{"id":458,"date":"2017-10-03T14:13:16","date_gmt":"2017-10-03T17:13:16","guid":{"rendered":"http:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=458"},"modified":"2017-10-05T00:32:37","modified_gmt":"2017-10-05T03:32:37","slug":"que-ensinamento-o-leitor-deixa-para-os-novos-reporteres-ao-cancelar-assinatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2017\/10\/03\/que-ensinamento-o-leitor-deixa-para-os-novos-reporteres-ao-cancelar-assinatura\/","title":{"rendered":"Que ensinamento o leitor deixa para os novos rep\u00f3rteres ao cancelar assinatura?"},"content":{"rendered":"<p>Todo vez que um leitor de jornal papel ou online cancela a sua assinatura, ele ensina ao rep\u00f3rter uma li\u00e7\u00e3o. Saber procurar o ensinamento e decifr\u00e1-lo \u00e9 fundamental para a sobreviv\u00eancia profissional do rep\u00f3rter. Esse ponto de vista eu tenho defendido em minhas palestras e conversas informais com os jovens rep\u00f3rteres e os professores de faculdades de jornalismo. No meio do ano, eu conversei sobre esse assunto com rep\u00f3rteres de todos os cantos do Brasil, durante a realiza\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/congresso.abraji.org.br\/\">12\u00aa Encontro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)<\/a>,em S\u00e3o Paulo, onde fui honrado com uma homenagem.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/blogs.jornaldaparaiba.com.br\/clube\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2015\/03\/unnamed-1-1.jpg?resize=266%2C355\" width=\"266\" height=\"355\" \/><\/p>\n<p>Antes de seguir com o papo, considero importante colocar na mesa algumas informa\u00e7\u00f5es. A minha gera\u00e7\u00e3o de rep\u00f3rteres, que come\u00e7aram a carreira nos anos 70, viveu na era da abund\u00e2ncia, em que os grandes grupos empresariais de comunica\u00e7\u00e3o eram economicamente fortes. E o que se passava com o leitor era um assunto que raramente fazia parte das conversas entre os rep\u00f3rteres, tanto dentro da reda\u00e7\u00e3o quanto nas mesas dos botecos. Por ter come\u00e7ado a trabalhar em jornal no departamento de circula\u00e7\u00e3o \u2013 respons\u00e1vel pela coloca\u00e7\u00e3o dos jornais nas bancas e esquinas e pela entrega de assinaturas \u2013, aprendi desde cedo a import\u00e2ncia de observar o comportamento do leitor.<\/p>\n<p>At\u00e9 a metade dos anos 70, a principal maneira de vender o jornal era a avulsa \u2013 que acontecia nas bancas e nas esquinas das cidades. Na avulsa, vendia quem tinha a melhor manchete de capa. O aperfei\u00e7oamento do sistema de assinaturas acabou com a venda avulsa. E isso determinou uma mudan\u00e7a de poder nas reda\u00e7\u00f5es. O rep\u00f3rter\u00a0 &#8220;furuncador&#8221; que vendia jornal perdeu o poder para um jornalista tecnicamente muito mais preparado \u2013 por ter frequentado boas escolas e ter uma vis\u00e3o globalizada dos fatos. Esse novo personagem nas reda\u00e7\u00f5es implantou a chamada reportagem-tese, que consistia em ter uma boa ideia sobre um assunto que os editores decidiam que era do agrado do leitor. A ideia era rodeada por depoimentos de entrevistados, informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e boas fotos e se transformava na principal reportagem do jornal.<\/p>\n<p>A reportagem-tese implantou e consolidou nos jornais uma mudan\u00e7a importante no conte\u00fado das mat\u00e9rias: na venda avulsa, os conte\u00fados vinham das ruas para a reda\u00e7\u00e3o. Na assinatura, da reda\u00e7\u00e3o para as ruas. Em termos simples, podemos interpretar essa mudan\u00e7a de fluxo assim: o jornal j\u00e1 estava vendido. N\u00e3o interessava mais a manchete. Para as empresas, a venda de assinaturas foi um grande neg\u00f3cio, porque elas adiantavam as receitas \u2013 que antes dependiam da venda avulsa \u2013, e a carteira de assinantes era uma ferramenta importante na hora de vender an\u00fancios. Pesquisas feitas por universidades \u2013 que podem ser encontradas na internet \u2013 mostram que, por um bom tempo, os an\u00fancios cobriram mais de 50% do custo da publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o contexto quando chega a populariza\u00e7\u00e3o do uso da internet. Os grandes grupos de comunica\u00e7\u00e3o migram para a internet, levando um v\u00edrus mortal: a cren\u00e7a de que \u00e9 a reda\u00e7\u00e3o que sabe o que o leitor precisa ler, ouvir e ver. O financiador desse sistema, o anunciante, saiu de cena. Ele migrou para novas formas de venda bem mais em conta, trazidas pelo uso da internet. Com a fuga dos anunciantes, restou o leitor. \u00c9 dentro desse contexto que os rep\u00f3rteres novatos devem ouvir com muita aten\u00e7\u00e3o os motivos pelos quais os assinantes cancelaram suas assinaturas dos jornais papel e online, das revistas e das TVs a cabo.<\/p>\n<p>Conversei com ex-assinantes em cinco estados e com empresas distribuidoras de jornais e revistas. E o que me relataram eu tenho conversado em palestras com estudantes e rep\u00f3rteres novatos e nas reda\u00e7\u00f5es dos jornais e das r\u00e1dios do interior do Brasil. O meu relato n\u00e3o \u00e9 cient\u00edfico. \u00c9 uma conversa de um rep\u00f3rter calejado pelo tempo. Tenho 40 anos de estrada, 36 pr\u00eamios de jornalismo e 17 livros escritos. De tudo o que ouvi de ex-assinantes e de distribuidores de jornais e revistas, uma coisa merece todo a nossa aten\u00e7\u00e3o. Todos eles reclamaram que as mesmas not\u00edcias se repetiam ao longo do dia, em todas as plataformas \u2013 papel, site, r\u00e1dios e TVs. Sem, pelo menos, serem atualizadas. Nessas conversas que tive com os ex-assinantes, eu me dei conta de um fato que gostaria de compartilhar com os professores das faculdades de jornalismo e pesquisadores do ramo. Todos os departamentos de circula\u00e7\u00e3o dos grandes grupos de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 jornais, r\u00e1dios e TVs \u2013 t\u00eam relat\u00f3rios di\u00e1rios com informa\u00e7\u00f5es preciosas sobre os motivos que levaram o assinante a cancelar a sua assinatura. Analisar esses relat\u00f3rios \u00e9 fundamental para o futuro do jornalismo. N\u00e3o h\u00e1 uma lei que obrigue as empresas a dar acesso a esses relat\u00f3rios. Mas d\u00e1 para negociar.<\/p>\n<p>O momento atual \u00e9 cruel para o rep\u00f3rter: demiss\u00f5es, baixos sal\u00e1rios, excesso de trabalho e um leitor extremamente exigente. A diminui\u00e7\u00e3o do tamanho dos grandes grupos de comunica\u00e7\u00e3o fez nascer um v\u00e1cuo que tornou-se um ber\u00e7\u00e1rio para um novo rep\u00f3rter que est\u00e1 sendo gerado.\u00a0 Esse novo profissional n\u00e3o sai da faculdade para procurar emprego em uma reda\u00e7\u00e3o. Ele monta o seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio. Aqui, quero chamar aten\u00e7\u00e3o para o seguinte: jornalista montar o seu neg\u00f3cio \u00e9 uma coisa velha no mundo. Lembro que, quando estive trabalhando na Guerra Civil de Angola (1975 a 2002), todos os correspondentes de guerra com quem cruzei por l\u00e1, com exce\u00e7\u00e3o dos chineses, tinham suas empresas e vendiam os seus conte\u00fados. Conversei e enchi a cara com um rep\u00f3rter franc\u00eas e outro ingl\u00eas e falamos muito sobre como eles trabalhavam. Parte do dinheiro que eles ganhavam era reservada para financiar a pr\u00f3xima cobertura. Aqui no Brasil, a maneira como a imprensa alternativa operava durante os governos militares (1964 a 1985) \u00e9 um dos caminhos que podem ser trilhados pelas novas gera\u00e7\u00f5es de rep\u00f3rteres.<\/p>\n<p>Jamais na hist\u00f3ria da imprensa brasileira uma gera\u00e7\u00e3o de rep\u00f3rteres teve tantas chances de ser dona do pr\u00f3prio nariz como a atual. Vejamos: o barateamento das novas tecnologias (internet e equipamentos) baixou enormemente os custos das coberturas. A forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do rep\u00f3rter foi aperfei\u00e7oada (ele fala v\u00e1rios idiomas) e a exist\u00eancia de ONGs ao redor do mundo ajuda muito o acesso a informa\u00e7\u00f5es. Mas a garantia para que tudo isso saia certo \u00e9 conhecer as informa\u00e7\u00f5es dos motivos que levaram os leitores a cancelar suas assinaturas. Sem essas informa\u00e7\u00f5es, o erro pode se repetir. O que ser\u00e1 fatal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todo vez que um leitor de jornal papel ou online cancela a sua assinatura, ele ensina ao rep\u00f3rter uma li\u00e7\u00e3o. Saber procurar o ensinamento e decifr\u00e1-lo \u00e9 fundamental para a sobreviv\u00eancia profissional do rep\u00f3rter. 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