{"id":4936,"date":"2021-11-12T05:57:05","date_gmt":"2021-11-12T08:57:05","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=4936"},"modified":"2021-11-12T05:57:05","modified_gmt":"2021-11-12T08:57:05","slug":"quem-garante-a-qualidade-da-erva-mate-do-chimarrao-da-gauchada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/11\/12\/quem-garante-a-qualidade-da-erva-mate-do-chimarrao-da-gauchada\/","title":{"rendered":"Quem garante a qualidade da erva-mate do chimarr\u00e3o da gauchada?"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"4937\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/11\/12\/quem-garante-a-qualidade-da-erva-mate-do-chimarrao-da-gauchada\/chimarrao10\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/chimarrao10.jpg?fit=300%2C168&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"300,168\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"chimarrao10\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/chimarrao10.jpg?fit=300%2C168&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/chimarrao10.jpg?resize=577%2C323&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4937\" width=\"577\" height=\"323\"\/><figcaption>A erva do chimarr\u00e3o \u00e9 fundamental na vida dos seus apreciadores. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Por sua natureza, o ga\u00facho e seus descendentes espalhados pelas fronteiras agr\u00edcolas do Brasil e de pa\u00edses vizinhos s\u00e3o um povo dividido e radicalizado na pol\u00edtica, no esporte e na cultura. Poucos assuntos os unem. Um deles \u00e9 o chimarr\u00e3o, tamb\u00e9m chamado de mate ou amargo. Pelo respeito que se tem pelo mate \u00e9 dif\u00edcil acreditar que exista algu\u00e9m que tenha coragem de adulterar a erva-mate. Mas existe. Descobri isso no in\u00edcio dos anos 90, lembro-me bem como foi. Na metade da d\u00e9cada de 80 eu engatinhava na reportagem investigativa e sempre ficava contente quando um jornalista experiente me atirava uma \u201cbatata quente\u201d, porque era uma oportunidade de mostrar o meu trabalho. Um dia, depois do tumulto do fechamento da reda\u00e7\u00e3o, estava conversando abobrinhas com um editor quando o Danilo Ucha, um jornalista veterano especializado em arte, cultura, economia e autor de v\u00e1rios livros, me perguntou se eu queria me incomodar. A resposta foi um sonoro \u201cclaro que quero\u201d. Ele explicou: \u201cTem gente adulterando a erva-mate. Aqui tem uma lista de nomes\u201d. A lista estava escrita a caneta em uma lauda. Ucha nasceu em Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, l\u00e1 se toma mate com erva forte. Faleceu em 2016 e sempre que cruzava com ele em alguma cobertura jornal\u00edstica a gente falava sobre a pauta da erva-mate.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de continuar contando a hist\u00f3ria uma explica\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o \u00e9 jornalista veterano ou n\u00e3o \u00e9 do ramo. Cham\u00e1vamos de lauda a folha de papel em que redig\u00edamos a mat\u00e9ria na m\u00e1quina de escrever. O que diferenciava a lauda de uma folha de papel comum era a marca\u00e7\u00e3o do n\u00famero de linhas e de caracteres por linha, o que dava uma medida aproximada do tamanho que o texto ocuparia na p\u00e1gina do jornal. Continuando a hist\u00f3ria. Viajei durante duas semanas fazendo a pauta do Ucha. Descobri que estavam colocando a\u00e7\u00facar durante o processo de moagem da erva-mate. Acontecia o seguinte. As ervateiras compravam as folhas da erva-mate de produtores argentino, que s\u00e3o mais amargas do que as folhas brasileiras. E adicionavam a\u00e7\u00facar para suaviz\u00e1-las. Sem informar ao consumidor, o que colocava em risco a sa\u00fade dos diab\u00e9ticos. E tamb\u00e9m afetando a qualidade do chimarr\u00e3o. Outra pr\u00e1tica ilegal e muito perigosa para a sa\u00fade era moer folhas de outras plantas junto com as de erva-mate para aumentar o volume. Sem bem lembro, na \u00e9poca fiz uma reportagem de duas p\u00e1ginas no jornal denunciando uma s\u00e9rie de irregularidades. A mat\u00e9ria provocou um alarido entre os leitores porque ningu\u00e9m imaginava que existissem pessoas com coragem de fraudar o chimarr\u00e3o, uma institui\u00e7\u00e3o dos ga\u00fachos. Depois da reportagem foram feitas v\u00e1rias leis para controlar a qualidade da erva-mate, uma delas obrigando as ervateiras a informar na embalagem sobre a adi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar ao produto. Anos depois (1996, 2011 e 2019), andei pelas fronteiras agr\u00edcolas povoadas pelos ga\u00fachos e seus descendentes e fui lembrado por v\u00e1rios agricultores da reportagem sobre a erva-mate. Uma explica\u00e7\u00e3o para os jovens rep\u00f3rteres. As regi\u00f5es ainda desabitadas do Centro-Oeste do Brasil eram chamadas de fronteiras agr\u00edcolas. Empresas de coloniza\u00e7\u00e3o e o governo federal, atrav\u00e9s do Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra), povoaram essas regi\u00f5es com agricultores de todos os estados brasileiros. O maior n\u00famero foi de ga\u00fachos e seus descendentes, que j\u00e1 haviam povoado o oeste de Santa Catarina e do Paran\u00e1. A s\u00e9rie de reportagens que fiz foi chamada de&nbsp;<em>Brasil de Bombachas<\/em>&nbsp;e posteriormente transformada em livros. Fim da explica\u00e7\u00e3o. Voltando \u00e0 nossa conversa.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00f3 por ser um consumidor de chimarr\u00e3o, mas tamb\u00e9m levado pela curiosidade da minha profiss\u00e3o de rep\u00f3rter, sempre estou atento \u00e0 qualidade da erva-mate. Por serem v\u00e1rios os fatores que influenciam na qualidade do produto, o sabor de uma mesma marca de erva \u00e9 diferente de pacote para pacote. H\u00e1 tamb\u00e9m uma grande diferen\u00e7a de sabor entre a erva nativa, aquela que nasce naturalmente no meio do mato, e a cultivada, que tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como \u201cda ro\u00e7a\u201d, por ser plantada. Agora, essas varia\u00e7\u00f5es de sabor provocadas pelo clima, origem da folha e at\u00e9 a maneira como \u00e9 armazenada n\u00e3o t\u00eam nada a ver com os danos causados ao produto por sacanagem do ervateiro. \u00c9 justamente aqui que a imprensa precisa entrar em campo e fiscalizar. E tamb\u00e9m os ervateiros que trabalham de maneira s\u00e9ria precisam ficar atentos \u00e0 infiltra\u00e7\u00e3o de safados no ramo e denunci\u00e1-los. Lembro que durante muito tempo recebia liga\u00e7\u00f5es de empres\u00e1rios do ramo me alertando sobre picaretagens. Entendo por que a erva-mate \u00e9 um assunto de p\u00e9 de p\u00e1gina na imprensa nacional. O principal motivo \u00e9 que o consumo se restringe aos ga\u00fachos e seus descendentes. Atualmente s\u00e3o produzidas 900 mil toneladas anuais. Mas n\u00e3o entendo porque a imprensa do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso n\u00e3o se interessam pelo assunto, j\u00e1 que a maioria dos habitantes desses estados \u00e9 consumidor do chimarr\u00e3o e do terer\u00e9 (mate gelado).<\/p>\n\n\n\n<p>A imprensa desses estados deveria prestar mais aten\u00e7\u00e3o nos assuntos de interesse dos seus leitores. Lembro os colegas que um dos ensinamentos que se aprende na lida de rep\u00f3rter \u00e9 que qualquer tipo de alimento ou bebida merece aten\u00e7\u00e3o pelo seu elevado potencial de causar danos \u00e0 sa\u00fade em caso de adultera\u00e7\u00e3o ou contamina\u00e7\u00e3o. Nos dias atuais a quest\u00e3o dos alimentos e bebidas \u00e9 tratada pela imprensa com o foco na maneira como s\u00e3o consumidos e os benef\u00edcios que trazem para a sa\u00fade. Conhe\u00e7o o Brasil de norte a sul e de leste a oeste. Existe muita sacanagem no setor de alimentos, como carne clandestina. A falta de jornalistas especializados nesse ramo nas reda\u00e7\u00f5es \u00e9 um fato. Tenho defendido nas conversas que tenho com alunos dos cursos de jornalismo que a nossa profiss\u00e3o exige que a gente conhe\u00e7a um pouco de cada assunto. E que seja especializado em dois ou tr\u00eas. A quest\u00e3o da sanidade dos alimentos \u00e9 um setor carente de jornalistas especializados. Fica a dica para os futuros colegas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por sua natureza, o ga\u00facho e seus descendentes espalhados pelas fronteiras agr\u00edcolas do Brasil e de pa\u00edses vizinhos s\u00e3o um povo dividido e radicalizado na pol\u00edtica, no esporte e na cultura. Poucos assuntos os unem. Um deles \u00e9 o chimarr\u00e3o, tamb\u00e9m chamado de mate ou amargo. 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