{"id":9584,"date":"2025-03-14T08:19:42","date_gmt":"2025-03-14T11:19:42","guid":{"rendered":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/?p=9584"},"modified":"2025-03-14T08:19:42","modified_gmt":"2025-03-14T11:19:42","slug":"para-explicar-o-cangaco-digital-e-preciso-ressuscitar-o-reporter-de-policia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2025\/03\/14\/para-explicar-o-cangaco-digital-e-preciso-ressuscitar-o-reporter-de-policia\/","title":{"rendered":"Para explicar o \u201ccanga\u00e7o digital\u201d \u00e9 preciso ressuscitar o rep\u00f3rter de pol\u00edcia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full is-resized\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"290\" height=\"174\" data-attachment-id=\"9585\" data-permalink=\"https:\/\/carloswagner.jor.br\/blog\/2025\/03\/14\/para-explicar-o-cangaco-digital-e-preciso-ressuscitar-o-reporter-de-policia\/crimedigital5000\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/crimedigital5000.jpg?fit=290%2C174&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"290,174\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"crimedigital5000\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/crimedigital5000.jpg?fit=290%2C174&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/carloswagner.jor.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/crimedigital5000.jpg?resize=290%2C174&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-9585\" style=\"width:650px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Criminosos evolu\u00edram inventando\u00a0novos golpes e a pol\u00edcia, novas t\u00e9cnicas\u00a0de\u00a0investiga\u00e7\u00e3o Foto: EBC<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o mate o mensageiro\u201d. Essa \u00e9 uma antiga frase, repetida por jornalistas para alertar que n\u00e3o se deve culpar quem traz not\u00edcias ruins. Cito-a na abertura da nossa conversa porque considero que se encaixa como uma luva para explicar a trajet\u00f3ria de um personagem que desapareceu das reda\u00e7\u00f5es dos jornais. Lembrei-me deste personagem por conta de uma discreta manchete publicada no canto da capa dos jornais na \u00faltima quarta-feira (12\/03). Em resumo, a mat\u00e9ria dizia que as fraudes banc\u00e1rias digitais e os golpes por cart\u00e3o atingiram a significativa soma de R$ 10,1 bilh\u00f5es em 2024, segundo a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban). A maioria das v\u00edtimas (36%) s\u00e3o pessoas acima de 60 anos. Tenho 75 anos e recebo, por semana, cinco a seis liga\u00e7\u00f5es de golpistas. Os golpes mais comuns s\u00e3o a troca do cart\u00e3o banc\u00e1rio por quadrilheiros nas salas dos caixas eletr\u00f4nicos (44%), as falsas centrais de cart\u00f5es, que ligam para as v\u00edtimas alegando tratar-se de uma emerg\u00eancia (32%), e, por \u00faltimo, pedidos de dinheiro pelo WhatsApp, usando a identidade de uma pessoa conhecida (31%). Consultado pela imprensa a respeito do assunto, o diretor-geral da Pol\u00edcia Federal (PF), delegado Andrei Passos Rodrigues, assim descreveu a situa\u00e7\u00e3o: \u201c\u00c9 o canga\u00e7o digital\u201d. O delegado referiu-se ao fato de que, nos anos 2000, existiam quadrilhas que foram apelidadas pela imprensa de \u201cNovo Canga\u00e7o\u201d, porque cercavam pequenas cidades do interior e roubavam as ag\u00eancias banc\u00e1rias, imitando o modo de agir dos cangaceiros que atormentaram sobretudo os sert\u00f5es nordestinos no in\u00edcio do s\u00e9culo passado. O mais famoso foi o bando de Lampi\u00e3o (1898-1938) e da sua companheira Maria Bonita (1911-1938), que nos anos 30 atacavam cidades no interior dos estados do Nordeste e roubavam e matavam quem resistisse. Acrescento que a respeito de Lampi\u00e3o h\u00e1 uma enorme abund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis na internet.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos \u00e0 hist\u00f3ria sobre o personagem desaparecido das reda\u00e7\u00f5es. Estou falando do rep\u00f3rter que fazia a cobertura dos assuntos policiais, tamb\u00e9m conhecido por \u201crep\u00f3rter de pol\u00edcia\u201d, um setorista que sabia quem era quem no submundo do crime e como as coisas aconteciam dentro das quatro paredes das delegacias de pol\u00edcia e dos destacamentos da pol\u00edcia militar. O auge da atua\u00e7\u00e3o deste rep\u00f3rter foi nas d\u00e9cadas de 50 e 60. Eram os tempos das m\u00e1quinas de escrever nas reda\u00e7\u00f5es e a principal fonte de renda dos jornais era a venda avulsa dos exemplares por jornaleiros espalhados pelas esquinas das cidades, que gritavam a principal manchete para atrair os leitores. Na maioria das vezes, a manchete nascia da cobertura de crimes feita pelo rep\u00f3rter de pol\u00edcia. Na \u00e9poca, os policiais eram apelidados de \u201ccana\u201d e os criminosos, de \u201cmeliantes\u201d. Naqueles anos, era comum ouvir as pessoas falarem que \u201cse torcerem os jornais, sai sangue\u201d. Nas d\u00e9cadas seguintes, o Brasil deixou de ser um pa\u00eds rural e se tornou urbano. A economia cresceu e se diversificou. Houve uma atualiza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica na ind\u00fastria, no com\u00e9rcio e no setor de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. A imprensa acompanhou as mudan\u00e7as. Os grandes jornais trataram de se livrar da fama de \u201cse torcer, sai sangue\u201d e empurraram a cobertura policial para publica\u00e7\u00f5es populares, que optaram por uma abordagem sensacionalista dos assuntos criminais. Dentro dessa nova realidade, os grandes jornais mudaram seu foco para assuntos econ\u00f4micos, pol\u00edticos e outros. Portanto, n\u00e3o precisavam mais do rep\u00f3rter de pol\u00edcia. Ainda mais depois que a venda avulsa foi substitu\u00edda pelas assinaturas. O que significou que n\u00e3o dependiam mais de uma manchete chamativa para atrair o leitor. O jornal j\u00e1 estava vendido antecipadamente. O que escrevi, eu n\u00e3o aprendi em um trabalho acad\u00eamico. Comecei a trabalhar em jornal pelo setor de circula\u00e7\u00e3o, onde acompanhava a rodagem dos exemplares e a sua distribui\u00e7\u00e3o nas bancas de revista e nas casas dos assinantes. Em 1979, quando iniciei a minha carreira nas reda\u00e7\u00f5es, ainda encontrei antigos rep\u00f3rteres de pol\u00edcia que tinham se adaptado \u00e0 nova realidade dos grandes jornais. Com eles, aprendi muito sobre investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, texto e a t\u00e9cnica de entrevistar.<\/p>\n\n\n\n<p>O que resultou da extin\u00e7\u00e3o do rep\u00f3rter de pol\u00edcia nas grandes reda\u00e7\u00f5es? Uma baita confus\u00e3o, porque o crime se adaptou \u00e0s mudan\u00e7as da sociedade e a investiga\u00e7\u00e3o policial tamb\u00e9m acompanhou a evolu\u00e7\u00e3o. S\u00f3 para dar uma ideia da evolu\u00e7\u00e3o do crime no Brasil. Na d\u00e9cada de 50, o criminoso mais habilidoso era o \u201cbatedor de carteira\u201d. Ele retirava sutilmente a carteira do bolso da v\u00edtima sem que ela percebesse. Lembro-me de ter lido mat\u00e9rias sobre como era ensinada a profiss\u00e3o para os candidatos a \u201cbatedor de carteira\u201d. Da mesma \u00e9poca eram os ladr\u00f5es especializados no \u201cgolpe do bilhete premiado\u201d, que consistia em convencer a v\u00edtima a comprar um bilhete de loteria que supostamente tinha sido sorteado. Este golpe conseguiu sobreviver at\u00e9 os dias atuais porque se adaptou \u00e0s novas tecnologias. Os crimes do \u201ccolarinho branco\u201d, como s\u00e3o chamados os desvios de dinheiro cometidos por empres\u00e1rios e autoridades p\u00fablicas, tamb\u00e9m evolu\u00edram. Naqueles anos tamb\u00e9m existiu a turma do \u201ccano\u201d, como eram chamadas as quadrilhas de grande poder de fogo, que assaltavam bancos e carros-fortes. Estas quadrilhas tiveram a sua \u00e9poca de ouro na primeira d\u00e9cada dos anos 2000. Fiz reportagem com um s\u00edmbolo desse tipo de crime no Sul do Brasil, Jo\u00e3o Carlos dos Santos, o Seco. Em 2006, quando foi preso, Seco era um homem de 35 anos que inventara uma t\u00e9cnica nova para roubar um carro-forte. Protegido por colch\u00f5es amarrados ao redor do corpo e por um capacete de motoqueiro, colidia um caminh\u00e3o contra o carro-forte, que era jogado para fora da estrada e atacado pela quadrilha armada com fuzis carregados com muni\u00e7\u00e3o que perfurava a blindagem. Foi condenado a uma pena de 205 anos e atualmente est\u00e1 preso na Penitenci\u00e1ria de Alta Seguran\u00e7a de Charqueadas (Pasc), na Regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre (RS). O modelo de crime organizado que foi erguido no Brasil seguiu o implantado nos anos 50 pelos banqueiros do jogo do bicho do Rio de Janeiro. As grandes organiza\u00e7\u00f5es criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), de S\u00e3o Paulo, e o Comando Vermelho (CV), do Rio, seguem o modelo da estrutura montada pelos bicheiros cariocas.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora vamos falar do atual est\u00e1gio do crime no Brasil. Os grandes assaltantes de carros-fortes e bancos foram substitu\u00eddos por adolescentes operando computadores que formaram o tal \u201ccanga\u00e7o digital\u201d, como foi apelido pelo diretor-geral da PF. E as grandes reda\u00e7\u00f5es, por n\u00e3o terem mais o rep\u00f3rter de pol\u00edcia, que sabia das coisas do submundo porque tinha fontes no meio policial e at\u00e9 entre criminosos, ficaram dependentes das informa\u00e7\u00f5es oficiais. Essa depend\u00eancia coloca em risco o bom jornalismo. \u00c9 poss\u00edvel reverter a situa\u00e7\u00e3o? Vou mais longe para responder \u00e0 pergunta. Se a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o for revertida os grandes jornais come\u00e7ar\u00e3o a ter problemas com os seus assinantes, que exigem ser melhor informados do que acontece nas delegacias e entre as organiza\u00e7\u00f5es criminosas. Estes assuntos n\u00e3o s\u00e3o uma exce\u00e7\u00e3o no cotidiano dos leitores. Muito pelo contr\u00e1rio. S\u00e3o uma rotina, porque n\u00e3o passa um dia sem que eles recebam uma liga\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m tentando dar um golpe. Lembro do seguinte. Na \u00e9poca dos jornais vendidos nas esquinas n\u00e3o foram os rep\u00f3rteres de pol\u00edcia que popularizaram a cren\u00e7a de que \u201csairia sangue\u201d se fossem espremidas as p\u00e1ginas dos peri\u00f3dicos. Eles apenas faziam as reportagens que os leitores da \u00e9poca gostavam de ler. Como disse no in\u00edcio da nossa conversa, eram os mensageiros. Atualmente, o p\u00fablico gosta de ler reportagens que explicam como funciona a \u201cind\u00fastria do crime\u201d, que todos os dias inventa uma maneira nova de furtar e roubar as suas v\u00edtimas. Tamb\u00e9m querem saber o que acontece entre as quatro paredes de uma delegacia de pol\u00edcia civil e nas guarni\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia militar. Como os diretores das reda\u00e7\u00f5es v\u00e3o resolver esse problema?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cN\u00e3o mate o mensageiro\u201d. Essa \u00e9 uma antiga frase, repetida por jornalistas para alertar que n\u00e3o se deve culpar quem traz not\u00edcias ruins. Cito-a na abertura da nossa conversa porque considero que se encaixa como uma luva para explicar a trajet\u00f3ria de um personagem que desapareceu das reda\u00e7\u00f5es dos jornais. 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