{"id":4182,"date":"2021-02-18T08:51:16","date_gmt":"2021-02-18T11:51:16","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=4182"},"modified":"2021-02-18T08:54:07","modified_gmt":"2021-02-18T11:54:07","slug":"antonio-matte-partiu-e-levou-parte-da-historia-da-luta-pela-reforma-agraria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/02\/18\/antonio-matte-partiu-e-levou-parte-da-historia-da-luta-pela-reforma-agraria\/","title":{"rendered":"Antonio Matte partiu e levou parte da hist\u00f3ria da luta pela reforma agr\u00e1ria"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"4183\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/02\/18\/antonio-matte-partiu-e-levou-parte-da-historia-da-luta-pela-reforma-agraria\/20210218_071903\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210218_071903-scaled.jpg?fit=2560%2C1920&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2560,1920\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;1.7&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;SM-J810M&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1613632743&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;3.93&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;250&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.041666666666667&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"20210218_071903\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210218_071903-scaled.jpg?fit=640%2C480&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210218_071903-scaled.jpg?fit=640%2C480&amp;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4183\" width=\"592\" height=\"444\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210218_071903-scaled.jpg?w=2560&amp;ssl=1 2560w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210218_071903-scaled.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210218_071903-scaled.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210218_071903-scaled.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210218_071903-scaled.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210218_071903-scaled.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210218_071903-scaled.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/20210218_071903-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 592px) 100vw, 592px\" \/><figcaption>Marcha pela reforma agr\u00e1ria do MST  na cidade de Palmeira das Miss\u00f5es (1985). Foto:  Olderige Zardo<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Foi assim que aconteceu, no dia 11 de mar\u00e7o, um s\u00e1bado chuvoso de 1989, em Salto do Jacu\u00ed, pequeno munic\u00edpio agr\u00edcola do interior ga\u00facho. Fazia uma semana que 1,5 mil agricultores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) haviam ocupado a Fazenda Santa Elmira. Homens, mulheres e muitas crian\u00e7as haviam cavado trincheiras e adotados outros preparativos para resistir \u00e0 ordem de despejo dada pelo juiz \u00c9rcio Costa Souza. Com mais de mil homens, a Brigada Militar (BM) mantinha o acampamento cercado. No final da manh\u00e3, todas as tentativas de negocia\u00e7\u00e3o para uma sa\u00edda pac\u00edfica dos agricultores haviam fracassado. Na \u00e9poca, o pior hor\u00e1rio para os jornalistas trabalharem era no s\u00e1bado depois do meio-dia. Por qu\u00ea? S\u00f3 havia jornal de papel e a edi\u00e7\u00e3o de domingo fechava no in\u00edcio da tarde de s\u00e1bado. N\u00e3o existiam no Brasil celular, laptop e muito menos internet. Para o rep\u00f3rter enviar uma mat\u00e9ria para a reda\u00e7\u00e3o era um horror. Primeiro, precisava redigir o texto em uma m\u00e1quina de escrever. Depois sair \u00e0 procura de um telex \u2013 uma enorme m\u00e1quina de escrever que transmitia o texto atrav\u00e9s do telefone \u2013, digitar a mat\u00e9ria e finalmente envi\u00e1-la para o jornal. O rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico, por sua vez, tinha que revelar o filme e transmitir a foto por uma m\u00e1quina chamada telefoto \u2013 que levava uma hora para enviar uma foto. Em caso de emerg\u00eancia, que era a nossa situa\u00e7\u00e3o na Santa Elmira, se procurava um telefone e ditava-se a mat\u00e9ria para o copidesque \u2013 jornalista que revisava os textos antes de serem publicados. Em Salto do Jacu\u00ed havia dois telefones para 30 rep\u00f3rteres. Imaginem o rolo. N\u00e3o era por outro motivo que os confrontos nos rinc\u00f5es sempre eram empurrados pelos brigadianos \u2013 como os ga\u00fachos chamam os policiais militares \u2013 para s\u00e1bados \u00e0 tarde, porque os detalhes e as fotos do acontecimento s\u00f3 sairiam no jornal na segunda-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>O confronto entre os sem-terra e os brigadianos foi cinematogr\u00e1fico. Mais de 2 mil tiros foram disparados durante tr\u00eas horas. Um avi\u00e3o agr\u00edcola foi usado para lan\u00e7ar bombas de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo nos agricultores. Houve luta corpo a corpo. A hist\u00f3ria toda est\u00e1 contada nos jornais da \u00e9poca e no livro&nbsp;<em>O Massacre da Fazenda Santa Elmira<\/em>, escrito pelo frei S\u00e9rgio G\u00f6rgen, que teve o rosto destru\u00eddo a coronhadas de fuzil. Na noite de s\u00e1bado, os agricultores estavam espalhados por hospitais, pris\u00f5es e casas de parentes e amigos na regi\u00e3o. Eu tinha que reconstituir a hist\u00f3ria entre a noite de s\u00e1bado e a madrugada de domingo, porque as tropas da BM dificultariam a nossa locomo\u00e7\u00e3o na \u00e1rea no dia seguinte. Foi em meio a essa confus\u00e3o que encontrei Antonio Matte, o Antoninho, como era conhecido. Lideran\u00e7a forte do MST, ele sempre atuava nos bastidores e estava dentro do acampamento na hora do confronto. Estava entre os presos da primeira leva retirada da Santa Elmira pelos policiais militares. Bloco de anota\u00e7\u00e3o e caneta em punho, perguntei para Antoninho o que tinha acontecido. Ele contou: \u201cEu e outros dois companheiros fomos colocados sentados em um formigueiro para confessar sobre quem tinha planejado a ocupa\u00e7\u00e3o. Foi uma gritaria. Fomos colocados um por vez no formigueiro. Vi o sofrimento de um dos companheiros e falei para os brigadianos: quem sabe eu sento mais um pouco no formigueiro?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Observador atento do que acontecia ao seu redor, ele me ajudou a fechar a mat\u00e9ria da Santa Elmira. Eu j\u00e1 tinha conversado com os brigadianos, fazendeiros e outras pessoas. Sentei para escrever o texto no final da madrugada de domingo com uma ideia bem completa do que havia acontecido. Durante os anos seguintes, sempre que topava com o Antoninho perguntava pelas formigas. Eu o conheci l\u00e1 por 1985. Nascido em 1964, a gera\u00e7\u00e3o dele teve tr\u00eas op\u00e7\u00f5es: lutar pela reforma agr\u00e1ria, se aventurar a povoar as novas fronteiras agr\u00edcolas do Brasil ou ir para cidade morar em uma favela e trabalhar nas f\u00e1bricas de sapato do Vale do Sinos. A luta pela reforma agr\u00e1ria havia sido congelada em 1964, quando as For\u00e7as Armadas  deram o golpe e derrubaram o governo Jo\u00e3o Goulart, o Jango, do antigo PTB. Na \u00e9poca, v\u00e1rias entidades lutavam pela reforma agr\u00e1ria, entre elas as Ligas Camponesas, de Francisco Juli\u00e3o, nos estados do Nordeste. E no Rio Grande do Sul havia o Movimento dos Agricultores Sem Terra (Master). A luta pela terra foi descongelada em 1985, quando os militares sa\u00edram do governo e o pa\u00eds come\u00e7ou a se redemocratizar. O Master foi substitu\u00eddo pelo MST.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00e9poca, Antoninho era estudante do semin\u00e1rio em Frederico Westphalen, cidade agroindustrial do norte do Rio Grande do Sul. Foi l\u00e1 que conheceu o frei S\u00e9rgio, j\u00e1 um calejado militante das causas populares. Deixou o semin\u00e1rio e entrou para o MST. Sem dificuldades ganhou o respeito de todos pela sua grande destreza em resolver os problemas. Por pior que fosse a situa\u00e7\u00e3o, ele sempre tinha um sorriso. Nos anos 80, uma das t\u00e1ticas do MST era formar acampamentos para pressionar as autoridades pela reforma agr\u00e1ria. O acampamento de sem-terra \u00e9 uma realidade muito dura para as fam\u00edlias porque conviviam diariamente com real possibilidade de serem cercadas pela BM e retiradas do lugar. Foi em uma situa\u00e7\u00e3o dessas que ele teve a ideia de formar frentes de trabalho com os acampados. As frentes atuavam na colheita de frutas, como ma\u00e7\u00e3s, e em outras planta\u00e7\u00f5es. Essas frentes de trabalho, al\u00e9m de aliviar a tens\u00e3o entre as fam\u00edlias, traziam dinheiro. Aqui \u00e9 o seguinte. Um dos focos da minha carreira de rep\u00f3rter \u00e9 o conflito agr\u00e1rio (sem-terra\/fazendeiro\/pol\u00edcia militar\/\u00edndio\/garimpeiro). E, por conta disso, fiz a cobertura dos principais confrontos acontecidos no Brasil e nos pa\u00edses vizinhos entre 1984 e 1996. \u00c9 uma realidade dura de se trabalhar, principalmente no interior do Par\u00e1, onde, em 1997, aconteceu o Massacre dos Caraj\u00e1s, em que 24 sem-terra foram baleados e mortos por policiais militares. O rep\u00f3rter sempre relata o lado mais duro da luta para o leitor. Caras como o Antoninho nos contavam o lado humano dessa realidade. Uma vez ele me levou para conversar com uma acampada que durante o Natal colocava pedrinhas debaixo da tarimba \u2013 cama improvisada \u2013 dos filhos e inventava hist\u00f3rias sobre cada uma delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas hist\u00f3rias n\u00e3o ficam registradas em lugar nenhum. A n\u00e3o ser na mente de pessoas como Antoninho. Aos 57 anos, ele faleceu \u00e0s 3h da madrugada do \u00faltimo s\u00e1bado (13\/02). Levou consigo muitas hist\u00f3rias humanas dos acampados. Eu tive o privil\u00e9gio de compartilhar algumas dessas hist\u00f3rias que transformei em mat\u00e9rias. Eu tinha um caderninho onde anotava os telefones das minhas fontes. N\u00e3o era raro riscar alguns nomes, porque haviam sido mortos em uma emboscada ou confronto em algum rinc\u00e3o remoto do Brasil. Ainda tenho essa agenda em um canto na \u201cbagun\u00e7a\u201d, uma caixa onde armazeno as minhas coisas antigas. Foi nesse mundo que o Antoninho viveu e conseguia manter o sorriso no rosto por mais tensa que fosse a situa\u00e7\u00e3o. Siga em paz, meu amigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi assim que aconteceu, no dia 11 de mar\u00e7o, um s\u00e1bado chuvoso de 1989, em Salto do Jacu\u00ed, pequeno munic\u00edpio agr\u00edcola do interior ga\u00facho. Fazia uma semana que 1,5 mil agricultores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) haviam ocupado a Fazenda Santa Elmira. 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