{"id":4335,"date":"2021-04-08T07:45:28","date_gmt":"2021-04-08T10:45:28","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=4335"},"modified":"2021-04-08T22:48:12","modified_gmt":"2021-04-09T01:48:12","slug":"poderiam-ter-sido-evitadas-as-mortes-de-henry-isabella-nardoni-e-bernardo-boldrini","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/04\/08\/poderiam-ter-sido-evitadas-as-mortes-de-henry-isabella-nardoni-e-bernardo-boldrini\/","title":{"rendered":"Poderiam ter sido evitadas as mortes de Henry, Isabella Nardoni e Bernardo Boldrini?"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"4336\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/04\/08\/poderiam-ter-sido-evitadas-as-mortes-de-henry-isabella-nardoni-e-bernardo-boldrini\/henry\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/henry.jpg?fit=202%2C250&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"202,250\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"henry\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/henry.jpg?fit=202%2C250&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/henry.jpg?resize=507%2C628&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4336\" width=\"507\" height=\"628\"\/><figcaption>A imprensa precisa refletir sobre o caso do menino Henry. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o   <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por ser considerado um assunto tabu, a imprensa n\u00e3o noticia casos de rela\u00e7\u00f5es de conflito entre enteados, padrastos e madrastas. At\u00e9 acontecer uma morte como \u00e9 a do menino Henry Borel, quatro anos, no Rio de Janeiro. O garoto vivia com a m\u00e3e, professora Monique Medeiros, e o padrasto, m\u00e9dico e vereador Jairo Souza Santos J\u00fanior, o Dr. Jairinho. \u00a0No in\u00edcio do m\u00eas de mar\u00e7o, dia 5, uma segunda-feira, Henry morreu. A vers\u00e3o do casal \u00e9 que o menino caiu da cama. A aut\u00f3psia do corpo conta outra hist\u00f3ria, a de que Henry foi agredido. E na reconstitui\u00e7\u00e3o da morte a pol\u00edcia encontrou contradi\u00e7\u00f5es na vers\u00e3o do casal, que at\u00e9 ent\u00e3o era ouvido no inqu\u00e9rito policial na condi\u00e7\u00e3o de testemunha. Agora, ambos s\u00e3o investigados como suspeitos da autoria de um crime. Na manh\u00e3 de hoje (08\/04), eles foram presos por 30 dias acusados de amea\u00e7ar testemunhas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Por que a imprensa considera as rela\u00e7\u00f5es conflituosas entre enteados, padrastos e madrastas um tabu? &nbsp;Duvido que algum jornalista saiba. Os tabus nas reda\u00e7\u00f5es est\u00e3o ali h\u00e1 muitos anos e ningu\u00e9m sabe o motivo e nunca se preocupou em descobrir. Mas lembro que sempre que se derruba um tabu na reda\u00e7\u00e3o a sociedade ganha. Como foi no caso do suic\u00eddio. Por muitos anos n\u00e3o se noticiava suic\u00eddios porque algu\u00e9m havia dito que sempre se dava a not\u00edcia de um, outras cinco pessoas se suicidavam. H\u00e1 uma d\u00e9cada se come\u00e7ou a noticiar suic\u00eddios como um problema de sa\u00fade p\u00fablica e de imediato surgiram programas governamentais de preven\u00e7\u00e3o. \u00c9 sobre o tabu das rela\u00e7\u00f5es de conflito entre enteados, padrastos e madrastas que vamos conversar. A pergunta que n\u00f3s jornalistas precisamos fazer \u00e9 a seguinte: se detectado a tempo um conflito desses, a vida de uma crian\u00e7a pode ser salva? Sempre que aconteceu um crime do tipo do menino do Rio me lembro das conversas que tive com um delegado da Pol\u00edcia Civil ga\u00facha no in\u00edcio dos anos 80, quando eu era um rep\u00f3rter novato. Ele havia rompido o casamento de uma d\u00e9cada, pediu transfer\u00eancia para outra cidade e acabou no interior do Rio Grande do Sul, na fronteira com a Argentina. As meninas ficaram sob a guarda da m\u00e3e. Sempre que poss\u00edvel, eu desviava o roteiro das viagens que fazia para o jornal para passar na cidade do delegado. Fic\u00e1vamos at\u00e9 altas horas da noite tomando vinhos argentinos e comendo assado de tiras (churrasco). Em uma dessas conversas, perguntei-lhe como estavam as filhas. Ele me disse que a ex-mulher havia se casado e que a sua preocupa\u00e7\u00e3o era o \u201ccara\u201d que iria viver na mesma casa com as meninas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, n\u00e3o dei import\u00e2ncia para a preocupa\u00e7\u00e3o do delegado. Hoje, 40 anos depois, me dei conta que, pela vida afora, ouvi relatos muito semelhantes a respeito de casais separados em rela\u00e7\u00e3o aos padrastos e madrastas dos seus filhos. Claro que \u00e9 preciso dar um desconto, porque as figuras do padrasto e da madrasta s\u00e3o demonizadas desde que se inventou a escrita. Inclusive, no interior do Rio Grande do Sul existe o dito popular: \u201cDeus \u00e9 pai, n\u00e3o padrasto\u201d. H\u00e1 um fato que n\u00e3o entra na hora de negocia\u00e7\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o do casal que tem filhos pequenos ou adolescentes: como ser\u00e1 a conviv\u00eancia deles com o padrasto ou madrasta. Por qu\u00ea? Primeiro, porque eles t\u00eam a prote\u00e7\u00e3o da lei. Depois, porque seria uma intromiss\u00e3o absurda na vida de outra pessoa. O fato \u00e9 que a preocupa\u00e7\u00e3o existe. E essa preocupa\u00e7\u00e3o volta a ser assunto sempre que acontece um caso envolvendo a morte de um enteado. A imprensa s\u00f3 entra na hist\u00f3ria depois da morte, como se a trag\u00e9dia tivesse brotado do nada. Mas trag\u00e9dias n\u00e3o brotam do nada. Antes de acontecerem, elas emitem sinais que n\u00f3s jornalistas n\u00e3o levamos a s\u00e9rio, porque existe o tabu nas reda\u00e7\u00f5es de que briga entre enteados, padrastos e madrastas n\u00e3o \u00e9 not\u00edcia, salvo se envolver gente importante. Claro que n\u00e3o s\u00e3o not\u00edcias de capa. Mas s\u00e3o sinalizadores de uma situa\u00e7\u00e3o que pode evoluir para um desfecho tr\u00e1gico. E as reda\u00e7\u00f5es est\u00e3o estruturadas para detectar sinais de assuntos que podem virar not\u00edcia. Existem nos jornais rep\u00f3rteres que fazem plant\u00e3o durante 24 horas, ligando para delegacias, bombeiros, hospitais e todos os outros servi\u00e7os de emerg\u00eancia. \u00c9 preciso incluir nessa ronda os Conselhos Tutelares, porque \u00e9 l\u00e1 que as broncas com crian\u00e7as aparecem.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;E tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio incluir entre as perguntas de rotina para os plantonistas das delegacias distritais se \u201ch\u00e1 bronca de marido e mulher\u201d. Por qu\u00ea? Quando o registro \u00e9 feito em uma delegacia distrital o plantonista tem por tradi\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o levar a s\u00e9rio briga de marido e mulher\u201d. S\u00f3 quem leva a s\u00e9rio s\u00e3o as delegacias especializadas. Tamb\u00e9m \u00e9 importante perguntar ao policial plantonista se houve queixa de desrespeito \u00e0 \u201cMaria da Penha\u201d \u2013 a medida protetiva Maria da Penha \u00e9 uma determina\u00e7\u00e3o judicial que pro\u00edbe o agressor de se aproximar da v\u00edtima. Outro detalhe importante: perguntar ao plantonista se houve registro de vizinhos sendo incomodados pela gritaria de briga de casal no pr\u00e9dio. Sendo generoso, 90% das informa\u00e7\u00f5es coletadas pelos plantonistas nas reda\u00e7\u00f5es v\u00e3o para a lata de lixo. Nos jornais mais organizados essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o transformadas em relat\u00f3rios para os editores de \u00e1rea, alertando-os sobre poss\u00edveis assuntos que podem crescer e virar manchete de capa. As informa\u00e7\u00f5es que sinalizam para uma futura trag\u00e9dia est\u00e3o circulando. Precisamos treinar os plant\u00f5es das reda\u00e7\u00f5es para ficarem atentos a elas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Por exemplo, o caso de Henry: antes de ser suspeito pela morte do menino, o vereador Dr. Jairinho deixou um rastro nas delegacias de queixas de agress\u00e3o contra mulheres, reclama\u00e7\u00f5es de vizinhos de brigas de casal e por a\u00ed afora. Pelo que os policiais apuraram at\u00e9 agora, o vereador \u00e9 uma pessoa com problemas emocionais que teve v\u00e1rias rela\u00e7\u00f5es com mulheres separadas e com filhos pequenos, que ele agride. Outro caso rumoroso aconteceu em 29 de mar\u00e7o de 2008, em S\u00e3o Paulo. A menina Isabella Nardoni, cinco anos, foi agredida pela sua madrasta, Anna Carolina Jatob\u00e1, e jogada do sexto andar do pr\u00e9dio com a cumplicidade do seu pai, Alexandre Nardoni. Alexandre foi condenado a 31 anos de pris\u00e3o e Anna, a 26. Quatro anos depois, em 4 de abril de 2014, na cidade de Tr\u00eas Passos (RS), o menino Bernardo Boldrini, 11 anos, foi morto pela madrasta Graciele Ugulin. Ela e o pai do menino, o m\u00e9dico Leandro Boldrini, foram presos e condenados: ele a 33 anos, e ela a 34 anos de pris\u00e3o. Toda a cidade sabia que Graciele maltratava o menino. Tanto que o caso j\u00e1 tinha chegado ao Forum e ao Conselho Tutelar. S\u00f3 a imprensa n\u00e3o sabia. Inclusive eu, que pelo menos duas vezes por ano passava pela cidade em busca de hist\u00f3rias para escrever.<\/p>\n\n\n\n<p>O que mant\u00e9m os tabus das reda\u00e7\u00f5es s\u00e3o os colegas que ainda acreditam que se o jornal n\u00e3o der a mat\u00e9ria, o assunto n\u00e3o existe. Isso acabou h\u00e1 muitos anos, e o tiro de miseric\u00f3rdia nesse tipo de atitude foi dado pelas novas tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o. No caso espec\u00edfico das rela\u00e7\u00f5es conflituosas entre enteados, padrastos e madrastas, que t\u00eam gerado crimes horr\u00edveis como os tr\u00eas que citei, o editor tem o direito de n\u00e3o publicar um assunto se ach\u00e1-lo irrelevante. Mas precisa saber o que est\u00e1 acontecendo. As grandes empresas de jornalismo do Brasil est\u00e3o contando os centavos. Isso significa que s\u00e3o escassos os recursos em pessoal e estrutura para investir em um assunto. O que torna ainda mais essencial reorganizar o fluxo de informa\u00e7\u00f5es despejadas dentro dos jornais pelos plant\u00f5es. Casos como o do Henry, da Isabella e do Bernardo v\u00e3o continuar surgindo. Antes de terminar a nossa conversa. Lembram das filhas do delegado que citei l\u00e1 no meio do texto? Elas, o padrasto e a m\u00e3e nunca tiveram problemas. O pai delas se aposentou e continua morando no interior.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por ser considerado um assunto tabu, a imprensa n\u00e3o noticia casos de rela\u00e7\u00f5es de conflito entre enteados, padrastos e madrastas. At\u00e9 acontecer uma morte como \u00e9 a do menino Henry Borel, quatro anos, no Rio de Janeiro. O garoto vivia com a m\u00e3e, professora Monique Medeiros, e o padrasto, m\u00e9dico e vereador Jairo Souza Santos <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/04\/08\/poderiam-ter-sido-evitadas-as-mortes-de-henry-isabella-nardoni-e-bernardo-boldrini\/\">Read More&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[2172,2173],"class_list":["post-4335","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-henry","tag-isabella-nardoni"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7Requ-17V","jetpack-related-posts":[{"id":4360,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/04\/14\/iniciacao-de-um-serial-killer-a-historia-do-dr-jairinho-o-torturador-e-matador-do-menino-henry\/","url_meta":{"origin":4335,"position":0},"title":"Inicia\u00e7\u00e3o de um serial killer: a hist\u00f3ria do Dr. Jairinho, o torturador e matador do menino Henry","author":"Carlos Wagner","date":"14 de abril de 2021","format":false,"excerpt":"O que acontecia entre as quatro paredes com o Dr. Jairinho e as suas v\u00edtimas? Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o A hist\u00f3ria conhecida do torturador e matador do menino Henry. Morador de endere\u00e7os elegantes no Rio de Janeiro, jovem, bem-apessoado, m\u00e9dico, vereador do Rio e dono de um discurso articulado e criativo. Essa\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/doutor.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/doutor.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/doutor.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x"},"classes":[]},{"id":4343,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/04\/10\/por-que-a-mae-de-henry-protege-o-homem-que-torturou-e-matou-o-seu-filho\/","url_meta":{"origin":4335,"position":1},"title":"Por que a m\u00e3e de Henry protege o homem que torturou e matou o seu filho?","author":"Carlos Wagner","date":"10 de abril de 2021","format":false,"excerpt":"Pai do Henry acreditava que m\u00e3e (Monique Medeiros) fosse proteger o filho deles. Por que ela decidiu ao contr\u00e1ro? Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Os investigadores da Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro j\u00e1 t\u00eam uma respeit\u00e1vel quantidade de provas t\u00e9cnicas e depoimentos mostrando que a professora Monique Medeiros protegeu e facilitou a\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Monique.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Monique.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Monique.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x"},"classes":[]},{"id":5840,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2022\/07\/19\/por-que-bolsonaro-insiste-no-caso-da-menina-catarinense-estuprada\/","url_meta":{"origin":4335,"position":2},"title":"Por que  Bolsonaro insiste  no caso da menina catarinense estuprada?","author":"Carlos Wagner","date":"19 de julho de 2022","format":false,"excerpt":"Os estrategista da reelei\u00e7\u00e3o do presidente est\u00e3o tentado atrair Lula para o debate sobre aborto. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o. \u00c9 crueldade para com a fam\u00edlia e os brasileiros de um modo geral a insist\u00eancia do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) em usar o caso do estupro de uma menina de 11\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/disputaaborto.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":2700,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2019\/03\/14\/por-que-ninguem-acreditou-no-menino-bernardo\/","url_meta":{"origin":4335,"position":3},"title":"Por que ningu\u00e9m acreditou no menino Bernardo?","author":"Carlos Wagner","date":"14 de mar\u00e7o de 2019","format":false,"excerpt":"A cultura do interior do Estado de respeito pelo trabalho do m\u00e9dico foi uma das respons\u00e1veis pelo grito de socorro do Bernardo n\u00e3o ter ouvido. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o. \u00c9 parte da cultura dos moradores das pequenas e m\u00e9dias cidades ga\u00fachas serem respeitosos com quatro personagens da comunidade: o delegado de pol\u00edcia,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/bernardo5.jpg?resize=350%2C200","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/bernardo5.jpg?resize=350%2C200 1x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/bernardo5.jpg?resize=525%2C300 1.5x"},"classes":[]},{"id":7188,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2023\/09\/22\/quem-treinou-o-policial-da-prf-que-atirou-e-matou-a-menina-heloisa\/","url_meta":{"origin":4335,"position":4},"title":"Quem treinou o policial da PRF que atirou e matou a menina Helo\u00edsa?","author":"Carlos Wagner","date":"22 de setembro de 2023","format":false,"excerpt":"As estat\u00edsticas mostram que alguma coisa est\u00e1 errada nas academias\u00a0de\u00a0pol\u00edcia Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Errar, todos os rep\u00f3rteres erram. Admitir o erro faz parte da nossa vida. Mas escrever bobagens \u00e9 uma outra hist\u00f3ria, porque \u00e9 algo que pode ser evitado. Aprendi essa li\u00e7\u00e3o nos meus primeiros anos na reda\u00e7\u00e3o de um\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/heloisamorta5000.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/heloisamorta5000.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/heloisamorta5000.jpeg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x"},"classes":[]},{"id":2978,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2019\/09\/24\/a-menina-agatha-foi-vitima-da-politica-de-seguranca-publica-do-governo-do-rio-de-combater-o-terror-com-o-terror\/","url_meta":{"origin":4335,"position":5},"title":"A menina \u00c1gatha foi v\u00edtima da pol\u00edtica de seguran\u00e7a p\u00fablica do governo do Rio de combater o terror com o terror","author":"Carlos Wagner","date":"24 de setembro de 2019","format":false,"excerpt":"A manina \u00c1gatha faz parte da longa fila de mortos por balas perdidas nas favelas cariocas. At\u00e9 quando? Foto: reprodu\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria das grandes guerras mostra que sempre que um ex\u00e9rcito estrangeiro ocupa um territ\u00f3rio n\u00e3o consegue consolidar a sua conquista. Foi assim com a ocupa\u00e7\u00e3o de pa\u00edses europeus, entre\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/%C3%A1gatha.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/%C3%A1gatha.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/%C3%A1gatha.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/%C3%A1gatha.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x"},"classes":[]}],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4335","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4335"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4335\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4340,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4335\/revisions\/4340"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4335"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4335"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4335"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}