{"id":5422,"date":"2022-04-15T08:24:08","date_gmt":"2022-04-15T11:24:08","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=5422"},"modified":"2022-04-15T14:25:46","modified_gmt":"2022-04-15T17:25:46","slug":"voce-nao-sabe-mas-o-seu-obituario-pode-estar-na-gaveta-de-um-jornalista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2022\/04\/15\/voce-nao-sabe-mas-o-seu-obituario-pode-estar-na-gaveta-de-um-jornalista\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea n\u00e3o sabe, mas o seu obitu\u00e1rio pode estar na gaveta de um jornalista"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"5423\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2022\/04\/15\/voce-nao-sabe-mas-o-seu-obituario-pode-estar-na-gaveta-de-um-jornalista\/rainha500\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rainha500.jpg?fit=254%2C199&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"254,199\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"rainha500\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rainha500.jpg?fit=254%2C199&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/rainha500.jpg?resize=435%2C341&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-5423\" width=\"435\" height=\"341\"\/><figcaption>Caso da Folha e da rainha do Reino Unido s\u00e3o coisas que acontecem. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o  <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A Folha de S\u00e3o Paulo deu uma \u201cbarriga\u201d, publicando o obitu\u00e1rio da rainha Elizabeth II, do Reino Unido. A hist\u00f3ria saiu na segunda-feira (11\/04) e repercutiu na m\u00eddia mundial, principalmente nos pa\u00edses europeus. Aos 95 anos, a rainha est\u00e1 viva, firme e forte. Vejo no fato uma oportunidade de n\u00f3s jornalistas discutirmos um assunto sempre presente no nosso meio: o medo de errar. Nos dias atuais \u00e9 mais f\u00e1cil corrigir um erro no jornal digital. A Folha fez a corre\u00e7\u00e3o. \u00c9 vida que segue. Mas na \u00e9poca em que s\u00f3 existia o jornal impresso a conversa era outra. Vamos aos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas antes vou prestar um esclarecimento aos leitores que n\u00e3o s\u00e3o jornalistas e aos jovens rep\u00f3rteres que fazem a cobertura do dia a dia nas reda\u00e7\u00f5es. Nos tempos das reda\u00e7\u00f5es onde se ouvia o som cadenciado das m\u00e1quinas de escrever e se sentia o ar empestado pela fuma\u00e7a dos cigarros, algu\u00e9m, que ningu\u00e9m sabe quem foi, usou a palavra \u201cbarriga\u201d para se referir \u00e0 publica\u00e7\u00e3o de uma mat\u00e9ria contendo uma informa\u00e7\u00e3o inver\u00eddica, que foi parar nas p\u00e1ginas dos jornais por erro do rep\u00f3rter ou do editor. Tamb\u00e9m se usava a express\u00e3o \u201cporta fria\u201d para a mesma situa\u00e7\u00e3o. Essa, eu sei a origem: nasceu nas batidas policiais, quando um agente derrubava uma porta julgando que o culpado pelo crime estava ali. Quando n\u00e3o encontrava o procurado, gritava: \u201cporta fria\u201d. A express\u00e3o migrou das delegacias de pol\u00edcia para as reda\u00e7\u00f5es com os rep\u00f3rteres que faziam cobertura dos assuntos criminais. Ela \u00e9 usada principalmente pelos rep\u00f3rteres que fazem mat\u00e9rias investigativas, talvez porque a maioria deles iniciou na profiss\u00e3o na editoria de pol\u00edcia. Voltando \u00e0 nossa conversa. O obitu\u00e1rio \u00e9 um dos conte\u00fados com maiores \u00edndices de leitura nos jornais. Por muitos anos era a primeira coisa que as pessoas liam. Com tempo isso mudou. Mas voltou a ser uma das se\u00e7\u00f5es mais lidas durante a pandemia de Covid-19. Geralmente, a publica\u00e7\u00e3o da nota sobre o falecimento \u00e9 gratuita. Os jornais faturam \u00e9 com as publica\u00e7\u00f5es feitas pelas fam\u00edlias e os an\u00fancios das casas do ramo funer\u00e1rio. Mais ainda: o obitu\u00e1rio \u00e9 uma fonte importante de informa\u00e7\u00f5es para quem faz pesquisa. Eu j\u00e1 usei v\u00e1rias vezes nos livros que publiquei. Avisos aos jovens rep\u00f3rteres: h\u00e1 uma imensid\u00e3o de mat\u00e9rias, estudos e outras informa\u00e7\u00f5es interessantes sobre a hist\u00f3ria dos obitu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo nos primeiros dias na profiss\u00e3o de rep\u00f3rter, em 1979, tomei conhecimento do tal obitu\u00e1rio. Soube ent\u00e3o que era um costume das reda\u00e7\u00f5es, que vinha dos tempos que se escrevia molhando a ponta de uma pena no tinteiro, manter \u201cna gaveta\u201d um obitu\u00e1rio pronto de gente importante, como \u00e9 o caso da rainha do Reino Unido, para ser publicado imediatamente ap\u00f3s a morte da pessoa. Os crit\u00e9rios para essas pessoas entrarem na lista das \u201cmat\u00e9rias prontas\u201d eram: ser famoso, ter idade avan\u00e7ada, ser portador de alguma doen\u00e7a grave ou se envolver em algum evento perigoso. A maioria dos falecimentos noticiados nos obitu\u00e1rios s\u00e3o de pessoas comuns, cujas fam\u00edlias enviam o comunicado para o jornal. Lembrei-me de um epis\u00f3dio que considero interessante e por isso vou contar. Em 2010, eu completei 60 anos. E desde que lembro tenho a mania de resumir situa\u00e7\u00f5es em apenas uma frase curta. Essa habilidade despertou a aten\u00e7\u00e3o dos colegas, que come\u00e7aram a anotar as tais frases. Sempre que eu dizia uma frase nova, um deles avisava: vamos anotar. Um dia estava conversando com um \u201ccolega de trincheira\u201d, como chamamos um parceiro de reportagens. E perguntei o que fariam com as frases. Ele respondeu que elas serviriam para orientar o meu obitu\u00e1rio. At\u00e9 hoje damos risadas sempre que lembramos da conversa. Mas as frases est\u00e3o l\u00e1. &nbsp;A respeito da &nbsp;\u201cbarriga\u201d, vou contar o seguinte: comecei a trabalhar em jornal pelo setor de circula\u00e7\u00e3o, que eram os caras que colocavam o \u201cgibi\u201d, apelido do jornal, nas bancas de revista. Logo que fui trabalhar na reda\u00e7\u00e3o ainda estavam em atividade v\u00e1rios donos de bancas de jornais dos meus tempos de circula\u00e7\u00e3o. Uma vez cometi um erro em uma mat\u00e9ria. Coisa pequena. Mas foi suficiente para ser lembrado pelos donos das bancas. Assim era na \u00e9poca que s\u00f3 existia o jornal impresso.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Lembro de outro epis\u00f3dio em que vivi horas de pavor. Foi no come\u00e7ou dos anos 90. Estava envolvido na cobertura da pris\u00e3o do chefe de uma quadrilha de roubo de ve\u00edculos em Foz do Igua\u00e7u, cidade paranaense na chamada Tr\u00edplice Fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina, uma das regi\u00f5es mais violentas da Am\u00e9rica do Sul. No meio da confus\u00e3o fui informado por um policial que o segundo em comando no bando havia morrido. Fiz a mat\u00e9ria e enviei para o jornal, em Porto Alegre (RS). Horas depois, no jantar, me dei conta que tinha o telefone de um parente da pessoa que a pol\u00edcia havia informado que tinha morrido. Liguei para saber como tinha sido a morte. Ele n\u00e3o tinha morrido. Inclusive conversei com o \u201cmorto\u201d. Liguei para o jornal e pedi para mexer na mat\u00e9ria. Fui informado que ela j\u00e1 tinha baixado \u2013 jarg\u00e3o que significa que o texto j\u00e1 foi enviado para a gr\u00e1fica do jornal, para a impress\u00e3o. Foram minutos intermin\u00e1veis de negocia\u00e7\u00e3o para convencer os editores a mexer na mat\u00e9ria. Para se livrarem de mim disseram que iriam corrigir o texto. Mas fiquei com o p\u00e9 atr\u00e1s. Durante a madrugada, liguei para um amigo e pedi que ele lesse a minha mat\u00e9ria publicada na primeira edi\u00e7\u00e3o do jornal, que circulava no interior ga\u00facho e nos outros estados. Mais tarde, era impressa uma segunda edi\u00e7\u00e3o, com informa\u00e7\u00f5es mais atualizadas, que circulava na Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre. A corre\u00e7\u00e3o que eu solicitei havia sido feita.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 30 e poucos anos de reda\u00e7\u00e3o essa n\u00e3o foi a \u00fanica fez que peguei um erro meu aos 46 minutos do segundo tempo. Por um lado, a situa\u00e7\u00e3o melhorou&nbsp;na era digital. Porque podemos mexer na mat\u00e9ria online. Mas o medo de errar n\u00e3o desapareceu. Muito pelo contr\u00e1rio. Por qu\u00ea? A rapidez como&nbsp;as coisas acontecem nos dias atuais diminuiu&nbsp;o tempo que o rep\u00f3rter tem para apurar os fatos. O que nos torna mais vulner\u00e1veis a cometer erros. O medo de errar n\u00e3o pode nos impedir de avan\u00e7ar na investiga\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria e muito menos de ser audacioso e ir buscar&nbsp;as hist\u00f3rias que parecem imposs\u00edveis&nbsp;de serem desenroladas. Porque o leitor entende quando cometemos&nbsp;um&nbsp;erro e o reconhecemos e o corrigimos, como fez a Folha. O erro n\u00e3o \u00e9 um dolo. O dolo \u00e9 outra coisa, um caso de pol\u00edcia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Folha de S\u00e3o Paulo deu uma \u201cbarriga\u201d, publicando o obitu\u00e1rio da rainha Elizabeth II, do Reino Unido. A hist\u00f3ria saiu na segunda-feira (11\/04) e repercutiu na m\u00eddia mundial, principalmente nos pa\u00edses europeus. Aos 95 anos, a rainha est\u00e1 viva, firme e forte. Vejo no fato uma oportunidade de n\u00f3s jornalistas discutirmos um assunto sempre <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2022\/04\/15\/voce-nao-sabe-mas-o-seu-obituario-pode-estar-na-gaveta-de-um-jornalista\/\">Read More&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[2336],"class_list":["post-5422","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-obituario"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7Requ-1ps","jetpack-related-posts":[{"id":6035,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2022\/09\/13\/morte-da-rainha-elizabeth-ii-tirou-a-primeira-pagina-do-bicentenario-da-independencia\/","url_meta":{"origin":5422,"position":0},"title":"Morte da rainha Elizabeth II tirou a primeira p\u00e1gina do Bicenten\u00e1rio da Independ\u00eancia","author":"Carlos Wagner","date":"13 de setembro de 2022","format":false,"excerpt":"A longa trajet\u00f3ria de Bolsonaro de pautar os jornais foi interrompida pela not\u00edcia da morte da rainha do Reino Unido. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Como se tivessem seguido a receita de um bolo, os estrategistas da campanha \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o do presidente Jair Bolsonaro (PL) fizeram tudo certo na mistura da busca de\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/bolsonarorainhainglaterra.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":7446,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2023\/12\/15\/milei-da-argentina-esta-mais-para-rainha-da-inglaterra-do-que-para-anarcocapitalista\/","url_meta":{"origin":5422,"position":1},"title":"Milei, da Argentina, est\u00e1 mais para rainha da Inglaterra do que para anarcocapitalista","author":"Carlos Wagner","date":"15 de dezembro de 2023","format":false,"excerpt":"Argentina est\u00e1 sendo governada pelo ex-presidente\u00a0Macri? Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Um filme ao qual os brasileiros j\u00e1 assistiram. Agora \u00e9 a vez dos argentinos. Os apoiadores do rec\u00e9m-empossado presidente Javier Milei, 54 anos, pretendem transform\u00e1-lo em uma rainha da Inglaterra, que \u201cgoverna, mas n\u00e3o manda nada\u201d, uma antiga express\u00e3o usada nas reda\u00e7\u00f5es\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/mileimacri5000.jpeg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":4936,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/11\/12\/quem-garante-a-qualidade-da-erva-mate-do-chimarrao-da-gauchada\/","url_meta":{"origin":5422,"position":2},"title":"Quem garante a qualidade da erva-mate do chimarr\u00e3o da gauchada?","author":"Carlos Wagner","date":"12 de novembro de 2021","format":false,"excerpt":"A erva do chimarr\u00e3o \u00e9 fundamental na vida dos seus apreciadores. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Por sua natureza, o ga\u00facho e seus descendentes espalhados pelas fronteiras agr\u00edcolas do Brasil e de pa\u00edses vizinhos s\u00e3o um povo dividido e radicalizado na pol\u00edtica, no esporte e na cultura. Poucos assuntos os unem. Um deles\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/chimarrao10.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/chimarrao10.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/chimarrao10.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x"},"classes":[]},{"id":4653,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2021\/07\/20\/a-volta-do-prazer-de-ir-buscar-na-banca-e-folhear-os-jornais-do-fim-de-semana\/","url_meta":{"origin":5422,"position":3},"title":"A volta do prazer de ir buscar na banca e folhear os jornais do fim de semana","author":"Carlos Wagner","date":"20 de julho de 2021","format":false,"excerpt":"A disputa das manchetes dos jornais pela aten\u00e7\u00e3o dos leitores. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Os velhos rep\u00f3rteres da minha gera\u00e7\u00e3o s\u00e3o cheios de manias. Uma delas \u00e9 ir no fim de semana at\u00e9 a banca comprar jornais e revistas e conversar com o jornaleiro sobre os t\u00edtulos de capa das publica\u00e7\u00f5es que\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/banca50.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":3170,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2019\/12\/29\/quem-sao-os-jornalistas-que-fizeram-conchavos-com-os-procuradores-da-lava-jato\/","url_meta":{"origin":5422,"position":4},"title":"Quem s\u00e3o os jornalistas que fizeram conchavos com os procuradores da Lava Jato?","author":"Carlos Wagner","date":"29 de dezembro de 2019","format":false,"excerpt":"Em 2016, Deltan Dallaggnol da lava jato foi ajudado por jornalista na feitura do fluxograma do dinheiro ? Foto: reprodu\u00e7\u00e3o. N\u00e3o d\u00e1 para deixar passar em brancas nuvens, como diz o dito popular para definir indiferen\u00e7a. \u00c9 necess\u00e1rio saber e publicar os nomes dos jornalistas que fizeram conchavos com os\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/daltanfluxo.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/daltanfluxo.png?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/daltanfluxo.png?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x"},"classes":[]},{"id":3678,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2020\/08\/09\/covid-19-acelera-o-fim-do-jornal-papel-e-cria-problema-para-os-pets-e-o-churrasco\/","url_meta":{"origin":5422,"position":5},"title":"Covid-19 acelera o fim do jornal papel e cria problema para os pets e o churrasco","author":"Carlos Wagner","date":"9 de agosto de 2020","format":false,"excerpt":"Uma das tradi\u00e7\u00f5es dos ga\u00fachos e seus descendentes e usar jornal velho ao redor de uma garrafa para come\u00e7ar o fogo do churrasco. Foto: Arquivo Pessoal Na \u00faltima d\u00e9cada o nosso leitor vem sendo preparado para o fim da circula\u00e7\u00e3o do jornal papel. S\u00f3 esqueceram de avisar os usu\u00e1rios dos\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/20200809_101010-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/20200809_101010-scaled.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/20200809_101010-scaled.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/20200809_101010-scaled.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/20200809_101010-scaled.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/20200809_101010-scaled.jpg?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]}],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5422"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5422\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5426,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5422\/revisions\/5426"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}