A imprensa e os motivos por que as estatísticas de feminicídio insistem em não cair

Nas primeiras semanas do ano eu estava na fila do caixa de um supermercado em Porto Alegre (RS) quando ouvi o comentário de uma jovem que fez-me sentir ofendido como repórter. Pelas vestes que usava, era uma típica garota de classe média gaúcha, portanto, uma pessoa bem-informada. Ela comentou o seguinte com uma amiga: “Esse Read More…

Sumiço do corpo da vítima de feminicídio é o recado de poder do algoz para a família

Não está escrito em nenhum manual de jornalismo. Mas é uma regra de ouro na lida do repórter: não deixar passar batida a oportunidade de contar uma história. Lembrei-me desta regra na segunda-feira (6), quando escutei no rádio o noticiário da manhã. Uma das notícias dava conta que o governador gaúcho, Eduardo Leite (PSD), 40 Read More…

Havia como evitar os assassinatos das 10 gaúchas no feriadão de Páscoa?

Na tarde de terça-feira (22/04), em uma área de mata no Campus do Vale, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre (RS), foi preso preventivamente Augusto Santos Silva, 22 anos, acusado de ter matado, na sexta-feira (18), com dois tiros na cabeça, a sua ex-companheira, a técnica em enfermagem Patrícia Read More…

O “olho roxo” da ex-primeira-dama argentina é a marca da covardia com as mulheres

Lembrei-me de uma reportagem que comecei a apurar e não conclui na década de 80 por conta de ter me envolvido na cobertura de um conflito agrário nos rincões do Brasil. A lembrança me veio no início da semana, segunda-feira (12), quando vi a foto da ex-primeira-dama da Argentina Fabiola Yañez, 43 anos, com o Read More…

No Finados, o choro contido das famílias das mulheres procuradas vivas ou mortas

Os 600 quilômetros da BR-290 que ligam Porto Alegre a Uruguaiana, na fronteira com a Argentina, dividem o Rio Grande do Sul ao meio, no sentido leste a oeste. Viajando para oeste, em direção a Uruguaiana, no lado direito fica o norte, região de planaltos povoados por imigrantes europeus. À esquerda, esparramam-se as extensas pradarias Read More…

É um incentivo à matança de mulheres casos como o da professora de Pelotas

Existem muitos motivos para explicar o fantástico crescimento de 233,33% no número de assassinatos de mulheres no primeiro mês de 2020 comparado com janeiro de 2019. Mas um motivo em particular incentiva este tipo de crime, cujo nome técnico é feminicídio: a impunidade que ocorre quando a polícia não consegue provas que levem ao assassino, Read More…