{"id":5205,"date":"2022-02-18T07:53:02","date_gmt":"2022-02-18T10:53:02","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=5205"},"modified":"2022-02-18T14:29:45","modified_gmt":"2022-02-18T17:29:45","slug":"avanca-o-mau-humor-nas-redacoes-dos-jornais-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2022\/02\/18\/avanca-o-mau-humor-nas-redacoes-dos-jornais-brasileiros\/","title":{"rendered":"Avan\u00e7a o mau humor nas reda\u00e7\u00f5es dos jornais brasileiros"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"5206\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2022\/02\/18\/avanca-o-mau-humor-nas-redacoes-dos-jornais-brasileiros\/mauhumor\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/mauhumor.jpg?fit=283%2C178&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"283,178\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"mauhumor\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/mauhumor.jpg?fit=283%2C178&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/mauhumor.jpg?resize=516%2C324&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5206\" width=\"516\" height=\"324\"\/><figcaption>Bolsonaro continua tentando ressuscitar os ideais dos conspiradores de 1964.  Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 para menos que o mau humor esteja avan\u00e7ando entre os jornalistas nas reda\u00e7\u00f5es do Brasil. Em plena \u00e9poca das viagens espaciais, dos transplantes de \u00f3rg\u00e3os, da internet de tudo e dos aparelhos celulares que colocam o mundo na palma da m\u00e3o de todos, n\u00f3s jornalistas temos que nos preocupar com assuntos como Terra plana, teorias da conspira\u00e7\u00e3o que questionam se as vacinas s\u00e3o eficientes ou apenas um grande teste das ind\u00fastrias farmac\u00eauticas e tentativas de reinstalar o regime militar no pa\u00eds. Al\u00e9m de outros absurdos que fazem com que o Brasil se pare\u00e7a com o enredo do filme&nbsp;<em>Jurassic Park<\/em>, fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de 1993 dirigida por Steven Spielberg em que cientistas ressuscitam dinossauros que foram extintos h\u00e1 60 milh\u00f5es de anos. Nos dias atuais, o presidente da Rep\u00fablica, Jair Bolsonaro (PL), tornou pol\u00edtica do governo o saudosismo dos golpistas de 1964, grupos de militares e civis que governaram o pa\u00eds at\u00e9 1985. E que hoje lutam pela reinstala\u00e7\u00e3o daquele regime no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse engajamento de Bolsonaro com a tentativa de ressuscitar os valores culturais, econ\u00f4micos, sociais e pol\u00edticos de 1964 tem exigido da imprensa uma aten\u00e7\u00e3o permanente na defesa e preserva\u00e7\u00e3o dos avan\u00e7os obtidos pelos brasileiros com a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. Isso mant\u00e9m as reda\u00e7\u00f5es ocupadas. E impede que avancem para outros assuntos atuais que exigem a aten\u00e7\u00e3o da imprensa, como por exemplo as novas fontes de energia renov\u00e1veis e o racismo estrutural que est\u00e1 impregnado na sociedade brasileira e, vez ou outra, explode, como no caso da morte por asfixia do homem negro Jo\u00e3o Alberto Freitas por seguran\u00e7as da loja do supermercado Carrefour no bairro Passo D\u2019Areia, em Porto Alegre (RS), em 19 de novembro de 2020. Ou mais recentemente a morte a pancadas do imigrante congol\u00eas Mo\u00efse Mugenki Kabagambe, no quiosque Tropic\u00e1lia, na orla do Rio de Janeiro (RJ) \u2013 h\u00e1 mat\u00e9rias sobre estes dois epis\u00f3dios dispon\u00edveis na internet. A cobertura da imprensa nos dois casos t\u00eam sido a do dia a dia, refor\u00e7ada por artigos de cientistas. Mas traz muito pouco de investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica. Pelo simples motivo de que n\u00e3o h\u00e1 jornalistas dispon\u00edveis nas reda\u00e7\u00f5es para investir em mat\u00e9rias que exijam tempo e recursos para a sua execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada deixa um rep\u00f3rter mais frustrado do que ficar atolado no factual da mat\u00e9ria sem poder avan\u00e7ar. Nos dias atuais, as lamban\u00e7as de Bolsonaro ocupam os jornalistas diariamente. Um dia desses, em uma mesa de boteco, um colega me alertou para o elevado n\u00famero de vezes que se ouve nos notici\u00e1rios di\u00e1rios o nome do presidente da Rep\u00fablica. Tem como ser diferente? Eu duvido, porque os jornalistas n\u00e3o podem virar as costas para a maior autoridade do pa\u00eds, no caso o presidente da Rep\u00fablica. Cito o exemplo das vacinas das crian\u00e7as. No final do ano passado, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) liberou a vacina contra a Covid para crian\u00e7as de cinco a 11 anos. Bolsonaro e o seu ministro da Sa\u00fade, o m\u00e9dico Marcelo Queiroga, armaram uma confus\u00e3o t\u00e3o grande se posicionando contra o uso do imunizante que conseguiram se manter por muitas semanas nas manchetes dos notici\u00e1rios nacionais e internacionais. Foi gra\u00e7as ao trabalho da imprensa, do Supremo Tribunal Federal (STF) e da mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade que as crian\u00e7as est\u00e3o sendo vacinadas. Mas o presidente da Rep\u00fablica ainda insiste em questionar a vacina.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta dessa situa\u00e7\u00e3o toda, o mau humor avan\u00e7a entre n\u00f3s jornalistas. Porque n\u00e3o temos tempo nem recursos para investir nas mat\u00e9rias e, com isso, melhor informar o nosso leitor. N\u00e3o estou fazendo essa afirma\u00e7\u00e3o com base em nenhuma pesquisa. Mas em minhas observa\u00e7\u00f5es e conversas, e por estar no jornalismo h\u00e1 um bom tempo. Pelas minhas contas, estive envolvido com a reportagem por uns bons 47 anos dos 71 que tenho. Nessa conta incluem-se os quatro anos que trabalhei amarrando pacotes de jornais, dirigindo uma Kombi para entregar os exemplares nas bancas de revista e fazendo outros servi\u00e7os gerais para a Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre, a CooJornal, um dos ve\u00edculos alternativos que surgiram no Brasil durante a ditadura militar. Foi um tempo muito divertido da minha vida. Na CooJornal, fui contaminado pelo desejo de ser rep\u00f3rter. Comecei a trabalhar como rep\u00f3rter em reda\u00e7\u00e3o em 1979 e at\u00e9 os dias atuais continuo envolvido com jornalismo. Geralmente, o ambiente fica pesado na reda\u00e7\u00e3o quando come\u00e7am a circular boatos de demiss\u00f5es, que na maioria das vezes s\u00e3o confirmados. Houve uma \u00e9poca, que ficou conhecida como passaralho, que os colegas eram demitidos em grandes levas. Depois de um passaralho, a turma corria para o boteco, enchei a cara, chorava as m\u00e1goas e falava mal dos chefes. No dia seguinte a vida recome\u00e7ava na reda\u00e7\u00e3o. Hoje, as demiss\u00f5es continuam, agora a conta-gotas, porque restaram uns poucos nas reda\u00e7\u00f5es. N\u00e3o existe mais o dia seguinte para o rep\u00f3rter. \u00c9 tudo uma repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os jornalistas brasileiros est\u00e3o fazendo um bom trabalho na cobertura das lamban\u00e7as de Bolsonaro, em especial os jovens que fazem a cobertura do dia a dia nas reda\u00e7\u00f5es dos notici\u00e1rios. Se n\u00e3o fosse isso, as coisas estariam bem piores. Isso \u00e9 um consenso entre n\u00f3s. Mas n\u00e3o podemos deixar de ser exigentes com o nosso trabalho e cultivarmos e lutarmos pela chance de avan\u00e7ar nas nossas mat\u00e9rias. Os CEOs das grandes empresas de comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e3o nem a\u00ed para o jornalismo investigativo. Est\u00e3o mais preocupados em administrar uma mistura t\u00f3xica de entretenimento com jornalismo. O mau humor que avan\u00e7a entre n\u00f3s \u00e9 como se fosse uma febre anunciando que o nosso organismo est\u00e1 lutando contra um v\u00edrus. Se estamos lutando \u00e9 um bom sinal. At\u00e9 porque n\u00e3o existe vacina contra o conformismo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 para menos que o mau humor esteja avan\u00e7ando entre os jornalistas nas reda\u00e7\u00f5es do Brasil. 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