u00f4nica, nas redes de inform\u00e1tica e nos ve\u00edculos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das for\u00e7as policiais. O resultado disso tudo? Acabaram os eventos. Mas a troca de informa\u00e7\u00f5es entre as autoridades policiais prosseguiu por um bom tempo. E os criminosos, como os do Novo Canga\u00e7o, que prosperavam devido \u00e0 falta da troca de informa\u00e7\u00f5es entre as autoridades, foram encurralados. Lembro que participei de uma reportagem numa cidade agr\u00edcola do interior ga\u00facho chamada Anta Gorda, a uns 190 quil\u00f4metros ao norte de Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>Aconteceu o seguinte. Um bando armado at\u00e9 os dentes havia apavorado a popula\u00e7\u00e3o. Logo que sa\u00edram da cidade encontraram um pelot\u00e3o de brigadianos \u2013 como s\u00e3o chamados os policiais militares no Rio Grande do Sul \u2013 acantonados em um mato, \u00e0 espera deles. Houve um intenso tiroteio e os bandidos foram presos. Entre o armamento deles foi um encontrado um fuzil que ainda continha a numera\u00e7\u00e3o \u2013 o restante das armas estava com a identifica\u00e7\u00e3o raspada. O fuzil foi rastreado e descobriu-se que havia desaparecido da Pol\u00edcia Militar de S\u00e3o Paulo. A velocidade com que um brigadiano obtinha as informa\u00e7\u00f5es em uma barreira policial usando um simples celular facilitava o trabalho. Em 2016 e em peda\u00e7o de 2018, os Novos Cangaceiros diminu\u00edram intensamente a sua atividade. A elei\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica Jair Bolsonaro (sem partido) parecia que seria o tiro de miseric\u00f3rdia no Novo Canga\u00e7o. Ele se elegeu prometendo \u201cacabar com a bandidagem\u201d. A pr\u00e1tica pol\u00edtica do Bolsonaro acabou criado um espa\u00e7o para a volta dos Novos Cangaceiros, como se viu em Crici\u00fama. O primeiro ministro da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica, Sergio Moro, ex-juiz federal da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato, voltou a sua aten\u00e7\u00e3o quase que integralmente para o combate ao crime do colarinho branco. O resto, incluindo o tr\u00e1fico de drogas e de armas e o combate \u00e0s quadrilhas, ficou ao deus dar\u00e1. Moro acabou brigando com Bolsonaro e saiu do governo em abril de 2020. O atual ministro, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, \u00e9 uma pessoa que ocupou o cargo para fazer o que o presidente mandar. Por conta desse alinhamento total com Bolsonaro, a Justi\u00e7a se tornou mais uma pe\u00e7a na engrenagem da m\u00e1quina montada no governo para espionar advers\u00e1rios pol\u00edticos, jornalistas e outros inimigos da fam\u00edlia Bolsonaro. Em mar\u00e7o, o presidente assinou uma portaria acabando com o rastreamento e a identifica\u00e7\u00e3o de armas e muni\u00e7\u00e3o. Uma ferramenta fundamental na investiga\u00e7\u00e3o policial.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso criou uma oportunidade de neg\u00f3cios para o crime organizado. Pelo volume de a\u00e7\u00f5es, o Novo Canga\u00e7o renasceu com uma fome impressionante por dinheiro. N\u00f3s jornalistas precisamos ter bem claro o seguinte. As investiga\u00e7\u00f5es sobre o crime organizado s\u00e3o sofisticadas, longas e perigosas. O investigador precisa ter uma retaguarda s\u00f3lida para poder avan\u00e7ar no seu trabalho. Hoje, o servi\u00e7o p\u00fablico federal est\u00e1 complicado. H\u00e1 mais de 6 mil militares da ativa, reserva e reformados espalhados pelos minist\u00e9rios. Cada vez que o presidente abre a boca cria uma confus\u00e3o. Ou seja: a maneira de governar de Bolsonaro criou um ber\u00e7\u00e1rio de oportunidades para as quadrilhas agirem. \u00c9 por a\u00ed, colegas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Qualquer foca de jornal ou policial novato sabe que dezembro \u00e9 o m\u00eas que os bandos armados intensificam os ataques a bancos, caixas eletr\u00f4nicos e carros-fortes. Por ser a \u00e9poca do ano em que est\u00e3o abarrotados de dinheiro, devido ao pagamento do 13\u00aa sal\u00e1rio pelas empresas aos seus trabalhadores. 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