{"id":6220,"date":"2022-11-11T08:34:01","date_gmt":"2022-11-11T11:34:01","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=6220"},"modified":"2022-11-11T08:34:01","modified_gmt":"2022-11-11T11:34:01","slug":"os-filmes-enlatados-americanos-e-os-direitos-humanos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2022\/11\/11\/os-filmes-enlatados-americanos-e-os-direitos-humanos-no-brasil\/","title":{"rendered":"Os filmes enlatados americanos e os direitos humanos no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"6221\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2022\/11\/11\/os-filmes-enlatados-americanos-e-os-direitos-humanos-no-brasil\/enlantadosfilmes\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/enlantadosfilmes.jpg?fit=299%2C168&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"299,168\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"enlantadosfilmes\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/enlantadosfilmes.jpg?fit=299%2C168&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/enlantadosfilmes.jpg?resize=488%2C274&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6221\" width=\"488\" height=\"274\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Nos anos 60, 70 e 80 as s\u00e9ries de filmes foram populares na televis\u00e3o Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Ao ver bolsonaristas implorando na frente dos quart\u00e9is do Ex\u00e9rcito a volta dos militares ao poder lembrei-me de uma hist\u00f3ria que me aconteceu nos anos iniciais do meu trabalho como rep\u00f3rter. N\u00e3o lembro muitos dos detalhes. Mas recordo o essencial. Em um fim de semana da d\u00e9cada de 80, eu estava de plant\u00e3o na reda\u00e7\u00e3o do jornal. Deu um rolo de pol\u00edcia e acabei indo fazer a cobertura. Um grupo de agentes havia trocado tiros com uma quadrilha barra-pesada que operava no ramo de assalto, tr\u00e1fico de drogas, furto e roubo de ve\u00edculos na Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre. Na batida policial houve mortes, feridos e presos. Logo que terminou tudo, alguns policiais estavam reunidos conversando. Conhecia um deles e foi ele que me chamou para me reunir com os seus colegas. Ele costumava me chamar de \u201cmeu amigo comunista\u201d. Durante a conversa ouvi um deles dizer uma frase que nunca esqueci: \u201cColoquei o berro (rev\u00f3lver) na cara do meliante, ele gritou que eu tinha que ler os direitos dele\u201d. No dia seguinte, publiquei uma mat\u00e9ria de p\u00e9 de p\u00e1gina. Para contextualizar a hist\u00f3ria, lembro que na \u00e9poca \u201cdireitos\u201d era um palavr\u00e3o no Brasil, porque o pa\u00eds ainda era governado pela ditadura militar (1964 a 1985), que imp\u00f4s \u00e0 popula\u00e7\u00e3o v\u00e1rias restri\u00e7\u00f5es, entre elas a censura \u00e0 imprensa e aos conte\u00fados de filmes, m\u00fasicas e outras manifesta\u00e7\u00f5es culturais. Eram os anos da Guerra Fria (1947 a 1991), uma disputa ideol\u00f3gica entre os Estados Unidos, capitalistas, e a extinta Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, comunista. O Brasil era aliado dos americanos, sat\u00e9lite como se chamava na \u00e9poca. Dentro desse contexto, de onde o bandido havia tirado a hist\u00f3ria dos direitos? \u00c9 sobre isso que vamos conversar.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na \u00e9poca eu trabalhava com jornalismo investigativo e viajava muito. Mas sempre que estava em Porto Alegre participava da escala de plant\u00e3o. Como disse no come\u00e7o da nossa conversa, a hist\u00f3ria do policial sobre o preso falando em direitos tinha ficado anotada na minha mente. Em plant\u00f5es seguintes comecei a escarafunchar a hist\u00f3ria. Conversando com presos e policiais. A resposta estava na minha cara o tempo todo e eu n\u00e3o tinha visto. Nas d\u00e9cadas de 60, 70 e 80 os canais de TV no Brasil mostravam semanalmente muitas s\u00e9ries de filmes americanos. O apelido desses filmes eram \u201cenlatados americanos\u201d, porque eles vendiam a ideologia capitalista nos seus conte\u00fados. A maioria das s\u00e9ries era de filmes policiais, como&nbsp;<em>Hava<\/em><em>\u00ed<\/em><em>&nbsp;5.0<\/em>,&nbsp;<em>Os Intoc\u00e1veis<\/em>&nbsp;e outros \u2013 h\u00e1 material na internet. Nesses filmes, sempre que um policial prendia um bandido, ele lia os direitos do preso. Foi da\u00ed que a hist\u00f3ria saiu. Conto at\u00e9 hoje essa hist\u00f3ria nas palestras que fa\u00e7o para estudantes de jornalismo e colegas nas reda\u00e7\u00f5es do interior do Brasil. Gra\u00e7as \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade, em 1985 os militares sa\u00edram do governo deixado atr\u00e1s de si um pa\u00eds cheio de problemas econ\u00f4micos, sociais, ambientais e uma baita confus\u00e3o nos servi\u00e7os p\u00fablicos. Tr\u00eas anos depois, em 1988, foi publicada a Constitui\u00e7\u00e3o, que garante os direitos e as obriga\u00e7\u00f5es dos brasileiros. Na noite de sexta-feira (03\/11), troquei ideias com colegas da minha gera\u00e7\u00e3o de rep\u00f3rter sobre o perfil dos manifestantes que estavam pedindo a volta dos militares na frente dos quart\u00e9is. Como toda a conversa de velho, foi um papo dif\u00edcil de se chegar a uma conclus\u00e3o. Mas algumas coisas s\u00e3o aproveit\u00e1veis e vou cit\u00e1-las sem identificar os meus amigos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muitos tra\u00e7os em comum entre eles. Mas um desses tra\u00e7os diz respeito ao nosso trabalho de jornalistas. Trata-se do fato de serem grandes consumidores de fake news. Os produtores de not\u00edcias falsas criaram um mundo de mentiras que os alimenta. Um dos meus amigos chamou a aten\u00e7\u00e3o para o seguinte. Disse ele: \u201cImagine o seguinte: um pastor neopentecostal repete uma fake news durante os seus serm\u00f5es. O que ele disse passou a ser verdade\u201d. Lembram da hist\u00f3ria da ex-ministra Damares Alves, que foi eleita senadora pelo Distrito Federal? Ela contou uma mentira mirabolante e absurda sobre tr\u00e1fico de crian\u00e7as para explora\u00e7\u00e3o sexual \u2013 mat\u00e9rias nos jornais.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o mundo constru\u00eddo pelas fake news que levou uma boa parte dessa multid\u00e3o a pedir a volta dos militares ao poder. E um dos esteios dessas not\u00edcias falsas s\u00e3o os chamados \u201clavadores de not\u00edcias\u201d, que s\u00e3o emissoras de r\u00e1dio, principalmente do interior, que as colocam no ar sem verificar se s\u00e3o verdades. E os pastores neopentecostais que as repetem em seus cultos. Durante a Guerra Fria, bilh\u00f5es de d\u00f3lares foram gastos pelos americanos e sovi\u00e9ticos em propaganda para convencer as popula\u00e7\u00f5es sobre as belezas do capitalismo e do comunismo. Hoje, duas ou tr\u00eas pessoas reunidas em uma sala t\u00eam o poder de produzir mentiras e as espalhar pelo mundo simplesmente apertando um bot\u00e3o. N\u00e3o tem como a imprensa tradicional combater isso. Mas alguma coisa precisa ser feita. Lembro que durante a ditadura militar surgiu no Brasil a imprensa alternativa, iniciativa de jornalistas que haviam perdido os seus empregos. Eles passaram a produzir jornais, revistas e outras publica\u00e7\u00f5es contando as hist\u00f3rias que a imprensa tradicional n\u00e3o podia contar, porque estava com censores do governo dentro das reda\u00e7\u00f5es. N\u00e3o era s\u00f3 pelas mat\u00e9rias in\u00e9ditas que os alternativos chamavam a aten\u00e7\u00e3o dos leitores. Era tamb\u00e9m pelo fato de terem inventado uma maneira nova de contar uma hist\u00f3ria. A verdade pode estar coberta por centenas de toneladas de lixo. Mas sempre d\u00e1 um jeito de atrair a nossa aten\u00e7\u00e3o. Lembram do caso do preso que pediu para o policial dizer os direitos dele? Justamente em uma \u00e9poca que a pol\u00edcia era s\u00edmbolo do pior que j\u00e1 existiu nesse pa\u00eds, como os esquadr\u00f5es de justiceiros? Pois \u00e9. O preso viu a hist\u00f3ria dos direitos em um filme enlatado americano, tipo&nbsp;<em>Hava<\/em><em>\u00ed<\/em><em>&nbsp;5.0<\/em>. Achou que aquilo era a rotina nas pol\u00edcias. N\u00e3o tinha ideia de que vivia em uma ditadura militar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao ver bolsonaristas implorando na frente dos quart\u00e9is do Ex\u00e9rcito a volta dos militares ao poder lembrei-me de uma hist\u00f3ria que me aconteceu nos anos iniciais do meu trabalho como rep\u00f3rter. N\u00e3o lembro muitos dos detalhes. Mas recordo o essencial. Em um fim de semana da d\u00e9cada de 80, eu estava de plant\u00e3o na reda\u00e7\u00e3o <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2022\/11\/11\/os-filmes-enlatados-americanos-e-os-direitos-humanos-no-brasil\/\">Read More&#8230;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[2265,1585,2400],"class_list":["post-6220","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral","tag-direitos-humanos","tag-ditadura-militar","tag-seriados"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7Requ-1Ck","jetpack-related-posts":[{"id":13854,"url":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2026\/01\/13\/globos-de-ouro-do-o-agente-secreto-imprensa-e-as-feridas-abertas-da-ditadura\/","url_meta":{"origin":6220,"position":0},"title":"Globos de Ouro do \u2018O Agente Secreto\u2019, imprensa e as feridas abertas da ditadura","author":"Carlos Wagner","date":"13 de janeiro de 2026","format":false,"excerpt":"O filme premiado lembra o horror dos tempos da ditadura militar Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Na noite de domingo, o ator Wagner Moura, 49 anos, ganhou o pr\u00eamio Globo de Ouro de melhor ator de drama com o filme\u00a0O Agente Secreto, do diretor Cl\u00e9ber Mendon\u00e7a Filho, 57 anos. 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