{"id":755,"date":"2017-12-10T15:24:19","date_gmt":"2017-12-10T18:24:19","guid":{"rendered":"http:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=755"},"modified":"2017-12-10T22:37:20","modified_gmt":"2017-12-11T01:37:20","slug":"vale-a-pena-a-familia-pagar-a-faculdade-de-jornalismo-para-os-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2017\/12\/10\/vale-a-pena-a-familia-pagar-a-faculdade-de-jornalismo-para-os-filhos\/","title":{"rendered":"Vale a pena a fam\u00edlia pagar a faculdade de jornalismo para os filhos?"},"content":{"rendered":"<div dir=\"ltr\">\n<figure id=\"attachment_760\" aria-describedby=\"caption-attachment-760\" style=\"width: 717px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"760\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2017\/12\/10\/vale-a-pena-a-familia-pagar-a-faculdade-de-jornalismo-para-os-filhos\/ace-in-the-hole-kirk-douglas\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/ace-in-the-hole-kirk-douglas.jpg?fit=500%2C376&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"500,376\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"ace-in-the-hole-kirk-douglas\" data-image-description=\"&lt;p&gt;Foto de https:\/\/journeysindarknessandlight.files.wordpress.com\/2016\/12\/beckie61.jpg. &lt;\/p&gt;\n\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;    Os conflitos fazem parte da humanidade. 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E o rep\u00f3rter vai estar l\u00e1 (cena de &#8220;A Montanha dos Sete Abutres &#8212; Ace in the hole&#8221;, de Billy Wilder)<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"m_6166513817102491806gmail-MsoNormal\">A decad\u00eancia das reda\u00e7\u00f5es e a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero\u00a0de alunos cursando jornalismo apontam na dire\u00e7\u00e3o da extin\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o de rep\u00f3rter? Nas palestras que tenho feito sobre o futuro da reportagem nas universidades, nas reda\u00e7\u00f5es dos pequenos e m\u00e9dios jornais espalhados pelo interior do pa\u00eds e nos movimentos sociais, essa pergunta acaba sendo o centro da conversa. Por conta dessa insist\u00eancia na pergunta, eu mergulhei fundo para poder conversar sobre o assunto. Especialmente com os pais preocupados com o futuro dos filhos, principalmente com os que v\u00e3o tirar da renda familiar a mensalidade da faculdade de jornalismo.<\/p>\n<p class=\"m_6166513817102491806gmail-MsoNormal\">Antes de seguir contando a hist\u00f3ria. Lembro que, em 1973, quando\u00a0 cheguei para a minha m\u00e3e, dona Loni, que mora em Encruzilhada do Sul, pequena cidade agr\u00edcola no sul do Estado, e disse que iria fazer vestibular para jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela fez um coment\u00e1rio que n\u00e3o esque\u00e7o at\u00e9 hoje, 44 anos depois:<br \/>\n&#8212; Perdi um filho para a bebida.<\/p>\n<p class=\"m_6166513817102491806gmail-MsoNormal\">Para a gera\u00e7\u00e3o da dona Loni, que nasceu em 1936, os jornalistas tinham fama de b\u00eabados, bo\u00eamios, comunistas e de \u201cl\u00edngua de lavadeira\u2019 \u2013 no linguajar dos velhos do interior ga\u00facho, significa falar mal dos outros. Em linhas gerais, era essa a ideia que os pais da minha gera\u00e7\u00e3o de rep\u00f3rter tinham a nosso respeito. A preocupa\u00e7\u00e3o dos pais da gera\u00e7\u00e3o de rep\u00f3rteres que entra na faculdade no pr\u00f3ximo ano \u00e9 se ainda existir\u00e1 a profiss\u00e3o quando o filho acabar o curso. O que vou escrever a seguir n\u00e3o \u00e9 opini\u00e3o, \u00e9 informa\u00e7\u00e3o. Tenho 67 anos, 40 como rep\u00f3rter investigativo, um curr\u00edculo a preservar e n\u00e3o seria irrespons\u00e1vel de conversar com pais aflitos sobre o futuro do filho baseado em &#8220;eu penso que \u00e9&#8221;.<\/p>\n<p class=\"m_6166513817102491806gmail-MsoNormal\">Vamos aos fatos. Sobre a decad\u00eancia das reda\u00e7\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 exclusividade do Brasil, ela est\u00e1 acontecendo ao redor do mundo, principalmente nos pa\u00edses desenvolvidos como Estados Unidos. Ela acontece por conta da diminui\u00e7\u00e3o nos lucros do neg\u00f3cio, trazido pelo surgimento de novas m\u00eddias que baratearam o custo dos an\u00fancios, um dos esteios da sustenta\u00e7\u00e3o dos jornais. Isso levou os donos de jornais a investir em outros neg\u00f3cios. Mas, aqui no Brasil, h\u00e1 uma particularidade nesse assunto que merece ser destrinchada. Ao contr\u00e1rio dos Estados Unidos e de pa\u00edses europeus, tipo Alemanha e Fran\u00e7a, o Brasil \u00e9 um pa\u00eds em forma\u00e7\u00e3o. Portanto, carente de informa\u00e7\u00f5es. Portanto, os donos dos jornais brasileiros, ao seguirem a receita dos pa\u00edses desenvolvidos de enxugar as reda\u00e7\u00f5es para viabilizar os neg\u00f3cios, revelaram um desconhecimento brutal da realidade do mercado de informa\u00e7\u00f5es brasileiro \u2013 que \u00e9 enorme, diversificado e ainda tem muitas fronteiras para serem ocupadas. O caminho correto seria tornar as reda\u00e7\u00f5es mais eficientes e n\u00e3o destru\u00ed-las. A cobertura que est\u00e1 sendo feita da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato \u00e9 uma prova dessa situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o existe um brasileiro n\u00e3o queira saber o que exatamente est\u00e1 acontecendo. E n\u00f3s s\u00f3 publicamos relat\u00f3rios oficiais por falta de gente para fazer investiga\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria \u2013 h\u00e1 vasto material sobre o assunto dispon\u00edvel na internet.<\/p>\n<p class=\"m_6166513817102491806gmail-MsoNormal\">A decad\u00eancia das reda\u00e7\u00f5es no Brasil acabou salvando a profiss\u00e3o de rep\u00f3rter, porque ela criou um novo mercado para a profiss\u00e3o: o de empreendedor. A minha gera\u00e7\u00e3o de rep\u00f3rter foi educada na faculdade para ser empregado. N\u00e3o tinha como terminar o curso e n\u00e3o bater na porta de uma reda\u00e7\u00e3o em busca de trabalho. Era isso, ou virar &#8220;chapa branca&#8221; \u2013 apelido maldoso da \u00e9poca para quem fazia assessoria de imprensa para os \u00f3rg\u00e3os de governo. Hoje a realidade \u00e9 outra. As novas tecnologias abriram uma fronteira fant\u00e1stica de trabalho para as novas gera\u00e7\u00f5es de rep\u00f3rter. Lembro o seguinte: em 1995, eu viajei durante 60 dias pelo interior do Brasil para contar a saga dos ga\u00fachos que tinham colonizado as novas fronteiras agr\u00edcolas. Eles constru\u00edram pequenas e m\u00e9dias cidades agr\u00edcolas ricas e, na \u00e9poca, carentes da presen\u00e7a de um meio de comunica\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p class=\"m_6166513817102491806gmail-MsoNormal\">Na \u00e9poca, as \u00fanicas informa\u00e7\u00f5es que chegavam \u00e0s novas fronteiras agr\u00edcolas eram pelos notici\u00e1rios das TVs, para os que usavam antena parab\u00f3lica. Claro, o conte\u00fado dos notici\u00e1rios n\u00e3o tinha nada a ver com a realidade local. No ano seguinte, eu publiquei a hist\u00f3ria toda em uma s\u00e9rie de reportagens chamado \u201cO Brasil de Bombachas\u201d, que se tornou um livro. Em 2011. eu fiz novamente o roteiro para contar a hist\u00f3ria dos filhos dos pioneiros. O que encontrei? Dezenas de jornalistas ganhando dinheiro com pequenos sites focados em not\u00edcias locais. Relatei tudo na reportagem \u201cO Brasil de Bombachas \u2013 As novas fronteiras da saga ga\u00facha\u201d, que tamb\u00e9m se tornou um livro. As fronteiras agr\u00edcolas povoadas pelos agricultores do Sul s\u00e3o hoje o cora\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio, um dos motores da economia nacional.<\/p>\n<p class=\"m_6166513817102491806gmail-MsoNormal\">O enxugamento das reda\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m criou o esteio da consolida\u00e7\u00e3o de um novo neg\u00f3cio para os jovens jornalistas: as ag\u00eancias de conte\u00fado. Pequenas empresas onde dois ou tr\u00eas profissionais prestam servi\u00e7os de texto e imagem. Aqui lembro o seguinte. Nos anos 90, eu fui para Angola fazer uma reportagem sobre a guerra civil, um sanguin\u00e1rio confronto entre tropas do governo e da guerrilha que durou anos. Na \u00e9poca, encontrei correspondentes de guerra de v\u00e1rios pa\u00edses. Todos eles, menos a equipe chinesa, eram freelancers \u2013 trabalhavam por conta pr\u00f3pria e vendiam a produ\u00e7\u00e3o para os grandes jornais europeus e americanos. O mundo j\u00e1 estava mudando. N\u00f3s \u00e9 que n\u00e3o sab\u00edamos. Lembro que, nos anos 90, o jornalista que montasse o pr\u00f3prio neg\u00f3cio era chamado pelos colegas de &#8220;picareta&#8221;.<\/p>\n<p class=\"m_6166513817102491806gmail-MsoNormal\">H\u00e1 in\u00fameros estudos e livros sobre tudo que relatei. N\u00e3o tenho d\u00favida alguma ao afirmar aos pais que vale a pena investir no sonho dos filhos de serem jornalistas. Se a atual gera\u00e7\u00e3o de donos de jornais n\u00e3o sabe mais ganhar dinheiro, n\u00e3o \u00e9 problema deles. N\u00e3o podemos deixar os nossos jovens rep\u00f3rteres serem prematuramente liquidados pela decad\u00eancia das reda\u00e7\u00f5es. E qual \u00e9 o papel dos rep\u00f3rteres velhos que conseguiram fazer hist\u00f3ria na carreira? N\u00f3s temos obriga\u00e7\u00e3o de compartilhar o nosso conhecimento com as novas gera\u00e7\u00f5es de rep\u00f3rteres, seja virando professores nas universidades, seja fazendo blogs, v\u00eddeos e palestras ou trocando ideias nas mesas dos botecos em troca de cerveja. Viu?\u00a0 A dona Loni tinha raz\u00f5es para se preocupar comigo. Adoro conversar sobre jornalismo tomando cerveja nos botecos.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A decad\u00eancia das reda\u00e7\u00f5es e a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero\u00a0de alunos cursando jornalismo apontam na dire\u00e7\u00e3o da extin\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o de rep\u00f3rter? 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Um deles aconteceu em 1984, em Assun\u00e7\u00e3o, capital\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Geral&quot;","block_context":{"text":"Geral","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/redacao01.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/redacao01.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/redacao01.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/redacao01.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/redacao01.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/redacao01.jpg?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]}],"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/755","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=755"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/755\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":768,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/755\/revisions\/768"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=755"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=755"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=755"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}