{"id":9043,"date":"2024-12-20T07:29:47","date_gmt":"2024-12-20T10:29:47","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=9043"},"modified":"2024-12-20T07:29:47","modified_gmt":"2024-12-20T10:29:47","slug":"o-que-torna-perigosas-as-rodovias-que-passam-pelas-cidades-do-agronegocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2024\/12\/20\/o-que-torna-perigosas-as-rodovias-que-passam-pelas-cidades-do-agronegocio\/","title":{"rendered":"O que torna perigosas as rodovias que passam pelas cidades do agroneg\u00f3cio?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"299\" height=\"168\" data-attachment-id=\"9044\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2024\/12\/20\/o-que-torna-perigosas-as-rodovias-que-passam-pelas-cidades-do-agronegocio\/acidenteestradaagronegocio\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/acidenteestradaagronegocio.jpeg?fit=299%2C168&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"299,168\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"acidenteestradaagronegocio\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/acidenteestradaagronegocio.jpeg?fit=299%2C168&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/acidenteestradaagronegocio.jpeg?resize=299%2C168&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-9044\" style=\"width:594px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00c9 comum encontrar jovens sem habilita\u00e7\u00e3o dirigindo nas pequenas cidades\u00a0agr\u00edcolas Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Na noite do \u00faltimo domingo (15), a auxiliar de enfermagem Tamara Henicka, 40 anos, dirigia o seu autom\u00f3vel Peugeot pela rodovia RS-423, percorrendo 57 quil\u00f4metros entre Lajeado e Progresso, pequena cidade agr\u00edcola de 6,2 mil habitantes que faz parte do Vale do Taquari. A regi\u00e3o, formada por 40 munic\u00edpios, tornou-se nacionalmente conhecida pela devasta\u00e7\u00e3o causada pelas enchentes de 2023 e 2024, que mataram 34 pessoas e deixaram 20 desaparecidas, al\u00e9m de uma longa lista de preju\u00edzos materiais. No sentido contr\u00e1rio ao de Tamara vinha uma caminhonete S10, dirigida por um jovem de 15 anos. Que perdeu o controle do ve\u00edculo e chocou-se de frente com o Peugeot de Tamara. Ela morreu na hora. V\u00e1rios motoristas que passavam pelo local pararam para socorrer os acidentados, entre eles o de um Jeep Renegade que desceu apressadamente do ve\u00edculo e deixou o motor ligado. O jovem envolvido no acidente aproveitou a distra\u00e7\u00e3o, embarcou na Renegade de maneira furtiva e fugiu em dire\u00e7\u00e3o a Lajeado. A Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF) foi avisada do furto e uma patrulha saiu em sua persegui\u00e7\u00e3o. No momento que deixou a RS-423 e ingressou na BR-386, uma movimentada e perigosa rodovia de 600 quil\u00f4metros de extens\u00e3o que liga a Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre ao oeste catarinense, o jovem mais uma vez perdeu o controle do ve\u00edculo, que capotou, ejetado-o da cabine. Muito ferido, foi resgatado e internado no Hospital Bruno Born, no centro de Lajeado. De acordo com o notici\u00e1rio, o jovem j\u00e1 teve problemas com a pol\u00edcia por pilotar de maneira ilegal uma moto. O acidente que vitimou Tamara est\u00e1 sendo investigado pela delegada M\u00e1rcia Benini, da Pol\u00edcia Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Estou citando este caso porque me lembrou de uma conversa que tive nos anos 80 com um velho policial da PRF. Na ocasi\u00e3o, eu estava de plant\u00e3o na reda\u00e7\u00e3o no final de ano. E aconteceu um acidente semelhante a este que citei no interior ga\u00facho. Tive a sorte de ligar e ser atendido por este policial. Na \u00e9poca, n\u00e3o existiam telefones celulares, portanto o trabalho do plant\u00e3o na reda\u00e7\u00e3o era complicado. Durante a conversa que tivemos, ouvi do policial rodovi\u00e1rio que o \u201cmodo de vida\u201d nas pequenas cidades agr\u00edcolas facilita o acesso de jovens n\u00e3o habilitados \u00e0 dire\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos. Eles come\u00e7am dirigindo nos arredores de suas casas, depois pelas ruas da cidade e dali acabam indo para as estradas. Eu nasci nos anos 50 em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo, depois a minha fam\u00edlia mudou-se para Encruzilhada do Sul, pequena cidade no alto da Serra do Sudeste, onde a \u00e1gua congela nos canos no inverno, e convivi com essa realidade durante toda a minha inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Entre os livros que escrevi na lida de rep\u00f3rter, tr\u00eas deles (<em>O Brasil de Bombachas,&nbsp;<\/em>de 1995,&nbsp;<em>O Brasil de Bombachas \u2013 As novas fronteiras da saga ga\u00facha<\/em>, de 2011, e&nbsp;<em>De Pai para Filho na Migra\u00e7\u00e3o Ga\u00facha<\/em>, de 2019) contam a hist\u00f3ria do povoamento, pelos ga\u00fachos e seus descendentes, das fronteiras agr\u00edcolas, como eram chamadas as regi\u00f5es escassamente povoadas no oeste de Santa Catarina e do Paran\u00e1 e nos estados do Centro-Oeste, como Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>Somado o tempo que fiquei viajando para escrever estes tr\u00eas livros, passei quatro meses na estrada. Estive em dezenas de pequenas cidades agr\u00edcolas, onde convivi com essa realidade: jovens dirigindo sem possuir a Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o (CNH), popularmente conhecida como carteira de motorista. Essas pequenas cidades agr\u00edcolas, nos dias atuais, s\u00e3o comunidades de classe m\u00e9dia, gra\u00e7as ao desenvolvimento do agroneg\u00f3cio. J\u00e1 as cidades do Vale do Taquari alojam um dos setores mais poderosos do agroneg\u00f3cio, que \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de carnes de frango e su\u00ednos. Al\u00e9m de leite e seus derivados. Tamb\u00e9m \u00e9 uma regi\u00e3o com muitas agroind\u00fastrias que geram centenas de empregos. Nas cidades do agroneg\u00f3cio, sejam elas pequenas, m\u00e9dias ou grandes, toda a economia gira em torno do trabalho do agricultor. A maioria desses munic\u00edpios ou \u00e9 cortada por grandes rodovias estaduais e federais ou est\u00e1 localizada nas proximidades delas. E n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os jovens que representam um perigo para quem transita por estas rodovias. Os adultos tamb\u00e9m. Nos fins de semanas, costumam se reunir \u201cnas festas no interior\u201d, como chamam as churrascadas e os torneios de futebol, quando rola muita cerveja, chope e outras bebidas alco\u00f3licas. No final do dia, pegam as suas possantes caminhonetes e rumam para casa, geralmente transitando por uma rodovia estadual ou federal. Sempre que viajava a trabalho nos fins de semana alertava o motorista do jornal: \u201cFica atento, porque eles saem dessas estradinhas pisando fundo no acelerador e atravessam a rodovia sem olhar para os lados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O que descrevi \u00e9 a realidade no tr\u00e2nsito das pequenas cidades agr\u00edcolas. Ningu\u00e9m me contou ou eu li sobre isso em algum relat\u00f3rio. Como j\u00e1 disse, fiz muitas reportagens a respeito do assunto e sei como as coisas s\u00e3o. N\u00e3o adianta as autoridades mandarem cercar as estradas municipais, estaduais e federais com guardas de tr\u00e2nsito. \u00c9 preciso muito mais que isso, por se tratar de \u201cum modo de vida\u201d, como descreveu o velho policial rodovi\u00e1rio com quem conversei muitos anos atr\u00e1s. \u00c9 preciso uma a\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o. Um programa governamental que explique para as popula\u00e7\u00f5es dessas localidades que o mundo mudou. Os carros modernos t\u00eam motores possantes, alta tecnologia, e para dirigi-los n\u00e3o basta ligar o motor. \u00c9 preciso estar habilitado e conhecer a lei. Conhe\u00e7o agricultores que, na d\u00e9cada de 80, andavam no lombo de um cavalo e hoje dirigem caminhonetes possantes. No in\u00edcio de 2024, encontrei um deles em um posto de gasolina na BR-386, em Carazinho, interior ga\u00facho. Com grande orgulho ele me mostrou o interior do seu \u201ccaminhonet\u00e3o\u201d. Conversa vai, conversa vem e ele me disse que n\u00e3o sabia para que servia a metade dos bot\u00f5es que havia no painel. Para encerrar a nossa conversa. O acidente que vitimou Tamara est\u00e1 sendo investigado e dever\u00e1 ser esclarecido pela Pol\u00edcia Civil. Mas muitos outros casos semelhantes devem se repetir. Enquanto as autoridades dos governos federal, estadual e municipal n\u00e3o se derem conta que t\u00eam nas m\u00e3os um problema que merece aten\u00e7\u00e3o especial, a \u00fanica coisa que resta para quem transita pelas regi\u00f5es agr\u00edcolas do Brasil \u00e9 tomar cuidado para n\u00e3o ser a pr\u00f3xima v\u00edtima.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na noite do \u00faltimo domingo (15), a auxiliar de enfermagem Tamara Henicka, 40 anos, dirigia o seu autom\u00f3vel Peugeot pela rodovia RS-423, percorrendo 57 quil\u00f4metros entre Lajeado e Progresso, pequena cidade agr\u00edcola de 6,2 mil habitantes que faz parte do Vale do Taquari. 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