{"id":7623,"date":"2024-01-26T04:41:05","date_gmt":"2024-01-26T07:41:05","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=7623"},"modified":"2024-01-27T14:53:20","modified_gmt":"2024-01-27T17:53:20","slug":"o-capitulo-esquecido-na-historia-dos-40-anos-de-luta-do-mst-pela-reforma-agraria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2024\/01\/26\/o-capitulo-esquecido-na-historia-dos-40-anos-de-luta-do-mst-pela-reforma-agraria\/","title":{"rendered":"O cap\u00edtulo esquecido na hist\u00f3ria dos 40 anos de luta do MST pela reforma agr\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"282\" height=\"179\" data-attachment-id=\"7624\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2024\/01\/26\/o-capitulo-esquecido-na-historia-dos-40-anos-de-luta-do-mst-pela-reforma-agraria\/mst40anos5000\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/mst40anos5000.jpeg?fit=282%2C179&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"282,179\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"mst40anos5000\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/mst40anos5000.jpeg?fit=282%2C179&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/mst40anos5000.jpeg?resize=282%2C179&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-7624\" style=\"width:720px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Atualmente, o maior inimigo do MST \u00e9 a m\u00e1quina de fake news da extrema&nbsp;direita Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>H\u00e1 um cap\u00edtulo esquecido na hist\u00f3ria do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Ele merecia ter recebido mais aten\u00e7\u00e3o da imprensa nas reportagens publicadas por conta dos 40 anos de exist\u00eancia do MST, cuja funda\u00e7\u00e3o foi oficializada no Primeiro Encontro Nacional de Trabalhadores Sem Terra, realizado entre os dias 21 e 24 de janeiro de 1984 na cidade de Cascavel, no oeste do Paran\u00e1. A maneira como comecei a contar a hist\u00f3ria, criando um clima de suspense, me fez lembrar das broncas que recebia de uma editora com quem trabalhei nos tempos das barulhentas m\u00e1quinas de escrever nas reda\u00e7\u00f5es sempre que iniciava um texto dessa forma. Ela dizia: \u201cWagner, para de encher lingui\u00e7a e diz logo o que interessa\u201d. Portanto, vamos conversar sobre esse cap\u00edtulo esquecido da hist\u00f3ria do MST.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse cap\u00edtulo conta como o MST ajudou a consolidar o agroneg\u00f3cio no Brasil. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 80, o regime militar que se instalara no pa\u00eds em 1964 estava agonizando. Em 1985, os civis voltaram ao poder e iniciou-se a redemocratiza\u00e7\u00e3o. Mas a sa\u00edda dos militares de cena n\u00e3o afetou o poder dos grandes propriet\u00e1rios de terra que tinham apoiado o golpe de estado de 1964. Na d\u00e9cada de 70 havia come\u00e7ado um novo ciclo na agricultura brasileira. O pre\u00e7o da soja tinha explodido na bolsa de valores de Chicago, Estados Unidos. At\u00e9 ent\u00e3o, a semente da oleaginosa s\u00f3 podia ser plantada em clima subtropical, t\u00edpico do sul do Brasil. Os plantadores precisavam de novas terras para expandir as lavouras e atender a demanda internacional pela soja. Mas os grandes propriet\u00e1rios n\u00e3o estavam nem a\u00ed para as necessidades dos agricultores. Por um motivo b\u00e1sico: terra era poder. Na \u00e9poca, havia duas maneiras dos agricultores conseguirem uma gleba: casar-se com a filha de um fazendeiro ou se submeter a pagar pre\u00e7os exorbitantes pelo arrendamento feito sem garantias jur\u00eddicas, o que significava que o dono podia mudar as regras na hora que bem entendesse. Durante a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds foram feitas leis para facilitar o acesso \u00e0 terra, que eram dribladas, como a que n\u00e3o permitia a exist\u00eancia de propriedades improdutivas. O drible dos fazendeiros era maquiar a terra lotando-a com rebanhos de gado locado. Ou arar uma pequena \u00e1rea da propriedade para simular que estavam plantando. Foi nesse contexto que surgiu o MST. Assim que os colonos sem-terra come\u00e7aram a ocupar as fazendas dos grandes propriet\u00e1rios os pre\u00e7os dos arrendamentos ca\u00edram violentamente. Agora eram os fazendeiros que corriam atr\u00e1s dos agricultores para que plantassem em suas terras. Ao mesmo tempo, cientistas brasileiros revolucionaram o plantio de soja criando um gr\u00e3o que podia ser cultivado tamb\u00e9m em climas tropicais e equatoriais. Isso permitiu que as sementes de soja fossem plantadas em todo o Brasil. Fiz assim um resumo do cap\u00edtulo esquecido da hist\u00f3ria do MST, assunto que j\u00e1 havia abordado em mar\u00e7o de 2018 no post\u00a0<em><a href=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/como-o-mst-ajudou-a-consolidar-o-agronegocio-no-brasil\/\" data-type=\"post\" data-id=\"1261\">Como o MST ajudou a consolidar o agroneg\u00f3cio no Brasil<\/a><\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m me contou essa hist\u00f3ria, eu estava l\u00e1. Comecei a trabalhar como rep\u00f3rter em 1979 e acompanhei a maioria dos conflitos agr\u00e1rios no Brasil e nos pa\u00edses vizinhos envolvendo agricultores brasileiros. Fiz muitas reportagens. E escrevia v\u00e1rios livros, entre eles:&nbsp;<em>A Saga do Jo\u00e3o Sem Terra&nbsp;<\/em>(1988), que conta a hist\u00f3ria de um l\u00edder campon\u00eas,&nbsp;<em>Brasiguaios: homens sem p\u00e1tria&nbsp;<\/em>(1989), sobre a ocupa\u00e7\u00e3o das terras paraguaias pelos agricultores brasileiros, e a s\u00e9rie&nbsp;<em>Brasil de Bombachas<\/em>&nbsp;(1995, 2011 e 2019), tr\u00eas publica\u00e7\u00f5es que narram a saga dos ga\u00fachos e seus descendentes no desbravamento das fronteiras agr\u00edcolas do Brasil. Nos dias atuais, muito embora n\u00f3s jornalistas tenhamos cristalizado na opini\u00e3o p\u00fablica a imagem de que o agroneg\u00f3cio \u00e9 coisa de grandes plantadores de soja, a verdade \u00e9 outra. O agroneg\u00f3cio brasileiro envolve grandes, m\u00e9dios e pequenos agropecuaristas. As pequenas propriedades produzem gr\u00e3os, aves e su\u00ednos que abastecem as agroind\u00fastrias, que por sua vez geram milhares de empregos nas cidades do interior. Entre os pequenos propriet\u00e1rios encontram-se os assentados pelos projetos de reforma agr\u00e1ria do governo federal, que atualmente somam 400 mil fam\u00edlias espalhadas em 24 estados, onde operam 185 cooperativas (com 1,9 mil associados) e 120 agroind\u00fastrias. H\u00e1 pelo menos 70 mil fam\u00edlias acampadas na beira de estradas \u00e0 espera de assentamento. N\u00e3o foi o MST que inventou a luta pela terra no Brasil. Ele herdou uma hist\u00f3ria de mobiliza\u00e7\u00f5es pela reforma agr\u00e1ria que vem de longe e que deixou um rastro de mortes de camponeses \u2013 h\u00e1 mat\u00e9rias dispon\u00edveis na internet. Lembro-me que, nos anos 80, eu tinha uma agenda (de papel) com o telefone de todos os l\u00edderes do movimento. No final do ano, fazia uma revis\u00e3o para retirar os nomes dos que haviam sido mortos por pistoleiros ou em confrontos com os policiais militares.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, na Romaria da Terra, um evento que lembra a trajet\u00f3ria da reforma agr\u00e1ria que acontece todos os anos no Rio Grande do Sul, tive uma longa conversa com Jo\u00e3o Pedro St\u00e9dile, 70 anos, um dos dirigentes hist\u00f3ricos do MST. Falamos sobre o futuro das lutas agr\u00e1rias. O fato \u00e9 o seguinte. A luta do MST pela reforma agr\u00e1ria teve como consequ\u00eancia a moderniza\u00e7\u00e3o da infraestrutura em v\u00e1rios rinc\u00f5es do Brasil, transformando povoados em cidades. Atualmente, os maiores inimigos dos sem-terra n\u00e3o s\u00e3o mais os pistoleiros de aluguel. \u00c9 a m\u00e1quina de fake news montada pela rearticula\u00e7\u00e3o da extrema direita com o objetivo de reescrever a hist\u00f3ria das lutas agr\u00e1rias no Brasil. Criminalizando o movimento pela reforma agr\u00e1ria. Esse processo teve um enorme avan\u00e7o durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022. Bolsonaro terminou o seu mandato. Mas a m\u00e1quina de fake news segue funcionando a todo vapor. Especialmente nas cidades onde os assentados disputar\u00e3o cargos nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es municipais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 um cap\u00edtulo esquecido na hist\u00f3ria do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 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