{"id":4392,"date":"2021-04-25T08:53:42","date_gmt":"2021-04-25T11:53:42","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=4392"},"modified":"2021-04-25T08:53:42","modified_gmt":"2021-04-25T11:53:42","slug":"quando-o-jornalista-precisa-trocar-de-lugar-com-o-leitor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/04\/25\/quando-o-jornalista-precisa-trocar-de-lugar-com-o-leitor\/","title":{"rendered":"Quando o jornalista precisa trocar de lugar com o leitor"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"4393\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/04\/25\/quando-o-jornalista-precisa-trocar-de-lugar-com-o-leitor\/midia\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/midia.jpg?fit=275%2C183&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"275,183\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"midia\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/midia.jpg?fit=275%2C183&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/midia.jpg?resize=605%2C403&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4393\" width=\"605\" height=\"403\"\/><figcaption>\u00c9 fundamental para explicar o fato ao leitor o rep\u00f3rter entender bem a hist\u00f3ria que vai contar. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>H\u00e1 momentos na vida do jornalista que ele precisa trocar de lugar com o leitor para melhor entender a situa\u00e7\u00e3o e conseguir escrever a hist\u00f3ria. Uma dessas ocasi\u00f5es \u00e9 agora, quando precisamos explicar a contabilidade que envolve a aplica\u00e7\u00e3o da segunda dose da vacina contra a Covid-19. Vamos aos fatos. Estamos informando h\u00e1 pelo menos tr\u00eas semanas que em torno de 1,5 milh\u00e3o de brasileiros que j\u00e1 haviam recebido a primeira dose da vacina n\u00e3o apareceram para tomar a segunda dose, em torno de 6% dos vacinados. No Rio Grande do Sul, entre os 19.334 que n\u00e3o tomaram a segunda dose, 10.352 eram profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade. Antes de seguir adiante com a hist\u00f3ria, vou falar de \u201cuns neg\u00f3cios\u201d \u2013 ou de \u201cuns trens\u201d, como dizem os colegas mineiros \u2013 que considero importantes para a nossa conversa.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos aos \u201ctrens\u201d. As faculdades de jornalismo nos ensinam os pilares da profiss\u00e3o, como as quest\u00f5es t\u00e9cnicas e \u00e9ticas exigidas no cumprimento do nosso of\u00edcio. Mas, como em todas profiss\u00f5es, a lida di\u00e1ria vai dar ao jornalista ainda mais conhecimento para o bom exerc\u00edcio do seu trabalho. Certa vez, na d\u00e9cada de 80, escrevi uma reportagem a respeito de uma m\u00e9dica e um brigadiano (como s\u00e3o chamados os policiais militares pelos ga\u00fachos) que se envolveram em uma briga na ala da emerg\u00eancia de um hospital de Porto Alegre. O motivo: houve um acidente com uma menina e ela foi levada at\u00e9 o hospital em que a m\u00e9dica prestava atendimento. Ap\u00f3s administrar os primeiros socorros, a m\u00e9dica disse ao brigadiano para transferi-la para outra emerg\u00eancia. Os dois acabaram se xingando e, no meio da discuss\u00e3o, ela disse que o soldado estava com h\u00e1lito de bebida alco\u00f3lica. Recebeu voz de pris\u00e3o e tudo acabou numa delegacia da Pol\u00edcia Civil. Eu estava de plant\u00e3o no jornal. Fui l\u00e1 e fiz uma mat\u00e9ria \u201cp\u00e3o, p\u00e3o, queijo, queijo\u201d, como se diz quando o rep\u00f3rter faz um relato frio dos fatos, sem saber por que eles aconteceram. Publicada a mat\u00e9ria, recebi a liga\u00e7\u00e3o de um homem, de fala mansa, que se identificou como parente de um dos envolvidos na briga. No meio da conversa, ele me perguntou por que n\u00e3o me coloquei no lugar da m\u00e9dica e do policial para saber o motivo da explos\u00e3o. Fiz o exerc\u00edcio sugerido e constatei que os dois estavam no \u00faltimo grau de estresse: a m\u00e9dica, por trabalhar em uma emerg\u00eancia sem condi\u00e7\u00f5es adequadas de atendimento e altamente demandada pela sua proximidade com vilas populares; e o brigadiano, que trabalhava em um carro com problemas mec\u00e2nicos, armado com um rev\u00f3lver calibre .38 e recebendo um sal\u00e1rio miser\u00e1vel para enfrentar bandidos que andavam em carr\u00f5es e estavam armados de fuzis.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa hist\u00f3ria aconteceu h\u00e1 mais de 40 anos. O que lembro \u00e9 que a m\u00e9dica seguiu na sua carreira profissional, o brigadiano na dele, e da acidentada n\u00e3o recordo com exatid\u00e3o o seu destino. Depois desse epis\u00f3dio, sempre que me enrolava para contar uma hist\u00f3ria, me colocava no lugar do leitor. Imaginem: ele vai ler uma hist\u00f3ria que nem o rep\u00f3rter sabe por que aconteceu. Voltando ao nosso assunto. Colegas, coloquem-se no lugar do nosso leitor, uma pessoa que fez a primeira dose do imunizante. Ele est\u00e1 contando os dias para receber a segunda dose, porque n\u00f3s o avisamos nos notici\u00e1rios que o \u201cbicho est\u00e1 pegando\u201d: mais de 3 mil pessoas morrem diariamente de Covid, as redes de hospitais p\u00fablicos e privados colapsaram, faltam kits de rem\u00e9dios para entuba\u00e7\u00e3o, h\u00e1 car\u00eancia de oxig\u00eanio hospitalar e as UTIs est\u00e3o lotadas. Mais ainda: a vacina\u00e7\u00e3o segue \u00e0 conta-gotas enquanto o cont\u00e1gio do v\u00edrus vai a galope for\u00e7ado. Da\u00ed publicamos que 1,5 milh\u00e3o de pessoas n\u00e3o foram tomar a segunda dose. Listamos hip\u00f3teses poss\u00edveis para o que pode ter acontecido, entre elas: morte, falta de transporte no caso dos acamados, medo devido a fake news e outros motivos. E a cereja do bolo: aqui e ali, come\u00e7aram a aparecer informa\u00e7\u00f5es de que est\u00e3o faltando vacinas para a segunda dose em v\u00e1rias pequenas cidades do interior, principalmente nos estados do Sul do Brasil. A primeira coisa que gostaria de saber como leitor \u00e9 quem s\u00e3o as pessoas que n\u00e3o foram tomar a segunda dose. Tenho visto tudo que se publicou at\u00e9 hoje (24\/02) nos jornais (papel e sites), r\u00e1dios, TVs (aberta e cabo) e outras plataformas de comunica\u00e7\u00e3o. Claro que pode ter me escapado alguma mat\u00e9ria. Mas n\u00e3o encontrei nenhum conte\u00fado jornal\u00edstico investigativo sobre o assunto. Est\u00e1 realmente faltando vacinas para a segunda dose? Se isso est\u00e1 acontecendo, \u00e9 por desorganiza\u00e7\u00e3o das prefeituras? Ou os prefeitos foram ing\u00eanuos de acreditar no ent\u00e3o ministro da Sa\u00fade, o general da ativa do Ex\u00e9rcito Eduardo Pazuello, que recomendou que as vacinas reservadas para a segunda dose fossem usadas para aplicar a primeira dose em outras pessoas? Os rep\u00f3rteres sequer foram conversar com quem n\u00e3o tomou a segunda dose.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhe\u00e7o reda\u00e7\u00e3o de jornal e sei que esse tipo de mat\u00e9ria custa caro, porque o rep\u00f3rter precisa sair a campo. E que existe uma crise econ\u00f4mica nas grandes empresas de comunica\u00e7\u00e3o. Mas o neg\u00f3cio \u00e9 o seguinte: mandar um rep\u00f3rter a campo esclarecer essa hist\u00f3ria \u00e9 um baita investimento para aumentar o prest\u00edgio do jornal e tamb\u00e9m o n\u00famero de assinantes. Hoje os meios de comunica\u00e7\u00e3o costumam alardear a contribui\u00e7\u00e3o dos seus leitores com pautas, cr\u00edticas e ideias. Mas essas sugest\u00f5es, antes de irem ao ar ou serem publicadas como coment\u00e1rios, passam por um filtro. Os brasileiros hoje est\u00e3o na maior enrascada de suas vidas devido a pandemia causada pela Covid-19 e pela pol\u00edtica negacionista do governo do presidente Jair Bolsonaro em rela\u00e7\u00e3o ao poder de cont\u00e1gio e letalidade do v\u00edrus. As \u00fanicas ferramentas que o nosso leitor tem para navegar no meio dessa confus\u00e3o s\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es das nossas mat\u00e9rias. Da\u00ed a import\u00e2ncia de nos colocarmos no lugar dele para sabermos que se estamos fazendo a coisa certa. O sil\u00eancio do leitor sobre o nosso trabalho n\u00e3o significa que ele esteja satisfeito.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 momentos na vida do jornalista que ele precisa trocar de lugar com o leitor para melhor entender a situa\u00e7\u00e3o e conseguir escrever a hist\u00f3ria. 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