{"id":4965,"date":"2021-11-23T08:24:09","date_gmt":"2021-11-23T11:24:09","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=4965"},"modified":"2021-11-23T08:25:32","modified_gmt":"2021-11-23T11:25:32","slug":"nervos-a-flor-da-pele-nas-redacoes-por-conta-das-demissoes-e-da-carga-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/11\/23\/nervos-a-flor-da-pele-nas-redacoes-por-conta-das-demissoes-e-da-carga-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Nervos \u00e0 flor da pele nas reda\u00e7\u00f5es por conta das demiss\u00f5es e da carga de trabalho"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"4966\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/11\/23\/nervos-a-flor-da-pele-nas-redacoes-por-conta-das-demissoes-e-da-carga-de-trabalho\/multijornalista\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/multijornalista.jpg?fit=318%2C159&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"318,159\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"multijornalista\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/multijornalista.jpg?fit=318%2C159&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/multijornalista.jpg?resize=616%2C308&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-4966\" width=\"616\" height=\"308\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/multijornalista.jpg?w=318&amp;ssl=1 318w, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/multijornalista.jpg?resize=300%2C150&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><figcaption>O rep\u00f3rter  faz texto, \u00e1udio, v\u00eddeo e foto.  N\u00e3o sobra tempo para  apostar na apura\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o. Foto:  Reprodu\u00e7\u00e3o.   <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A imprensa do Brasil vive um dos seus melhores momentos de relev\u00e2ncia para o leitor na cobertura da disputa pol\u00edtica, da crise sanit\u00e1ria provocada pela pandemia da Covid-19 e de outros rolos di\u00e1rios. Mas o que o leitor n\u00e3o sabe \u00e9 que a qualidade dos conte\u00fados se deve ao empenho pessoal de rep\u00f3rteres, editores, colunistas e outros profissionais nas reda\u00e7\u00f5es. Por qu\u00ea? Nos dias de hoje, nas reda\u00e7\u00f5es, falta de tudo um pouco: rep\u00f3rteres, dinheiro para investir na apura\u00e7\u00e3o de reportagens investigativas e equipamentos. Seja um rep\u00f3rter experiente com nome consagrado no mercado de trabalho. Ou um jovem talentoso que rec\u00e9m come\u00e7ou na carreira. Nenhum deles t\u00eam certeza de que o seu emprego estar\u00e1 l\u00e1 no dia seguinte. Mesmo nos tempos de dinheiro abundante sempre faltava alguma coisa e aconteciam demiss\u00f5es. Mas o que est\u00e1 acontecendo hoje \u00e9 um exagero. E o que vem por a\u00ed \u00e9 simplesmente um dos maiores desafios da hist\u00f3ria do jornalismo brasileiro: a cobertura das elei\u00e7\u00f5es de 2022, que promete ser complicada e estressante.<\/p>\n\n\n\n<p>Como chegamos a essa situa\u00e7\u00e3o? A maioria dos jornalistas sabe, porque \u00e9 conversa forte entre n\u00f3s nas mesas dos botecos. Vou explicar para quem n\u00e3o \u00e9 jornalista. L\u00e1 pelos anos 2000, quando as novas tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a se popularizar no Brasil, surgiram os problemas para as grandes empresas jornal\u00edsticas. At\u00e9 ent\u00e3o, por uma estrat\u00e9gia de neg\u00f3cios, as empresas investiam em eficientes departamentos de assinatura de suas publica\u00e7\u00f5es e aperfei\u00e7oavam a capta\u00e7\u00e3o de an\u00fancios. O que isso significava? Que os conte\u00fados jornal\u00edsticos produzidos j\u00e1 estavam vendidos. Portanto, n\u00e3o precisavam se preocupar com a qualidade. Antigamente, o jornal era vendido avulso nas esquinas das cidades pelos jornaleiros, e vendia mais que tivesse a melhor manchete. Com o passar dos anos, os jornais brasileiros foram se tornando burocr\u00e1ticos. Com a chegada das novas tecnologias os anunciantes e assinantes come\u00e7aram a migrar para novas plataformas de comunica\u00e7\u00e3o. Os jornais reagiram tentando ressuscitar a qualidade dos seus conte\u00fados. Mas tomaram o caminho errado. Apostaram na extin\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias reda\u00e7\u00f5es. E na forma\u00e7\u00e3o de um novo profissional, chamado de rep\u00f3rter multim\u00eddia, porque faz texto, \u00e1udio, v\u00eddeo e foto. Enquanto isso, o sal\u00e1rio que recebe \u00e9 um dos menores da hist\u00f3ria do jornalismo. Claro, n\u00e3o tem como cobrar qualidade de um rep\u00f3rter multim\u00eddia, tal \u00e9 o volume de trabalho dele. Fiz esse relato porque comecei a minha carreira trabalhando na circula\u00e7\u00e3o de jornais e herdei dessa \u00e9poca a mania de observar como as coisas acontecem dentro da reda\u00e7\u00e3o. Voltando a contar a hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente de outros tempos, nos dias atuais as demiss\u00f5es acontecem a conta-gotas. Vez ou outra, quando demitem algu\u00e9m com nome no mercado, a not\u00edcia circula. Agora, o que est\u00e1 acontecendo de modo escancarado nas reda\u00e7\u00f5es s\u00e3o os cortes de recursos para a produ\u00e7\u00e3o de reportagens mais trabalhadas, principalmente investigativas. Poderia ser diferente a situa\u00e7\u00e3o das reda\u00e7\u00f5es? Poderia. Se l\u00e1 atr\u00e1s, quando come\u00e7ou a fuga de anunciantes e assinantes, os CEOs das empresas tivessem batido nas portas certas para decidir o rumo que o jornal deveria tomar. N\u00e3o bateram. Preferiram se aconselhar com burocratas e com quem n\u00e3o \u00e9 do ramo. Deu no que deu. No come\u00e7o da semana recebi uma liga\u00e7\u00e3o de um pensador da extrema direita, uma pessoa que conheci na \u00e9poca que fazia cobertura de conflitos agr\u00e1rios. Conversamos sobre o ex-juiz federal Sergio Moro, que se apresentou para disputar as elei\u00e7\u00f5es de 2022 e j\u00e1 est\u00e1 tirando votos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No final da conversa, ele me provocou. Disse: \u201cO \u00faltimo que sair da reda\u00e7\u00e3o apaga a luz\u201d. Conversamos j\u00e1 h\u00e1 umas tr\u00eas d\u00e9cadas. Faz parte do comportamento dele atirar uma pedra na despedida do papo. Claro que n\u00e3o respondi \u00e0 provoca\u00e7\u00e3o. Mas fiquei pensando no assunto. Lembrei do que falo nessas ocasi\u00f5es em palestras para colegas pelo interior do Brasil e estudantes de jornalismo. Que a crise \u00e9 do modelo de neg\u00f3cio das empresas de comunica\u00e7\u00e3o. Os tempos mudaram e seus dirigentes acreditaram que enchendo as reda\u00e7\u00f5es de m\u00e1quinas modernas estariam se adaptando a esses novos tempos. Deixando de lado o investimento na qualifica\u00e7\u00e3o do seu pessoal. Ali\u00e1s, algumas empresas investiram na qualifica\u00e7\u00e3o dos jornalistas. Mas estavam mais preocupadas em controlar as mentes e os cora\u00e7\u00f5es dos rep\u00f3rteres do que oferecer um curso de atualiza\u00e7\u00e3o decente. S\u00f3 sabemos que sobreviver\u00e3o porque s\u00e3o um dos pilares de sustenta\u00e7\u00e3o do nosso modo de vida. Mas nunca mais ter\u00e3o o poder que tinham antes. Novos tipos de empresas de comunica\u00e7\u00e3o est\u00e3o surgindo por todos os cantos do mundo. A maioria altamente especializada em assuntos espec\u00edficos. Boa parte dessas novas empresas foi criada por jornalistas demitidos das reda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Como disse, a crise \u00e9 do modelo de neg\u00f3cios das empresas de comunica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o do jornalismo, que continua sendo a principal arma que a popula\u00e7\u00e3o tem para se defender do autoritarismo e de outras maneiras de usurpar o poder do voto. N\u00f3s rep\u00f3rteres vamos ter que montar as nossas ag\u00eancias de conte\u00fados e tocar o barco para frente. Para arrematar a nossa conversa. O nervosismo nas reda\u00e7\u00f5es se deve ao somat\u00f3rio do clima criado pelas demiss\u00f5es e a sobrecarga de trabalho. Lembro que quando era jovem, nos anos 70, chegava \u00e0 reda\u00e7\u00e3o, escrevia um texto, entregava para o editor e saia a passos largos rumo \u00e0 mesa do boteco para conversar sobre jornalismo. Hoje um rep\u00f3rter come\u00e7a a trabalhar ao amanhecer e entra noite adentro. Claro que estou exagerando. Mas ele faz texto, \u00e1udio, v\u00eddeo e opera as redes sociais. A cobertura das elei\u00e7\u00f5es de 2022 vai ser barra-pesada porque Bolsonaro vai tentar a reelei\u00e7\u00e3o e vai jogar pesado. Mas n\u00f3s vamos sobreviver e fazer um bom trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A imprensa do Brasil vive um dos seus melhores momentos de relev\u00e2ncia para o leitor na cobertura da disputa pol\u00edtica, da crise sanit\u00e1ria provocada pela pandemia da Covid-19 e de outros rolos di\u00e1rios. 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